09/07/2024

Rússia ataca hospital pediátrico na Ucrânia

Apesar da Rússia negar "a autoria do ataque" e afirmar que "os estragos em Kiev foram provocados pelas defesas aéreas ucranianas", acho que já não existem dúvidas de que o ataque ao Hospital pediátrico de Kiev foi um ataque direto e planeado. Se tivesse sido um acidente já teria sido muito mau, mas saber que foi algo planeado, revolta-me ainda mais. O ataque com mísseis foi um dos maiores a atingir Kiev desde o início da guerra, ocorrendo em plena luz do dia.


O Hospital de terá sido atingido por "um míssil de cruzeiro KH101". No local são visíveis "civis, militares, voluntários, equipas de primeiros socorros, médicos do hospital e até de outros hospitais" que tentam encontrar "sobreviventes debaixo dos escombros." Os ataques russos de ontem mataram pelo menos "36 pessoas e feriram 150 em toda a Ucrânia," dos quais 10 mortos se registaram neste hospital, que ficou destruído a cerca de 60 ou 70% da sua estrutura. Ainda na capital, Kiev, outras áreas foram também "bombardeadas nesta ofensiva em grande escala: outro hospital e o bairro residencial de Lukyanovka."


Estes ataques ordenados por Moscovo, ocorreram pouco tempo "antes da cimeira da NATO em Washington, em que Zelensky deverá apelar aos aliados e em que pedirá mais sistemas de defesa Patriot." Foram lançados "40 mísseis de longo alcance," os quais "provocaram centenas de vítimas em Dnipro, em Sloviansk, em Kramatorsk e em Kryvyï Rig, a cidade natal de Zelensky."


Assim, este ataque terá sido um aviso ou uma retaliação contra os ataques que as forças ucranianas dirigiram "às linhas de abastecimento russas" e que deixaram as unidades russas "com carência de alimentos, água e munições"? 


Já em Kharkiv, "cinco civis, incluindo uma criança e um bebé, morreram quando o carro onde seguiam passou por cima de uma mina numa estrada florestal."


A Ucrânia não ficou de braços cruzados e já iniciou ações de retaliação.


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-08-video-ataque-a-hospital-pediatrico-na-ucrania-depois-do-choro-e-da-raiva-e-tempo-de-trabalhar-90db376c


https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/2024-07-08-e-hora-de-negociar--o-que-o-ataque-a-um-hospital-pediatrico-ucraniano-diz-sobre-este-momento-do-conflito--dia-866-da-guerra--793ef41b


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-08-video-criancas-com-doencas-graves-esperam-horas-a-fio-na-rua-apos-ataque-russo-a-hospital-b984e23b


https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2024-07-08-ucrania-cinco-civis-mortos-incluindo-bebe-em-explosao-de-mina-na-regiao-de-kharkiv-c47aa185


 


 

08/07/2024

Franceses respiram de alívio, mas governo ainda é incerto

Depois dos resultados obtidos pela extrema direita nas últimas eleições europeias, Macron marcou eleições antecipadas e os franceses fizeram valer a sua vontade dando a vitória à esquerda. Nas eleições para o parlamento europeu, o Grupo Renew Europe, venceu em França com mais de 31% dos votos.


Neste domingo, os franceses apresentaram-se em força para a segunda volta, na qual estão em causa 501 mandatos, uma vez que da primeira volta ficaram já atribuídos 76 lugares na Assembleia Nacional.


Apurados os resultados, a "Nova Frente Popular (NFP), a coligação de partidos de esquerda, foi o bloco mais votado e terá uma bancada com mais de 180 deputados na Assembleia Nacional", enquanto que o partido que apoia Emmanuel Macron, o Juntos, coseguiu um segundo lugar "com pelo menos 166 deputados." Já a União Nacional, onde se aliam os apoiantes da extrema-direita, obteve "143 lugares e, embora seja um resultado histórico para a antiga Frente Nacional, foi recebido como uma decepção perante o bom resultado da primeira volta."


Tendo-se manifestado contra a realização de eleições antecipadas e perante os resultados deste domingo, o primeiro-ministro, Gabriel Attal, anunciou a sua demissão. No entanto, a mesma foi recusada pelo presidente francês Emmanuel Macron.


Apesar do pior cenário ter sido evitado, olha-se agora atentamente para o que se vai passar em França, uma vez que a mudança de quem está no poder, pode alterar diversas decisões políticas, especialmente no que respeita à economia onde o euro se reflete. Os parceiros europeus estão, no entanto, otimistas. A "expectativa é a de que possa haver um governo estável, apoiado pela Assembleia Nacional. A outra questão que está por responder é se o novo programa político que sair da futura coligação é compatível com os compromissos europeus." Poder-se-á dizer que aquilo que vier a "acontecer em França poderá ter impacto na guerra na Ucrânia, na diplomacia global e na estabilidade económica da Europa."


