21/04/2025

Faleceu Jorge Mario Bergoglio

Hoje o dia amanheceu mais triste, para quem é católico, mas também para muitos que (como eu) não o são. Morreu Francisco. Era Papa, mas antes de o ser já era um homem que se destacava pela sua simplicidade. Como Papa, foi amado por muitos mas também fruto de controvérsias. Amado pelas suas origens e sobretudo, pelas suas mensagens de amor e questionado pelas ideias mais vanguardistas que tentou implementar no seio da igreja.

Jorge Mario Bergoglio nasceu a 17 de dezembro de 1936, no bairro de Flores de Buenos Aires, na Argentina. Era neto de emigrantes, vindos do norte de Itália. O mais velho de cinco irmãos, teve uma educação católica. Em "1957, formou-se em Química," ao que se seguiu aos 21 anos, a sua entrada para o "seminário da Companhia de Jesus" onde se formou "na área da Filosofia."

"Uns anos mais tarde, deu aulas nos colégios da Companhia de Jesus em Santa Fé e em Buenos Aires," onde ensinou "Literatura e Psicologia." Nesta época, uma doença respiratória que lhe surgiu na juventude, piorou e "teve de ser submetido a uma cirurgia para retirar parte de um pulmão." Isso não o fez parar e, a "13 de dezembro de 1969, Jorge Mario Bergoglio foi ordenado sacerdote e, no ano seguinte, graduou-se em Teologia na Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel, continuando a lecionar em paralelo."

Vivia-se uma ditadura militar na Argentina quando, durante a década de 1970,  Jorge Bergoglio "foi eleito responsável pela ordem jesuíta" no seu país. "Em 1986 foi para a Alemanha, onde finalizou a tese de doutoramento." Regressou à Argentina em 1992, tendo sido "designado bispo auxiliar de Buenos Aires." Recebe o "título de cardeal" a 21 de fevereiro de 2001. Nesta ocasião, terá convencido "centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres."

Em 2005, no conclave que levou à eleição "do alemão Joseph Ratzinger", acabou por ser "o segundo mais votado entre os cardeais."

"Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa do continente americano, o primeiro pontífice do hemisfério sul, o primeiro chefe da Igreja Católica não europeu desde há mais de 1200 anos e também o primeiro jesuíta a assumir as funções no Vaticano." Foi padre, professor universitário e arcebispo. "Foi também o primeiro papa com o nome Francisco, em referência a São Francisco de Assis, simbolizando humildade e compromisso com os pobres." Disse sempre que não queria ser Papa, mas acabou por ser "eleito pelo Conclave a 13 de março de 2013, apesar de quase nada indicar que seria o escolhido para suceder Bento XVI."

Ontem, o Papa Francisco despediu-se. Já muito debilitado, apareceu pela última vez na Praça e, podemos até dizer que de forma simbólica, teve o seu "último" banho de multidão, tivesse ele consciência disso ou não. No seu último dia de vida, a sua presença foi aplaudida por muitos crentes e transmitida por inúmeros meios de comunicação social. Antecipava-se a sua morte próxima.

Sustentava que a Igreja devia "ser mais aberta e acolhedora," defendendo uma igreja para "todos." Esteve sempre "próximo do povo." Durante o seu papado, deu enfoque à "justiça social" e tentando sempre manter uma "abertura ao diálogo interreligioso." Quis tornar a igreja mais inclusiva, chegando a promover "uma postura mais aberta sobre temas polémicos na Igreja mais conservadora, como o acolhimento a divorciados, de pessoas LGBTQ+ e pessoas em situação de marginalização. Foi também o primeiro a nomear uma mulher para um cargo no Vaticano.

Durante o seu papado, "deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite."

Foi sempre um homem dedicado à promoção da paz, tentando "aproximar e fortalecer o diálogo inter-religioso, encontrando-se com líderes islâmicos, judeus e cristãos ortodoxos." Mostrou sempre que condenava "a invasão da Ucrânia pela Rússia ou os ataques na Faixa de Gaza, nos combates entre Israel e o Hamas."

