Caderno Diário

22/07/2024

Biden dá a vez a Kamala Harris

Depois de inúmeras situações em que as condições de Joe Biden para continuar na corrida à Casa Branca foram postas em causa, ontem o atual presidente dos EUA, acabou mesmo por desistir da sua candidatura e de mostrar o seu apoio à candidatura da sua atual vice-presidente.


A situação não é nova nos EUA. "A última vez que um presidente americano em exercício abandonou a campanha para a reeleição foi em 1968 e o protagonista foi Lyndon Baines Johnson." Joe Biden saiu, na opinião de vários comentadores (e na minha também) por ter sido "empurrado" tantos pela alta esfera democrata, como pelos patrocinadores da campanha, devido aos resultados das sondagens que têm mostrado o baixo apoio demonstrado pelos próprios democratas. A situação piorou depois de Biden, de 81 anos, se ter mostrado muito fragilizado tanto física como cognitivamente, durante "um debate televisivo com Donald Trump, a 27 de junho. Neste debate, Biden mostrou "dificuldade em refutar as afirmações muitas vezes falsas do seu oponente, deu as suas próprias respostas de forma desconexa e, por vezes, olhou fixamente para o espaço." Nos dias seguintes, nas entrevistas e aparições públicas que se sucederam e que serviriam tranquilizar os eleitores e o seu próprio partido, Biden não convenceu, parecendo sempre cansado.


No comunicado transmitido ontem à noite, Biden afirma-se profundamente "agradecimento à sua equipa, em especial à vice-presidente Kamala Harris "por ser uma parceira extraordinária em todo este trabalho".


A decisão do Partido Democrático ainda não está tomada e só será oficializada durante a Convenção Nacional que acontecerá a 19 do próximo mês. Kamala Harris está a receber já apoio de outros democratas, como é o caso do "governador da Califórnia, Gavin Newsom," do "secretário dos Transportes, Pete Buttigieg," e do "governador da Pensilvânia, Josh Shapiro." Além destes, também a "ex-candidata democrata à presidência Hillary Clinton, o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário de Estado John Kerry", bem como a atual "senadora do Massachusetts, Elizabeth Warren, e a senadora do Minnesota, Amy Klobuchar, que concorreu contra Biden para a nomeação em 2020," mostraram já o seu apoio a Kamala Harris.


Kamala Harris poderá vir a ser a primeira mulher a assumir a presidência dos EUA.


Kamala tem 59 anos e cresceu em Oakland, na Califórnia. É filha de pai "jamaicano-americano e mãe indiana tamil."  Formou-se em direito, tendo-se tornado "procuradora distrital, subindo no sistema jurídico da Califórnia antes de ser eleita procuradora-geral do estado em 2010", função para a qual foi reeleita em 2014. Em 2016, foi "eleita para o Senado dos EUA," onde substituiu "a senadora democrata Barbara Boxer."


Em 2019, Kamala chega a lançar a sua campanha, como opositora de Biden, mas depois de alguns fracos resultados, acaba por entrar com ele na campanha às presidenciais em 2020. Quando ganharam as eleições, "Harris tornou-se a primeira mulher, a primeira pessoa negra e a primeira pessoa de origem sul-asiática a servir como vice-presidente dos EUA de uma só vez." Como vice-presidente, ela recebeu de Biden uma pasta com "questões imponentes, entre as quais a imigração e o direito de voto - questões profundamente polémicas que só poderiam ser abordadas através de legislação importante, algo que, por sua vez, exigia o apoio de uma supermaioria do Senado que os democratas não dominavam." As reformas que defendeu, nunca tiveram "sucesso no Capitólio" e o esforço feito "para resolver os problemas de imigração", foram postos em causa numa entrevista em que se mostrou bastante "irritada quando lhe perguntaram porque é que ainda não tinha visitado a fronteira entre os Estados Unidos e o México."


Donald Trump refere que será mais fácil vencer Kamala Harris, caso seja ela a candidata democrata, desvalorizando as suas competências e a sua determinação para assumir a presidência, aproveitando ainda para acusar Biden de ser "corrupto" e "inapto" e acusa ainda "toda a sua equipa de ter mentido sobre a capacidade do presidente dos EUA." 


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/kamala-harris-avanca-para-a-corrida-a-casa-branca-quais-sao-os-passos-seguintes_n1587802


https://pt.euronews.com/2024/07/22/quem-e-kamala-harris-e-sera-ela-a-primeira-mulher-presidente-dos-eua


https://pt.euronews.com/2024/07/21/joe-biden-desiste-da-corrida-a-casa-branca


 


 


 



 

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Etiquetas: eua, mundo, notícias, política

21/07/2024

Israel, Hamas, Hezbollah e Houthis - o que pode correr mal?