Fontes:


https://www.publico.pt/2024/07/07/mundo/noticia/franca-votase-eleicoes-legislativas-concorridas-desde-1981-2096699


https://expresso.pt/internacional/uniao-europeia/2024-07-08-eleicoes-em-franca-ue-respira-de-alivio-mas-nao-esta-tranquila-3c325334


https://pt.euronews.com/my-europe/2024/07/08/franca-macron-recusa-demissao-do-primeiro-ministro-gabriel-attal


 


 

07/07/2024

A guerra continua... os inocentes morrem

A guerra continua... infelizmente, o fim do conflito entre a Rússia e a Ucrânia parece longe de terminar e, a população civil continua a ser atingida.


As acusações entre as duas forças são mútuas. Os russos acusam a Ucrânia de ter lançado drones contra "dois depósitos de combustível na região de Krasnodar, no sul da Rússia, perto da península anexa da Crimeia." Este ataque, terá também danificado "uma torre de telemóveis na cidade de Yeisk, no Mar de Azov."


O exército russo, "tem procurado penetrar nas linhas de defesa ucranianas no leste, para conquistar a parte do Donbass" que ainda não controla. No entanto, Moscovo afirma ter "libertado" (assumindo que o território lhe pertencia) "a aldeia de Sokil", que se localiza a "cerca de 30 quilómetros a noroeste da cidade de Donetsk."


No dia anterior, um ataque ucraniano com drones, contra a região de Krasnodar na Rússia, terá morto "uma criança" e ferido outras "cinco pessoas". De um lado e do outro, morrem inocentes, praticamente diariamente. Quando é que isto vai acabar?


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-06-russia-diz-ter-capturado-aldeia-na-regiao-de-donetsk-3bf7bc50


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-05-ataque-ucraniano-com-drones-faz-um-morto-e-cinco-feridos-na-russia-6222490f


 

06/07/2024

Reino Unido já tem novo governo

Depois de 14 anos de executivos conservadores no governo do Reino Unido, o rei Carlos III indigitou na passada sexta-feira Keil Starmer, do Partido Trabalhista, como novo Primeiro-ministro.

O Partido Conservador, de Rishi Sunak, desde logo assumiu a esmagadora derrota a que foi submetido, tendo "o pior resultado da história, com a eleição de pouco mais de 110 deputados." Em contrapartida, o Partido Trabalhista conseguiu "eleger mais de 410 assentos parlamentares, bem acima dos 326 necessários para conseguir uma maioria." O partido dos Liberais Democratas fica em terceiro, "ultrapassando o Partido Nacional Escocês (SNP)." O Partido Reformista (Reform UK) - responsável pelo Brexit - elege dez deputados.

No que respeita a questões atuais de grande relevância, o governo de Labour, irá "continuar com uma política de apoio militar à Ucrânia, pelo menos até a eleição norte-americana." Já em relação à questão da Faixa de Gaza, é previsível que venha a ser apoiado o reconhecimento do Estado da Palestina.

Como curiosidade, "uma das primeiras tarefas que Keirs Starmer terá enquanto novo primeiro-ministro será escrever cartas aos comandantes dos quatro submarinos nucleares do Reino Unido, dando-lhes instruções sobre o que fazer no caso de um ataque nuclear que elimine o contacto dos submarinos com o Reino Unido. Estas instruções substituem de forma imediata as instruções do anterior primeiro-ministro, Rishi Sunak." Nos próximos dias, "o Reino Unido deverá estar representado ao mais alto nível na cimeira da NATO, organizada pelos Estados Unidos em Washington."

Além da indigitação do Primeiro-ministro, cabe também ao rei Carlos III, a "abertura oficial do Parlamento" no próximo dia 17 de julho. Nessa sessão, o monarca irá ler "o programa do governo para a sessão legislativa corrente."

Fontes:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/eleicoes-historicas-no-reino-unido-trabalhistas-destronam-conservadores-com-vitoria-esmagadora_n1583986

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-05-keir-starmer-indigitado-primeiro-ministro-pelo-rei-carlos-iii--e-ja-tem-a-agenda-cheia--69fb47fe

https://sicnoticias.pt/mundo/2024-07-05-video-eleicoes-no-reino-unido-foi-um-cataclismo-na-politica-britanica--d23f8e81

03/07/2024

Pescadores desaparecidos na Marinha Grande

Três tripulantes do barco "Virgem Dolorosa", que adornou de madrugada ao largo das praias de São Pedro de Moel e de Vieira de Leiria, ainda se encontram desaparecidos. Além dos três desaparecidos, três tripulantes morreram e onze foram resgatados. Os desaparecidos são "naturais da Praia da Leirosa, na Figueira da Foz." Durante todo o dia, elementos da Marinha e da Força Aérea estiveram envolvidos nas buscas, que envolvem "um navio patrulha oceânico, uma embarcação salva-vidas, uma equipa de mergulhadores do grupo forense, um drone da Polícia Marítima, viaturas, e dois helicópteros." No entanto, os mergulhadores ainda não conseguiram aceder ao interior do barco naufragado.