Durante o seu pontificado, "Francisco visitou Portugal em duas ocasiões." A primeira foi em maio de 2017 aquando das "celebrações do Centenário das Aparições de Fátima - tendo estado no Santuário de Fátima, onde canonizou os pastorinhos Jacinta e Francisco Marto." A segunda vez que cá esteve foi em 2023, na tão falada "Jornada Mundial da Juventude" que se em Lisboa. Nessa ocasião, "presidiu a celebrações no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, visitou bairros da capital portuguesa e reuniu com vítimas de abusos na Igreja." Chegou ainda a visitar novamente o santuário de Fátima.

"O estado de saúde de Francisco era frágil há vários anos, tendo-o levado a pelo menos três hospitalizações desde 2023." Este ano, a situação piorou bastante e, chegou a estar 38 dias internado "devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março." Desde aí, tem estado a recuperar desta situação.

De acordo com informação já divulgada pelo médico "Andrea Arcangeli, responsável pela certidão de óbito," do sumo pontífice, a sua morte ter-se-á devido a um "Acidente Vascular Cerebral (AVC) que provocou uma insuficiência cardíaca irreversível."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/morreu-o-papa-francisco-lider-da-simplicidade-que-a-igreja-catolica-foi-buscar-quase-ao-fim-do-mundo_es1533890

https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Francisco

https://www.publico.pt/2025/04/21/mundo/noticia/morreu-papa-francisco-lider-igreja-catolica-desde-2013-2123551


 


 

20/04/2025

Estamos na Páscoa, mas...

É tempo de festa para uns, fé para aqueles que acreditam em alguma coisa.  Não obstante a religião e as crenças de cada um, ou a falta dela, deveria ser um tempo de paz, de respeito e de tolerância. Mas o que mais se vê, é ódio. Queria acreditar que o ser humano consegue ser melhor do que isto... mas está a ficar difícil.

O presidente Vladimir Putin declarou uma trégua durante o período de Páscoa, com o anúncio de um cessar-fogo. No entanto, o ato não passou de um anúncio, já que no terreno, os ataques continuaram. Kiev acusa a Rússia de ter duplicado "o uso de drones kamizakes."  

Na província de Kherson, "três pessoas morreram" devido a ataques russos. De acordo com declarações à imprensa do presidente Zelensky, "até agora, de acordo com relatórios do comandante-chefe, as operações de ataque russo continuam em vários setores da frente e o fogo da artilharia russa não diminuiu," sobretudo na "frente de Pokrovsk, localizada na região de Donetsk e uma das prioridades nos esforços da Rússia para continuar a ganhar terreno no leste da Ucrânia."

A disparidade entre as declarações oficiais de tréguas e a realidade devastadora no terreno — com ataques contínuos e perda de vidas inocentes — reforça, para mim, a sensação de descrença na capacidade de empatia e tolerância. E os factos provam-no. E não se trata de religião. Trata-se sim de política, de poder, de falta de empatia pelo outro. A história recente, acaba por demonstrar que os conflitos geopolíticos ignoram os apelos humanitários e os períodos sagrados para as populações. A própria diplomacia internacional, que tem um papel complexo e que acaba por ser, na maioria das vezes, limitado naquilo que são as tentativas de fazer cumprir cessar-fogos, falha. Quando devia atuar como mediadora, atuando como a principal ferramenta para transformar intenções políticas em realidades no terreno, encolhe-se perante o poder económico e bélico dos grande estados.

Fontes:

https://www.dw.com/pt-br/ucr%C3%A2nia-relata-ataques-russos-apesar-da-tr%C3%A9gua-de-putin/a-72290346

19/04/2025

Um pouco de história... o massacre de Lisboa

No dia 19 de abril de 1506, aconteceu um dos mais trágicos momentos da nossa história. Nesse dia, uma multidão em fúria perseguiu e matou milhares de judeus (segundo Garcia de Resende, terão sido mais de 4000), naquele que ficou conhecido como o Massacre de Lisboa de 1506. Esta matança aconteceu porque a população precisava de um culpado para a situação de seca e fome que, junto com a chegada da peste negra, assolavam o país. E a culpa foi direcionada para os milhares de judeus que nove anos antes tinham sido forçados a se converterem ao catolicismo, em Portugal. Este é mais um pedaço da nossa história que teima em ser "esquecida," e que não vem "nos livros de história," acabando por cair no esquecimento.

