10/08/2026

Forte sismo sentido na Colômbia

Um forte sismo de 7.4 foi sentido esta manhã na Colômbia e no Equador. O epicentro terá tido lugar "perto de San José del Palmar, em Chocó," na costa do Pacífico. Há registo de danos em várias cidades e a contagem de mortos está neste momento ainda a ser iniciada, mas conta para já 20 vítimas (18 em Pereira e 2 em Manizales).

O abalo foi também sentido, embora com menos intensidade, na Venezuela e Panamá. Houve já algumas réplicas e poderão vir a ocorrer outras, não tendo sido acionado qualquer alerta de tsunami. Este sismo, acabou por ocorrer a uma grande profundidade (cerca de 90 quilómetros), o que juntando às diferenças no tipo de construção, diminui os danos em relação ao sismo que ocorreu há menos de dois meses na Venezuela. No entanto, há para já registo de alguns edifícios colapsados nas "cidades de Cali, Pereira, Quibdó e Manizales," havendo pessoas ainda soterradas e, como sabemos, podem demorar dias a encontrar todas as vítimas.

Na sequência do sismo foram já suspensas as "operações aéreas" nos "aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Arménia, Cartago e Buenaventura depois de terem sido registados danos" nas diferentes infraestruturas.

Por cá houve um pequeno abalo de Sismo de magnitude 3,3 na escala de Richter sentido em Leiria e Lisboa, o qual foi registado, às 12h31m "nas estações da Rede Sísmica do Continente. Segundo comunicado do IPMA, o epicentro localizou-se a cerca de dez quilómetros sudeste da freguesia de Cadaval." Isto depois de horas antes (03h08m) ter sido sentido um outro pequeno abalo na região de "Odemira, Almodôvar e Santiago Cacém," com magnitude 3,5 e "com epicentro a 18 quilómetros a este de Odemira." Em nenhum dos casos foram registados danos. Estes pequenos abalos são bastante comuns em Portugal e apesar de por vezes serem sentidos pela população, não costumam provocar grandes danos. A questão é se estamos prontos para algo maior.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/mundo/2026-08-10-forte-sismo-abala-parte-da-colombia-e-equador-b71c4bb1

https://www.publico.pt/2026/08/10/mundo/noticia/terramoto-costa-pacifico-abala-colombia-ha-danos-registo-feridos-2184639

https://www.publico.pt/2026/08/10/sociedade/noticia/sismo-msisagnitude-33-escala-richter-sentido-leiria-lisboa-2184622

https://www.publico.pt/2026/08/10/local/noticia/sismo-sentido-madrugada-odemira-almodovar-santiago-cacem-2184579

09/08/2026

Sim, há falhas graves na prevenção de acidentes com crianças!

Não vamos falar só em acidentes. O que está a acontecer no nosso país em pleno século XXI é uma grande falha na prevenção. Os acidentes podem acontecer, mas quando deixamos um bebé entregue quase que "à sorte" não podemos falar em acidentes, devemos falar em negligência e em falhas na promoção da sua segurança.

Não venho acusar mães nem pais, não tenho esse direito, não conheço os pormenores das histórias, não sei qual foi o momento em que tudo mudou e, em que um erro, uma distração ou uma má decisão, fez com que o pior acontecesse. Mas tenho de falar em prevenção. Este sábado, um bebé caiu de uma janela. Segundo aquilo que tem sido falado na comunicação social, a queda terá sido de "uma altura entre 12 e 15 metros", o que se pode equiparar a um "quarto andar", uma vez que o "prédio tem lojas e rés do chão elevado." Apesar de ter sido logo assistido e transportado de helicóptero, o bebé acabou por não sobreviver.