Neste momento, o Médio Oriente encontra-se em grande tensão, com Israel no centro dos conflitos. Se por um lado, as forças israelitas se mantém na Faixa de Gaza, onde os bombardeamentos se sucedem, por outro, estamos neste momento a ver o intensificar do conflito entre o Hezbollah e Israel, bem como ataques na região de Golã, tomada pelos israelitas, na Síria.

Nos últimos dias, os ataques têm-se repetido. Esta manhã, o exército israelita intercetou um míssil que se aproximava do país, proveniente do Iémen. Os houthis reivindicaram a responsabilidade pelo lançamento de "vários mísseis balísticos" contra Israel, depois do "ataque israelita no porto iemenita de Hodeida", que causou "seis mortos e mais de 80 feridos." 

Os houthis são um "movimento xiita rebelde apoiado pelo Irão," que há meses, se encontra a atacar "navios que consideram ligados a interesses" de Israel, "ao largo das costas do Iémen." Os houthis estão integrados no "eixo de resistência". Este eixo é de facto "uma coligação liderada pelo Irão" da qual fazem parte também, "entre outros, o grupo islamita palestiniano Hamas e o movimento xiita libanês Hezbollah."

Mas contextualizando um pouco. Este conflito, voltou a estar no plano do dia desde 8 de outubro de 2023 (dia seguinte ao dos ataques a Israel por homens armados do Hamas) quando o grupo armado Hezbollah disparou contra alvos israelitas a partir do Líbano, afirmado estar a agir em apoio a Gaza. Seguiram-se ataques contra aeroportos sírios, da parte de Israel, "enquanto milícias armadas" pelo Irão disparam "mísseis de dentro da Síria" em direção ao território israelita.

Tal como o Hamas, o Hezbollah é classificado por muitos países como "um grupo radical islâmico" e uma organização terrorista, mas é também um partido político. O grupo "surgiu como uma milícia durante a guerra civil do Líbano, quando Israel invadiu o país em 1982", com "o apoio do Irão durante a ocupação israelita, embora as suas raízes ideológicas remontem ao renascimento islâmico xiita no Líbano nas décadas de 1960 e 1970." Apesar de alguns libaneses o considerarem como sendo "uma ameaça à estabilidade do país, o grupo continua a ter uma grande popularidade "entre a comunidade xiita."

Há 18 anos, em 2006, "o Hezbollah e Israel travaram uma guerra brutal que durou um mês, fazendo 1200 mortos do lado libanês e 160 israelitas, na sua maioria militares." Desde então, o Hezbollah e Israel continuam esporadicamente a trocar tiros nas suas fronteiras. Acredita-se que o Hezbollah tem, neste momento, armamento suficiente para se tornar um forte opositor de Israel, especialmente devido ao apoio do Irão. 

O que fez aumentar a violência foi a morte de Mohammed Nimah Nasser, procurado por ser comandante do Hezbollah e cuja viatura foi atingida a 3 de julho, "em plena luz do dia, com um ataque aéreo." Para os apoiantes do Hezbollah, foi considerado um "mártir" e o seu funeral foi cuidadosamente preparado. Depois do enterro, muitos se mostravam prontos para a guerra, para retaliar a morte de um dos seus líderes, num país que neste momento "não tem presidente," mas sim um "governo provisório e uma economia destroçada." 

O Líbano encontra-se dividido: se uns querem seguir os ideais do Hezbollah e avançar para a guerra, outros, a última coisa que querem é voltar a estar em guerra. Infelizmente, muitos acreditam que a saída honrosa é o martírio. "Alguns países como a Alemanha, os Países Baixos, o Canadá e a Arábia Saudita já disseram aos seus cidadãos para deixarem o Líbano imediatamente. O Reino Unido desaconselhou todas as viagens ao país e está aconselhando os britânicos que estão no país a partirem."

À medida que os ataques e contra-ataques entre estas duas forças continuam, muitas famílias sofrem e vários inocentes são mortos. Além do Líbano, na região Síria de Golã, tomada por Israel, está também a ser alvo de ataques do Hezbollah. Nas colinas de Golã, um casal israelita foi morto quando o seu carro foi atingido por fogo do Hezbollah, deixando três filhos adolescentes. Já no sul do Líbano, três crianças entre os quatro e os oito anos, foram mortas num ataque israelita. Apenas dois exemplos entre muitos...