Reinava D. Manuel I e os judeus que se convertiam eram chamados Cristãos-Novos.

Naquele domingo, rezava-se no Convento de São Domingos de Lisboa. Os fiéis pediam o fim" da seca e da peste que grassavam em Portugal, e alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado — fenómeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias — um milagre."

"Um cristão-novo," que também assistia àquela missa, "tentou explicar que esse milagre era apenas o reflexo de uma luz, mas foi calado pela multidão, que o espancou até à morte."

Portugal, vivia ainda um período obscuro, de ignorância coletiva e de medo perante qualquer fenómeno desconhecido e, este episódio, foi o reflexo dessa mesma ignorância. Nos três dias que se seguiram, as mortes sucederam-se, incitadas pelos "frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os hereges." O resultado foi "uma turba de mais de quinhentas pessoas incluindo muitos marinheiros da Holanda, da Zelândia e de outras terras," que perseguiram e mataram todos os judeus que iam encontrando.

Sem escapatória possível, "homens, mulheres e crianças foram torturados, massacrados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio, mais precisamente junto ao largo de São Domingos. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país."

A esta turba de maus homens e de frades que, sem temor de Deus, andavam pelas ruas concitando o povo a tamanha crueldade, juntaram-se mais de mil homens (de Lisboa) da qualidade (social) dos (marinheiros estrangeiros), os quais, na Segunda-feira, continuaram esta maldade com maior crueza. E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes. E não esqueciam de lhes saquear as casas e de roubar todo o ouro, prata e enxovais que achavam.

(Damião de Góis, in «Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória»)


Em consequência do massacre, "D. Manuel I penalizou os envolvidos, confiscando-lhes os bens, e os dominicanos instigadores foram condenados à morte por enforcamento."

"No seguimento do massacre, do clima de crescente antissemitismo em Portugal e do estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício — que entrou em funcionamento em 1540, perdurando até 1821 — muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, tendo como destino principal os Países Baixos," mas também a "França, Turquia e Brasil." 

Este massacre traduz bem aquilo que é "a psicologia das massas e a demonstração primitiva da falta de tolerância." Em Lisboa, existe um monumento alusivo a esta data. Um singelo "tributo da cidade de Lisboa às vítimas da intolerância e do fanatismo religioso resultantes do massacre judaico de 1506."


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Lisboa_de_1506

https://informacoeseservicos.lisboa.pt/contactos/diretorio-da-cidade/memorial-as-vitimas-do-massacre-judaico-de-1506



 

18/04/2025

Ataque dos EUA a posto de combustível mata no Iémen

Desde que o presidente Donald Trump lançou uma nova campanha militar contra os rebeldes Houtis no mês passado, este terá sido um dos maiores ataques, resultando na morte de "pelo menos 58 pessoas" e ferindo "mais de 100." O ataque aéreo atingiu "o porto petrolífero de Ras Issa, no Iémen," e o grupo Houthi, veio já divulgar "imagens gráficas do rescaldo," alegando "que o ataque visava trabalhadores civis."

"O Pentágono não fez comentários sobre as vítimas civis e recusou-se a responder às perguntas dos meios de comunicação social," embora Washington tenha já informado que o ataque tinha "como objetivo cortar uma fonte de de combustíveis e fundos para os Houthis."

Este ataque vem aumentar a escalada de violência de uma "campanha que começou a 15 de março," e que tem como objetivo "acabar com as ameaças aos navios no Mar Vermelho." Num comunicado raro, os Houthis afirmam que esta foi uma "agressão completamente injustificada" e que a sua ocorrência "representa uma violação flagrante da soberania e independência do Iémen e um alvo direto de todo o povo iemenita." Designaram ainda o alvo como uma "instalação civil", que tem sido vital para a população há largos anos. De facto, cerca "de 70% das importações do Iemén e 80% da ajuda humanitária chegam através de três portos, incluindo o de Ras Issa.," que agora foi alvo de ataque.