Ainda há uns poucos dias eu aqui falei de um outro caso e contei de uma criança que estava pendurada à janela a atirar coisas cá para baixo. O pai disse que estava em casa, mas "não ouviu" (nem viu porque o bebé estava sozinho noutra divisão da casa). E é aqui que eu digo que nos falta prevenção. Por um lado, prevenção na formação de pais, de pais que olhem à volta e saibam identificar riscos. Por outro lado, prevenção na construção de casas, na colocação de janelas e portadas mais seguras, de fechos de difícil abertura nas janelas e nas portas de acesso a varandas, de redes de proteção nas janelas e nas varandas. Dizem (SIC) que o "alerta foi dado ao fim da manhã por um popular após ter encontrado a criança deitada no chão," e isso levanta-me várias outras perguntas - onde estavam as irmãs, alguém viu o bebé cair? E se não, estava sozinho na varanda? Tudo isto terá uma resposta, mas a questão é que faltou o mais importante - o cuidado, a prevenção, a vigilância. Alguém falhou, ou melhor, aqui houve um sistema que falhou. 

Outras notícias dão-nos exatamente conta disso. Em 2017, um bebé estava em casa com a mãe e caiu de um terceiro andar. Ainda foi visto a cair por quem passava, foi socorrido pelos bombeiros de Mirandela e levado em estado grave para o hospital. Em 2020, "uma bebé de um ano morreu" ao cair "da janela de um terceiro andar no Laranjeiro, Almada." No mesmo ano, outro bebé, de apenas "um ano ficou ferido com gravidade," ao cair de "uma janela, equivalente a um segundo andar, em Celeirós, Braga." E quem não se recorda de um caso que ocorreu já em 2025, de um menino de seis anos que caiu de um quarto andar (que equivalia em altura a um 6º) num prédio em Vila Franca de Xira? E houve outros...

No geral, as nossas casas não estão preparadas para bebés e crianças pequenas. Fazemos o que podemos, quando sabemos onde está o perigo. De acordo com a APSI, "as quedas são a quarta causa de morte acidental e a primeira causa de chamadas para o número de emergência 112 e de internamentos." 

Não queremos que se magoem ou que caiam numa escada. Basta um segundo, uma porta que ficou encostada enquanto o cuidador foi à casa de banho. Uma distração a usar o telemóvel. Basta, às vezes, o achar que "ele não vai para ali", "ele não cabe"," ele não chega tão alto", ou "ele não sabe abrir aquele fecho." Mas chegam, cabem e sabem, muito mais depressa do que nós imaginamos. Reparamos quando se aproximam demasiado do fogão e evitamos que se queimem, ou afastamo-los quando tentam desligar algum aparelho elétrico da tomada. Mas aquela tomada, não vai mudar de local, no máximo colocamos uma proteção. Aquela porta que afinal ele abre, passa a ter algo que bloqueie ou dificulte a sua abertura. 

Na maioria dos casos, os pais fazem o que podem num mundo que é de adultos. E como todos os mundos que são dos adultos, os pais têm de ir trabalhar, alguns mesmo no verão, quando as escolas fecham, quando as creches deixam de receber as crianças. E alguns, mais sortudos, vão para casa dos avós, brincam com os irmãos e os primos, outros têm a possibilidade financeira de frequentar um campo de férias, outros um ATL que de verão transforma o pessoal educativo em animadores e reforça a equipa com alguns monitores, que ali vão ganhando novas experiências e responsabilidades. E alguns, ficam em casa com os irmãos mais velhos e mais responsáveis.

Não venho acusar ninguém de negligência. Mas venho pôr o dedo na ferida! Temos de fazer alguma coisa na prevenção destes acidentes, tem de haver uma forma de os evitar.

Venho dizer que todos nós temos o dever de cuidar mais e melhor das nossas crianças e de lutar por um país que permita aos pais estarem mais tempo em casa com os filhos, que permita que façam férias juntos, que as escolas deixem de ser depósitos de crianças de um de setembro a 31 de julho, algumas até agosto. Estamos todos metidos nisto, quer queiramos quer não. 

E o que está mal aqui? A culpa é afinal de quem?