Trata-se de "uma traineira com 24 por seis metros", que aportava na Figueira da Foz, sendo de lá a maioria dos tripulantes com exceção de dois indonésios, que foram resgatados com vida. As buscas começaram logo durrante a noite, após o alerta pelas 4h33m, "através de quatro embarcações de pesca que se encontravam nas proximidades."


Dos onze resgatados, sete "deram entrada no Hospital Distrital da Figueira da Foz, um dos quais em estado grave." Este pescador, de 57 anos, acabou por ser "transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) com problemas respiratórios."


Fontes:


https://www.noticiasaominuto.com/pais/2591980/buscas-por-vitimas-de-naufragio-continuam-durante-a-noite


https://www.noticiasaominuto.com/pais/2591901/naufragio-marcelo-falou-com-familias-das-vitimas-e-vai-a-figueira-da-foz


https://www.noticiasaominuto.com/pais/2591625/nuno-melo-apresenta-condolencias-as-familias-das-vitimas-no-naufragio


https://www.dn.pt/7811518727/um-pescador-em-estado-grave-transferido-da-figueira-da-foz-para-coimbra-apos-naufragio/


 


 

02/07/2024

Guerra continua a matar na Ucrânia e nem as crianças são poupadas

Os ataques russos contra território ucraniano sucedem-se. Durante a última semana foram usadas cerca de "800 bombas aéreas guiadas contra alvos em toda a Ucrânia." 



"As forças russas concentraram os seus ataques nas duas maiores cidades da Ucrânia no domingo, Kiev e Kharkiv, com um edifício residencial danificado na capital e pelo menos uma pessoa morta em Kharkiv no ataque a um edifício dos correios."


Em Kiev, "um míssil atingiu um bloco residencial de vários andares," despoletando ainda um grave "incêndio no oitavo e nono andares." Deste ataque resultaram seis feridos. Já em Kharkiv, o ataque a "uma estação de correios matou um motorista de entregas e provocou um incêndio."


A leste, há ainda imagens aéreas daquilo que aparentam ser vários "cadáveres numa zona civil da cidade de Toretsk." No último domingo, "um ataque de mísseis russos a uma cidade na região de Zaporizhzhia, no leste da Ucrânia, no sábado," terá levado à morte de "sete pessoas, incluindo três crianças." Deste ataque, terão ainda resultado "mais de trinta" feridos, "incluindo oito crianças."


Em Vilnyansk, "30 pessoas ficaram também feridas" num ataque que terá causado "um enorme incêndio e graves danos em edifícios residenciais e infraestruturas críticas."


Na Rússia, "destroços de um drone" de origem ucraniana, terão caído "numa aldeia, destruindo janelas e telhados de algumas habitações."


Fontes:


https://pt.euronews.com/my-europe/2024/07/01/russia-ataca-as-duas-maiores-cidades-da-ucrania-durante-o-fim-de-semana


https://pt.euronews.com/my-europe/2024/06/30/ataque-russo-com-misseis-no-leste-da-ucrania-mata-sete-pessoas-incluindo-tres-criancas


 


01/07/2024

Fausto

Hoje Portugal perdeu um dos grandes compositores dos últimos tempos. Um dos grandes músicos que traduziram "para as canções de intervenção o sentimento do povo português," sendo por isso inevitável associar o nome de Fausto aos nomes maiores da música portuguesa, como "José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, José Mário Branco," Sérgio Godinho ou Luís Cília. Além de um grande defensor da liberdade, Fausto era único na sua forma de compor e de cantar.


"Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias nasceu a bordo do navio Pátria, durante uma viagem entre Portugal e Angola. Seria registado a 26 de novembro de 1948 em Vila Franca das Naves, Trancoso." Foi ainda em Angola, de onde regressaria anos mais tarde, que formou a sua primeira banda, Os Rebeldes.


Com 20 anos, Fausto concluiu "a licenciatura em Ciências Políticas e Sociais no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina", em Lisboa. "É nessa época que grava Chora, amigo chora, que em 1969 lhe deu o Prémio Revelação do antigo programa de rádio Página Um, transmitido pela Rádio Renascença."


Depois da revolução do 25 de abril de 1974, "ajudou a fundar o GAC" (Grupo de Ação Cultural — Vozes na Luta), juntamente com José Mário Branco, Afonso Dias e Tino Flores." Dos seus trabalhos podemos destacar Pró que Der e Vier (1974) e Beco sem Saída (1975), Madrugada dos Trapeiros (1977) ou Histórias de Viajeiros (1979). Em 1989, venceu o Prémio José Afonso, com "Para Além das Cordilheiras." 


"Um dos seus concertos mais marcantes ocorreu em julho de 1997, em Belém, nas celebrações dos 500 anos da partida de Vasco da Gama para a Índia."


Gravou ao todo 12 álbuns entre 1970 e 2011. O último a ser lançado, foi Em busca das montanhas azuis, em 2011.


O músico tinha 75 anos e morreu durante a última noite, vítima de doença prolongada.


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/cultura/morreu-fausto-bordalo-dias-criador-de-por-este-rio-acima_n1582941


https://observador.pt/2024/07/01/morreu-o-cantor-e-compositor-fausto-bordalo-dias/


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...