O porta-voz da diplomacia iraniana considerou o caso “um exemplo de crime agressivo e uma flagrante violação dos princípios fundamentais da Carta da ONU”. Em resposta, o grupo afirma que foram lançados "ataques contra um alvo militar próximo ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, e contra dois porta-aviões dos EUA."

O bombardeamento do porto de Ras Issa, "acontece pouco antes da segunda ronda de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano," o qual está previsto para amanhã, sábado, em Roma.

Fontes:

https://pt.euronews.com/2025/04/18/rebeldes-houthi-dizem-que-ataques-dos-eua-mataram-mais-de-50-pessoas-no-iemen

https://www.jn.pt/6586834208/huthis-lancam-retaliacao-apos-ataque-mais-mortal-dos-eua-no-iemen/?utm_source=jn.pt&utm_medium=recomendadas&utm_campaign=rec_edit_externo_marcas

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataques-aereos-dos-eua-contra-porto-petrolifero-iemenita-matam-dezenas-de-pessoas_n1648757

17/04/2025

Faleceu o cantor Nuno Guerreiro e perdeu-se mais uma grande voz

Faleceu Nuno Guerreiro. Para mim, uma das maiores vozes portuguesas da atualidade. Ainda no outro dia, mostrava ao meu filho a canção "Caçador de sóis", uma das minhas preferidas.

https://youtu.be/SYV6MECcouI

Nascido em Loulé, a 5 de Setembro de 1972, cedo Nuno quis ir para a capital estudar. Estudou na Escola de Dança do Conservatório Nacional, para onde foi com apenas 16 anos para tentar uma carreira como bailarino, mas foi com a limpidez e singularidade da sua voz que se destacou. Dançou no palco do Teatro São Luiz, tendo também sido neste palco que cantou pela primeira vez, numa colaboração "com o grupo Diva de Natália Casanova." 

Carlos Paredes viu-o a cantar e convidou-o "a participar, em 1992," nos seus concertos de Lisboa e do Porto. "Colaborou também com o ex-Madredeus Rodrigo Leão." Mais tarde, integraria a "Ala dos Namorados", convidado por João Gil e Manuel Paulo.

Gravou a solo o álbum "Carta de Amor", e o álbum "Tento Saber" em 2002. Juntou-se a outros grandes nomes para um tributo a José Afonso (com Olavo Bilac, dos "Santos & Pecadores" e Tozé Santos da banda "Per7ume"). Em 2014 lança o álbum "Felicidade." Em 2021 participou no programa "A Máscara" da SIC, onde desempenhou brilhantemente o papel de "Coruja".

Atualmente, Nuno era colaborador no Cineteatro de Loulé, na área da produção e estava também envolvido num projeto intitulado "Nuno Guerreiro & Mau Feitio, composto pelos músicos do Algarve Ricardo J. Martins, João Palma, Vítor Bacalhau e Vasco Moura. O grupo deu vários concertos recentemente." Chegou mesmo a dar dois espetáculos, "com casa cheia", nos dias 30 e 31 de março, juntamente com os 'Mau Feitio' e com a Banda Filarmónica da Sociedade Recreativa Artistas de Minerva. 

Nuno Guerreiro tinha apenas 52 anos. Lançou o seu último trabalho como vocalista da banda Ala dos Namorados em 2023. O seu último trabalho a solo tinha sido lançado no ano anterior e encontrava-se ainda a colaborar com a AR para a produção de um evento nas celebrações do 10 de Junho deste ano.

Uma enorme perda para o nosso panorama musical... fica por saber o que esta voz ainda teria para nos dar, tal o seu talento! 


Fontes:

https://sicnoticias.pt/cultura/musica/2025-04-17-morreu-nuno-guerreiro-vocalista-da-ala-dos-namorados-893846d5

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nuno_Guerreiro_(cantor)

https://famashow.pt/famosos/2025-04-17-revelada-causa-da-morte-de-nuno-guerreiro-vocalista-da-ala-dos-namorados-039c910f


 


 

16/04/2025

Faleceu João Cravinho

João Cravinho tinha 88 anos e faleceu devido a doença prolongada. Encontrava-se em casa.