Da falta de atenção, da falta de experiência, da confiança que se adquire aos poucos, da responsabilidade que vai crescendo não só com a idade mas sim com as várias situações que vão acontecendo e pondo à prova estas mesmas competências? Se uma irmã mais velha não pode cuidar de um bebé? Depende. E se virmos os outros casos que coloquei acima, várias situações idênticas aconteceram e eram pessoas adultas que lá estavam. Eu poderia responder que não, que não deve, mas existem tantas outras coisas que podem estar envolvidas aqui e que me fazem pensar que nunca deve ser atribuída esta responsabilidade a um menor.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2026-08-08-acidente-grave-nas-caldas-da-rainha-bebe-cai-de-terceiro-andar-de-um-predio-c708aacf

https://www.jn.pt/pais/artigo/menino-de-um-ano-morreu-ao-cair-de-terceiro-andar-nas-caldas-da-rainha/18114338

https://tvi.iol.pt/noticias/videos/bebe-caiu-desta-janela-quando-estava-com-a-mae/58de42a70cf25724706166ff

https://tviplayer.iol.pt/programa/tvi-jornal/63ef5eb50cf2665294d5f87a/video/6a798f970cf2b42132dbd414

https://www.publico.pt/2025/02/09/sociedade/noticia/morte-crianca-caiu-4-andar-associacao-alerta-seguranca-construcoes-2121917

07/08/2026

Tailândia - tiroteio numa escola faz vítimas entre os estudantes

Um ataque com arma de fogo numa escola secundária a cerca de 15 quilómetros de Banguecoque, na Tailândia, provocou a morte a oito pessoas (nove contando com o atirador). O jovem de apenas 14 anos, terá assassinado em primeiro lugar os avós, com quem vivia tendo depois entrado na "Escola Secundária Debsirin Nonthaburi," que frequentava e atingido várias pessoas. Até ao momento, confirma-se na escola seis mortos, sendo que três são alunos e ou outros três são professores. Fez ainda cerca de 30 feridos, alguns dos quais se encontram em estado grave.

De acordo com algumas notícias, o autor do ataque acabou depois por morrer. O que ainda não se sabe é se foi atingido pela polícia ou se se suicidou. Num dos relatos, o jovem terá depois virado a arma contra si mesmo e disparado um tiro do "lado direito da cabeça," mas ainda terá chegado a ser socorrido e transportado para o hospital, onde depois acabaria por falecer.

Esta é uma região em que a percentagem de armas é bastante elevada, o que explica que os tiroteios não sejam "invulgares, existindo facilidade de acesso a armas para pessoal do Exército e da Polícia, além de normas permissivas e antigas para a sua aquisição por parte da população civil." Já ocorreram outros casos graves:

"Em fevereiro" deste ano, "um jovem de 17 anos roubou uma arma à polícia e abriu fogo" numa "escola" secundária "em Hat Yai, no sul da Tailândia." Fez reféns alunos e professores, "num ataque de duas horas que causou a morte de uma pessoa" - a diretora da escola - e "feriu outras duas."

"Em 2023, um rapaz de 14 anos foi acusado de um tiroteio num grande centro comercial de Banguecoque."

"Em 2022, um ex-polícia armado com uma pistola e uma faca invadiu uma creche no norte do país e assassinou 24 crianças e 12 adultos, num dos massacres mais mortíferos da Tailândia."


Fontes:

https://www.publico.pt/2026/08/07/mundo/noticia/ataque-escola-secundaria-perto-banguecoque-deixa-sete-mortos-2184331

https://pt.euronews.com/2026/08/07/tailandia-tiroteio-em-escola-faz-quatro-mortos-e-varios-feridos

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-em-escola-secundaria-perto-de-banguecoque-deixa-sete-mortos_n1758160



03/08/2026

Atualização sobre as vítimas dos sismos mais recentes

Nos últimos dias aconteceram dois sismos de grande envergadura que têm sido notícia pelo elevado número de vítimas mortais e pelos danos causados. O mais recente, foi o sismo que afetou o Japão, e que atingiu a magnitude 7.1 na escala de Richter, ocorrido no passado 13 de julho. 