Mas que papel tem a Síria neste conflito? 

É complicado de entender. Se por um lado temos a Síria como apoiante da Palestina, por outro temos vindo a assistir ao longo dos últimos anos a vários ataques sírios contra grupos palestinianos, tal como o que sucedeu em "Yarmouk, um bairro de maioria palestina" que acabou por se tornar num campo de refugiados. Depois de "forças rebeldes tomarem Yarmouk, as tropas de Assad impuseram um cerco, barrando a entrada de comida, medicamentos, energia e outros mantimentos. Como ninguém podia entrar ou sair dali, muitos passaram a se referir ao lugar como a Gaza da Síria".


Fontes:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgk7xej3k3o

https://www.dw.com/pt-br/o-papel-da-s%C3%ADria-no-conflito-entre-israel-e-hamas/a-67407431

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-21-houthis-ameacam-israel-com-continuacao-dos-ataques-f3dd399f

https://sicnoticias.pt/mundo/2023-10-11-O-que-e-o-Hezbollah-movimento-que-nasceu-no-Libano-para-lutar-contra-Israel--a77013b9




à(s) julho 21, 2024 Sem comentários:
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Etiquetas: guerra, iémen, irão, israel, líbano, médio oriente, notícias, palestina, síria

19/07/2024

Estamos todos ligados aos problemas uns dos outros...

Portugal foi um dos muitos países afetado por um problema que atingiu os sistemas da Microsoft pelo mundo fora. O "apagão" afetou a "aviação civil e o transporte ferroviário em vários países", bem como, "bancos, serviços de saúde e estações televisivas, como a britânica Sky News". 


Mas o que originou este "apagão" parece que nem sequer foi nenhum ataque informático, mas sim uma simples atualização no software de uma outra empresa, neste caso, "num serviço da empresa de cibersegurança Crowdstrike, utilizado pela Microsoft." Esta atualização, que eventualmente, tinha um erro, acabou por provocar toda esta situação que levou a que "milhares de computadores com o sistema operativo windows" tivessem ficado bloqueados. Esta espécie de "erro" decorreu mesmo de um antivírus, cuja nova atualização, "não é muito compatível com os sistemas Microsoft."


Em Portugal, as falhas informáticas afetaram "companhias aéreas, segundo avançou a ANA-Aeroportos, com constrangimentos no check-in e no embarque para diversos voos", embora o sistema informático dos aeroportos portugueses não tivesse sido diretamente atingido.


A conclusão a que podemos chegar é que quantos mais serviços de software estiverem interligados, mais vulneráveis ficaremos a este tipo de ocorrências, e que dependemos todos deste tipo de sistemas informáticos para que os nossos sistemas funcionem. Existe, como já se falou por diversas vezes, a necessidade de manter sistemas redundantes que, numa situação como esta, possa permitir o funcionamento dos hospitais, dos transportes e das telecomunicações.


Fontes:


https://observador.pt/2024/07/19/apagao-global-da-microsoft-avioes-em-terra-televisoes-em-baixo-e-bancos-com-problemas/


https://www.rtp.pt/noticias/pais/portugal-falhas-informaticas-atingem-aeroporto-e-varias-organizacoes_v1587233


 

à(s) julho 19, 2024 Sem comentários:
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Etiquetas: internet, mundo, notícias, portugal, segurança informática, tecnologia

17/07/2024

MH17 10 anos depois da tragédia

Passaram-se já 10 anos desde a queda do voo MH17, que levava 298 pessoas a bordo. O voo "tinha descolado dos Países Baixos, com destino a Kuala Lumpur," capital da Malásia. Poucas horas depois, "o Boeing 777 da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil de fabrico russo sobre um território ocupado por separatistas pró-russos."


Ninguém sobreviveu e, já em 2022, a "justiça dos Países Baixos condenou três homens a prisão perpétua pelo papel que desempenharam na tragédia, incluindo dois cidadãos russos, mas Moscovo sempre se recusou a extraditar os suspeitos." Embora Moscovo tenha sempre negado "qualquer envolvimento" e rejeite o veredicto do tribunal, investigadores internacionais chegaram mesmo a afirmar que "havia fortes indícios" de que o "Presidente russo Vladimir Putin tinha aprovado o fornecimento do míssil que abateu o avião."


Moscovo nega qualquer envolvimento e rejeita veementemente o veredicto do tribunal, descrevendo-o como "político e ultrajante".


No mesmo ano, já se tinha perdido outro voo da mesma companhia (e desse ainda pouco se sabe até aos dias de hoje).