João Cravinho, nasceu em Angola em 1936, foi engenheiro de formação, militante do partido socialista e "ministro da Indústria e Tecnologia do IV governo provisório de Vasco Gonçalves, em 1975." Anos mais tarde, foi também "ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território, no XIII Governo, liderado por António Guterres." Chegou a ser "ministro da República em vários Governos, deputado à Assembleia da República em várias legislaturas e deputado ao Parlamento Europeu, onde aliás foi vice-presidente."


Defendeu sempre a "ética na política e na vida pública," e desempenhou um "importante papel na luta anticorrupção," mesmo contra "deputados parlamentares do seu próprio partido." Foi o que aconteceu quando, em 2006, "apresentou um ‘pacote anti-corrupção’, que incluía a polémica proposta de criminalização do enriquecimento ilícito, e que foi rejeitado pela sua própria bancada parlamentar, numa altura em que o líder do PS era o primeiro-ministro, José Sócrates."


Entre "2007 a 2011, foi administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), com sede em Londres."


De acordo com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, João Cravinho ter-se-á também destacado "como Presidente da Comissão Independente para a Descentralização. Multifacetado, pautou a sua vida por uma defesa incansável da ética na política e na vida pública, lutando sempre contra a corrupção e desempenhando os mais diversos cargos com desassombro e coragem." 


Fontes:


https://pt.euronews.com/my-europe/2025/04/16/morreu-joao-cravinho-ex-ministro-e-um-dos-militantes-historicos-do-partido-socialista-port


https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/morreu-jo%C3%A3o-cravinho-hist%C3%B3rico-do-partido-socialista-tinha-88-anos


 


 

15/04/2025

Crimes de guerra e crimes contra a humanidade

Falamos em crimes de guerra quando os alvos atacados não têm fundamento militar ou estratégico. Estes estão intrinsecamente ligados à violação das leis e costumes de um conflito armado (as Convenções de Genebra) e pressupõem a existência ativa de hostilidades

Falamos em crimes de quando são violados os direitos contra a humanidade. 

De facto, são termos muitas vezes confundidos. O termo "crimes contra a humanidade" aplica-se a atrocidades que, "pela sua escala ou planeamento," não ferem apenas as vítimas diretas, mas agridem a própria consciência da humanidade.

Um bombardeamento russo a uma cidade ucraniana resultou em 35 mortos e 117 feridos. "Moscovo alega ter alvejado uma reunião de comandantes militares, mas os dois mísseis balísticos atingiram zonas civis. Trump responsabilizou Joe Biden e Volodymyr Zelensky por esta guerra." 

No passado dia cinco deste mês, um ataque a uma zona residencial na região de Kryvyi Rih, resultou na morte de "18 pessoas, incluindo nove crianças, e feriu mais de 30."

No artigo 11º, secção 2, da Lei n.º 31/2004, de 22 de Julho, constam como crime de guerra, quem "atacar a população civil em geral ou civis que não participem diretamente nas hostilidades", "atacar bens civis, ou seja, bens que não sejam objetivos militares", "atacar, por qualquer meio, aglomerados populacionais, habitações ou edifícios que não estejam defendidos e que não sejam objetivos militares", "Lançar um ataque indiscriminado que atinja a população civil ou bens de carácter civil, sabendo que esse ataque causará perdas de vidas humanas, ferimentos em pessoas civis ou danos em bens de carácter civil, que sejam excessivos..." e muitos outros.

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ataque-russo-mata-35-pessoas-na-ucrania-e-trump-culpa-kiev_v1648024

https://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?artigo_id=123A0009&nid=123&tabela=leis&pagina=1&ficha=1&so_miolo=&nversao=

https://www.publico.pt/2025/04/05/mundo/noticia/ataque-russo-mata-18-pessoas-incluindo-nove-criancas-cidade-zelensky-2128674

https://www.amnistia.pt/porque-e-que-precisamos-de-uma-convencao-autonoma-sobre-os-crimes-contra-a-humanidade/


Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...