Este sismo provocou o colapso de um centro comercial e danos avultados em diversas infraestruturas. Foram já confirmadas 38 mortes e, pelo menos, 143 feridos. Foram recuperados para já "sete corpos nos escombros do centro comercial Aeon, em Kashima," e ainda terão sido confirmadas "oito vítimas mortais na fábrica da Nippon Paper, em Yatsushiro," onde se deu o colapso parcial de "uma chaminé industrial." 

O sismo provocou ainda "danos em mais de 1540 edifícios, incluindo 182 que ficaram completamente destruídos." O calor intenso que se faz sentir na região, obrigou as autoridades a colocarem centenas de ar condicionados nos centros de acolhimento e de enviar cisternas com água, para garantir que esta não falta.

Já na Venezuela, no duplo sismo ocorrido a 24 de junho, a contagem dos mortos ainda não parou. Confirmam-se para já 136 vítimas mortais de nacionalidade portuguesa ou lusodescendentes, num conjunto de "5.546 mortos, 16.740 feridos." Este duplo sismo destruiu inúmeras infraestruturas e deixou milhares de pessoas nas ruas, contando-se quase 18 mil desalojados.

Fontes:

https://www.jn.pt/mundo/artigo/autoridades-japonesas-sobem-para-38-o-numero-de-mortos-associadas-ao-sismo/18112269

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/sismo-no-japao-numero-de-mortos-aumenta-e-socorristas-debatem-se-com-calor_n1756727

https://expresso.pt/venezuela/2026-08-01-sobe-para-136-o-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos-no-sismo-de-24-de-junho-na-venezuela-624f31a4


02/08/2026

Ataque suicida no Paquistão

Um homem fez-se detonar perto de uma "esquadra de polícia no noroeste do Paquistão, na conturbada província de Khyber Pakhtunkhwa," no vale do "Swat", provocando "14 mortos" e "22 feridos." Este ataque suicída, aconteceu enquanto ali ocorria uma "manifestação de apoio à polícia organizada por residentes." Além do bombista, as vítimas mortais são "cinco agentes da polícia e oito civis."

A região tem registado um contínuo aumento de violência, sendo que segundo segundo o "Instituto Paquistanês de Estudos sobre Conflitos e Segurança," morreram "154 pessoas", em "ataques terroristas" registados em julho deste ano na região de "Khyber Pakhtunkhwa." O governo do Paquistão "acusa os taliban afegãos de estarem a apoiar os grupos armados responsáveis por estes ataques," acusação que é rejeitada pelo governo Taliban. 

A 24 de maio deste ano, um ataque à bomba que atingiu um comboio em "Quetta", no "sudoeste do Paquistão", matou cerca de 29 pessoas. O comboio "transportava soldados e as suas famílias de Quetta para Peshawar."

Em setembro de 2023, um ataque terrorista provocou mais de meia centena de vítimas mortais.

Fontes:

https://observador.pt/2026/08/02/pelo-menos-sete-mortos-e-mais-de-20-feridos-em-ataque-suicida-no-paquistao/

https://www.publico.pt/2026/08/02/mundo/noticia/ataque-suicida-esquadra-policia-faz-menos-14-mortos-paquistao-2183830

https://www.publico.pt/2026/05/24/mundo/noticia/menos-29-mortos-ataque-bomba-comboio-paquistao-2175826

https://cadernodiario1983.blogspot.com/2026/05/ataque-bomba-mata-em-comboio-no.html


31/07/2026

A invasão de Ceuta que não é uma invasão da Europa

Hoje as notícias mostravam-nos uma praia aonde chegavam milhares de pessoas. Vinham a nado desde Marrocos e entravam em território espanhol. Na sua maioria homens, jovens, embora existissem também mulheres e crianças. Tinham-se lançado ao mar em Marrocos e seguiram a nado até Ceuta. Não atravessaram o Estreito de Gibraltar como algumas notícias fizeram entender. Durante esta travessia, pelo "menos 19 pessoas" perderam a vida (um número que viria depois rapidamente a aumentar). Na praia acumulavam-se boias e garrafas vazias usadas para os ajudar durante a travessia. Em diversas imagens que circulam pelas redes sociais podemos ver "a multidão a correr e a contornar o paredão da fronteira." 