Fontes:


https://www.jn.pt/7374207079/298-mortos-familiares-das-vitimas-do-voo-mh17-assinalam-dez-anos-com-pouca-esperanca/


 

à(s) julho 17, 2024 Sem comentários:
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Etiquetas: acidente, desastres aéreos, história, malásia, notícias, países baixos, rússia

15/07/2024

Ataque à bomba mata na Somália

Enquanto de um lado se festeja a final do Europeu, na Somália, "nove pessoas que estavam num café a assistir à final do Euro 2024 morreram" quando "um carro carregado de explosivos rebentou violentamente no exterior do estabelecimento em Mogadíscio, capital da Somália", provocando ainda 20 feridos.


O ataque terá sido organizado pelo grupo al-Shabab, opositor do governo somali e descrito como uma das organizações "mais mortíferas da Al-Qaeda."


A Somália tem levado a cabo uma ofensiva de grande visibilidade contra este grupo extremista, que no final de abril tinha já matado "seis trabalhadores" da maior "empresa privada de telecomunicações da Somália", a "Hormuud Company," através de um atentado à bomba em Mogadíscio. 


Fontes:


https://pt.euronews.com/video/2024/07/15/ataque-com-bomba-na-capital-da-somalia-mata-nove-pessoas-que-assistiam-a-final-do-euro-2024


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/seis-trabalhadores-mortos-em-atentado-a-bomba-na-somalia_n1567756


 


 

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Etiquetas: atentados, notícias, somália

14/07/2024

Tentativa de assassinato a Donald Trump

Ontem, enquanto discursava num comício na zona da Pensilvânia, Donald Trump foi atingido por um disparo que, felizmente para o candidato à presidência dos EUA, lhe passou apenas de raspão na orelha. Os serviços secretos agiram de imediato, mas têm estado a ser criticados por não terem antecipado quer a presença de um atirador, quer a possível presença de um segundo atirador que viesse a disparar contra o candidato que acaba por ficar desprotegido em diferentes momentos.

Apesar de não ter ficado com ferimentos graves, Trump recebeu assistência hospitalar e, atribuiu "a Deus" o facto de ter sobrevivido. No entanto, registaram-se duas mortes na sequência do ataque: um "apoiante de Trump" que estava com a família a assistir ao comício, "e o presumível atirador, abatido pelos serviços secretos." Outras duas pessoas ficaram feridas.

"O suspeito," que o FBI identificou como sendo Thomas Mathiew Crooks, de 20 anos, é ao que parece também ele Republicano. Crooks "estava no telhado de um edifício próximo do palco, mas fora do perímetro de segurança do comício, na posse de uma arma automática" a cerca de 60 metros do palco. Fica a questão de como é que conseguiu chegar àquele local sem ser visto, transportando munições, apetrechos e uma arma de grandes dimensões. O atirador dispara oito tiros e acaba por ser abatido por quatro.


Fontes:

https://www.publico.pt/2024/07/13/mundo/noticia/donald-trump-retirado-placo-sangrar-apos-som-tiros-interromper-comicio-2097510
https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-14-video-o-sangue-era-visivel-por-todo-o-lado-testemunha-relata-momento-do-ataque-contra-trump-b9e98fc5


 

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Etiquetas: eleições americanas, eua, notícias, política

13/07/2024

Ataques continuam a matar civis em Gaza

Fugindo dos conflitos, muitas familias palestinianas abrigam-se onde e como podem. Mas nem uma escola os deixa livres de ataques. Foi o que aconteceu esta quarta-feira, quando Israel realizou um ataque perto de uma escola onde se refugiavam várias familias, deixando um rasto de morte. Contam-se até agora pelo "menos 29 mortos e mais de 50 feridos" junto de uma escola perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.


Já hoje, num novo ataque contra um campo de refugiados, "pelo menos 90 pessoas morreram e 289 ficaram feridas," naquilo que já é chamado de um "grande massacre." Entre as vítimas encontram-se "membros do Serviço de Emergência Civil”. Este ataque tinha como objetivo matar "o chefe militar do Hamas, Mohammed Deif, que estaria escondido no local," mas a sua morte não foi confirmada, nem sequer a sua presença naquele local.


Quando é que isto vai ter fim? 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2024-07-10-exercito-israelita-confirma-ataque-que-fez-29-mortos-numa-escola-em-gaza-2b15ee22


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-13-video-pelo-menos-20-mortos-em-ataque-de-israel-contra-campo-de-refugiados-de-khan-younis-af5934ae


 


 

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Etiquetas: guerra, israel, palestina
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