Na Europa começou a falar-se de uma invasão e circulavam rumores de encerramento de fronteiras. Itália declarou a suspensão temporária do acordo de Schengen com a Espanha, com o encerramento de fronteiras aéreas e marítimas (de ressalvar que Ceuta não faz parte do espaço Shengen). O comércio foi fechado, a cidade começou a entrar em "colapso" e as pessoas começaram a acumular-se nas ruas, sem ter para onde ir. 

O que chama desde logo a atenção é que há poucas malas ou mochilas, o que levanta a questão se esta não é mais uma crise geopolítica do que uma crise migratória. O gatilho aqui pode ter sido a visita do "presidente do governo espanhol" à Argélia, "com quem Marrocos também tem relações tensas." Este fenómeno tinha já acontecido em 2021, quando o exclave foi "alvo de outra vaga de migração ilegal, então com menos de 10 mil pessoas, também com a conivência de Marrocos." Este acontecimento em si, não nos pode levar a fechar os olhos para o grave problema das migrações que acontecem pelo Mediterrâneo e que matam todos os anos centenas de pessoas. É que ninguém abandona as suas coisas e vai para outro país de ânimo leve, ainda mais sabendo que depois de todos os riscos que corre, ainda tem a hipótese de ser deportado.

Fala-se também na comunicação social de uma lei que pode ter desencadeado também esta "invasão", não a instigando acabou por facilitá-la. Escutei vários programas em que comentadores dão maior ou menor importância a este facto, sem no entanto, ninguém conseguir provar que foi realmente isso que aconteceu. O que sabemos é que houve gente a morrer tentando chegar a Ceuta, pois via ali uma porta que se abria e onde poderiam ter uma nova oportunidade. "Em causa está uma interpretação emitida a 8 de julho pelo Supremo Tribunal espanhol" que proíbe as "devoluções em quente", ou seja, proíbe que se procedam a "expulsões imediatas na fronteira sem processo," englobando os casos em que os migrantes não encontrem "barreiras de contenção física". Ou seja, "na prática, quem contorna as barreiras a nado ou entra por zonas desprovidas de vedações terrestres deixa de poder ser devolvido na hora pelas autoridades, passando a ter direito a um procedimento ordinário de acolhimento, escuta e formalização de pedidos de asilo."

Muitas destas pessoas foram enganadas, ludibriadas com uma promessa. Como disse Mohamed ao "El País" e citado pela CNN: “Disseram-nos que tínhamos um lugar para ficar e um visto para Algeciras, mas era tudo mentira”. Depois também vimos na televisão aqueles que ali foram apenas para destruir, para fazer confusão. Esses não são os verdadeiros migrantes, misturam-se com eles, aumentam as dimensões dos grupos e causam medo por onde passam.

Ceuta é um território espanhol (cidade autónoma desde 1995), que se localiza na Península de Almina, no norte de África fazendo fronteira com Marrocos e é banhado pelo Mar Mediterrâneo. "A população é composta sobretudo de cristãos e muçulmanos, havendo também uma comunidade judaica e uma pequena comunidade hindu."

Na história Ceuta foi propriedade de Fenícios, de Cartagineses, foi dos Bizantinos e depois caiu nas mãos dos Visigodos. Mais tarde, pertenceu ao Califado de Córdoba e depois à Taifa de Málaga. Na verade, o território foi passando de mão em mão. Anos depois, ficaria sob o jugo de Castela, que a acabaria por perder.

E foi já no início da Expansão Marítima Portuguesa que Ceuta foi conquistada por Portugal, que via ali um importante ponto comercial. "No mundo cristão, a cidade foi reconhecida como possessão portuguesa nos tratados de Alcáçovas (1479) e de Tordesilhas (1494)." Voltaria a ser território espanhol quando em 1640, após o período Filipino, a cidade não aclama o rei D. João IV preferindo ficar sob domínio de Castela. Ceuta é um dos poucos vestígios da colonização europeia em território africano, mas já não é uma colónia e isso deve ficar assente.

Por tudo isto, se pode entender o medo constante de que se volte a repetir uma invasão e que a cidade volte a entrar em guerra. O que não se entende é que exista um aproveitamento político para se instaurar o medo na Europa.

Fontes:




30/07/2026

Portugal fica novamente pintado de negro

Os incêndios não estão a dar tréguas às equipas de bombeiros que tentam a todo o custo evitar que o país volte a ficar pintado de negro.

O país está a ser atingido por vários incêndios rurais e florestais, sendo a situação mais importante a que atinge a região de Valpaços e de Mirandela. O incêndio de Valpaços teve início na tarde de segunda-feira e tem vindo a avançar de forma rápida, colocando várias aldeias no seu caminho em risco.

Para já, terá provocado a destruição de oito habitações e de alguns anexos e casas devolutas, nas "aldeias de Gorgoço e Santa Valha," tendo ainda consumido "uma sucata" em Vilarandelo, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real." As pessoas acabaram por ficar encurraladas na aldeia, sem conseguir proteger os seus bens, só lhes restando manterem-se a salvo. O mesmo incêndio confinou ainda os "moradores da aldeia de Vale das Fontes, no concelho de Vinhais," que tiveram de ir para "o pavilhão da junta de freguesia."

As saídas são dificultadas pelo corte de estradas: a "estrada Nacional (EN) 213, que liga Valpaços a Chaves, a EN 206, entre Valpaços e Bouça, concelho de Mirandela, e a Estrada Municipal (EM) 544, entre as localidades de Possacos e Fornos do Pinhal, no concelho de Valpaços, mantinham-se cortadas ao trânsito."

E é nestas alturas que vem o desespero. As quintas mantidas com zelo, as casas construídas pelos seus ascendentes e por eles mantidas e melhoradas, os animais que alimentam todos os dias, estão agora em risco e podem desaparecer no meio das chamas em poucos minutos. Depois, acabaram mesmo por ser evacuados, deixando o que tinham à sorte. O incêndio alastrou já até Mirandela, obrigando os meios de combate a desdobrarem-se em várias frentes. Em Mirandela, o fumo denso cobre o horizonte, gerando um ambiente sufocante que dificulta o trabalho dos operacionais. 

À medida que a noite se aproxima, a preocupação duplica, uma vez que deixam de ter o apoio dos meios aéreos no combate. No entanto, a descida das temperaturas e a subida da humidade relativa, pode trazer uma janela de oportunidade para fazer baixar a intensidade do incêndio.

De acordo com o último balanço, as próximas horas serão cruciais para tentar travar o avanço das chamas antes que o vento mude de direção e coloque novas povoações em perigo. O país assiste, mais uma vez, impotente e solidário, à angústia de quem vê uma vida de trabalho reduzido a cinzas e um país que vai ficar novamente pintado de negro.

Fontes:

https://sicnoticias.pt/pais/2026-07-30-video-fogo-destruiu-oito-casas-no-incendio-de-valpacos-471b4151

https://www.jn.pt/pais/artigo/fogo-de-valpacos-chegou-a-mirandela-e-ameacou-casas/18111085

https://www.publico.pt/2026/07/29/sociedade/noticia/incendio-guarda-dominado-fase-resolucao-valpacos-unico-fogo-activo-2183334


Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...