17/06/2024

Pedrógão Grande, passam os anos, a memória fica

No dia 17 de junho de 2017, pelas 14:43 é dado o primeiro alerta para um incêndio florestal que já deflagrava na localidade de Escalos Fundeiros, e que rapidamente avançou sobre os concelhos de Castanheira de Pêra, de Figueiró dos Vinhos e Ansião, no interior do distrito de Leiria. Com o intenso calor e ventos fortes, as chamas galgaram montes e vales e alastraram rapidamente para os concelhos da "Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra) e da Sertã (distrito de Castelo Branco)."

Mais um, entre tantos incêndios a que ao longo dos anos nos estavamos a habituar. Todos os anos era assim. Chegado o verão, abria a época de incêndios e sabíamos que o norte e centro do país era sempre dos mais atingidos. Infelizmente, este não seria apenas mais um...

Este dia foi diferente. O calor estava diferente, o ar pesado, carregado, quente e uma das grandes conclusões é que não podemos falar apenas de um grande incêndio, mas sim de, pelo menos quatro, o que fez com os meios ficassem dispersos. No mesmo dia, passados apenas uns minutos do primeiro, surge um "segundo alerta para outro incêndio na região, em Góis" (distrito de Coimbra), que viria a tomar grandes proporções, alastrando para os "concelhos de Pampilhosa da Serra e de Arganil." Cerca de uma hora mais tarde, a população alertava "para o terceiro incêndio na região, em Figueiró dos Vinhos." Pelas 19h o pânico está instalado, com estradas cortadas e aldeias completamente cercadas. As pessoas tentam fugir, sem saber quais os caminhos para onde se devem dirigir. O fumo denso impossibilita a condução em segurança.

Pelas 20h41m, surge um quarto incêndio na região, em Alvaiázere, mas entretanto as comunicações estavam caóticas. Às 21h12m, o SIRESP informa "que se regista a queda de três estações da rede de comunicações – Serra da Lousã, Malhadas e Pampilhosa da Serra." A coordenação dos meios no terreno torna-se cada vez mais difícil e, numa situação em que todos os segundos contam, instala-se a incapacidade de entrar em contato com todos os veículos no terreno. Os incêndios encontraram condições climáticas favoráveis ao seu avanço e as matas mal cuidadas deixaram o alimento para que o resto acontecesse. Minutos depois e com o SIRESP praticamente em colapso, é dado o alerta para um quinta deflagração, desta vez em Penela. "Por dificuldades nas comunicações da rede SIRESP reforça-se o recurso à Rede Operacional dos Bombeiros (ROB)."

Minutos antes da notícia começar a surgir nos media, começamos a receber nas redes sociais alertas de que algo não estava bem. Amigos e familiares, não conseguindo entrar em contato com os seus familiares, iam tentando usar as redes sociais para comunicar ou, pelo menos, entrar em contato com alguém que soubesse o que por lá se passava. Por aqui, a noite estava quente, mas não imaginávamos a tragédia que estava a acontecer. 

Por volta das 00h40m, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, chega a Pedrógão Grande, mas só pela 01h30m é decretado por Jorge Gomes, o plano de emergência distrital.

Não me esqueço que estava num acampamento. Estávamos num pequeno parque, no Seixal, a escassos metros da estrada que dá acesso à segurança do quartel. O dia tinha sido bastante quente e os miúdos estavam cansados das atividades. A noite estava agradável e corria uma brisa quente. O acampamento ficava numa zona arborizada rodeada de casas e vedada, e cada vez mais perto, fazia-se ouvir os trovões daquilo que nós pelas condições e pelo cheiro no ar, sabíamos ser uma trovoada seca. A verdade é que o ar tinha mesmo um cheiro diferente e parecia mais pesado. Conhecedores dos riscos, sabíamos que se a trovoada se aproximasse mais, teríamos de evacuar o acampamento - o nosso e os dos grupos de escuteiros que ali estavam e que nos tinham cedido as suas instalações para aquela atividade. Aqui não havia fogo ativo nas redondezas, mas era como se a noite nos trouxesse aos poucos o fumo e os gases vindos do centro do país. 

A desgraça já tinha acontecido quando decidimos mandar os miúdos para as tendas. Sabíamos que era algo grave, só não sabíamos bem o quê. Ponderámos levar os miúdos de volta e, pô-los a dormir no pavilhão do quartel, mas depois percebemos que isso só os preocuparia ainda mais e aquela trovoada estava a afastar-se, pelo que íamos ficar acordados e vigilantes. Os mais velhos, já se tinham apercebido que havia algo grave e que nós não estávamos tranquilos. A noite foi passada em claro e, logo de manhã cedo, terminámos o acampamento e regressámos. Pelas 09h00 da manhã, já existia a certeza de 43 vítimas mortais. Fiquei em choque, ficámos todos. O país ficou em choque. Apenas uma hora depois, o número que as televisões exibiam ia em "57 vítimas mortais e 59 feridos." Às 13h30 do dia 18, o "Governo decreta três dias de luto nacional."

Ao longo do dia, este número foi sendo atualizado, culminando em 66 vítimas mortais, 253 feridos, sete dos quais graves, e na destruição de meio milhar de casas e 50 empresas. Só no dia 24 de junho, "o incêndio de Pedrógão Grande é dado como extinto."

"Relativamente às vítimas mortais, 47 foram encontradas nas estradas do concelho de Pedrógão Grande, tendo 30 morrido dentro de automóveis, 17 nas imediações durante a fuga ao incêndio e 1 na sequência de um atropelamento." Entre os feridos, contam-se 12 bombeiros e 1 militar da Guarda Nacional Republicana. Muitas destas pessoas, acabaram por ficar incapacitados para voltar a desempenhar as suas funções e, sobrevivem com uma pequena esmola mensal que o nosso Estado lhes atribuiu.

No dia 20 de junho, uma das frentes de fogo do incêndio de Pedrógão Grande juntou-se ao incêndio de Góis, originando o maior incêndio florestal de sempre em Portugal. Alguns dias depois, era publicada uma lista com os nomes de 64 vítimas diretas do incêndio (outras duas, na altura ainda não tinham sido contabilizadas) onde os números ganham rosto e idade. Entre elas, várias crianças, famílias inteiras que ao tentarem fugir, acabaram por correr diretas para a morte. Entre elas, a minha amiga de infância, Sara que com o seu sorriso rasgado ainda hoje me faz sentir um aperto no coração.

Passaram sete anos desde a tragédia. Até agora, muito se discutiu sobre causas, falhas e culpados. Mas temos todos a certeza de que muito ainda falta fazer naqueles territórios do centro do país, a começar pela prevenção, tão falada na altura e que, ainda hoje ou não é feita ou é mal feita. "No rescaldo do incêndio, a causa apontada pelas autoridades foi a trovoada seca que, conjugada com temperaturas muito elevadas (superiores a 40ºC) e vento muito intenso e variável, fez deflagrar e propagar rapidamente o fogo. No entanto, o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, acredita que o incêndio não teve origem em causas naturais já que, segundo a percepção de alguns habitantes, o fogo já estaria ativo antes da trovoada."

"Despovoamento, envelhecimento da população, falta de empregos qualificados ou de ordenamento e gestão da floresta, falhas nas comunicações, vias de comunicação perigosas ou serviços públicos deficientes, são, afinal, problemas coincidentes com dezenas de concelhos do interior português. A necessidade de coesão do território nacional é incessantemente repetida, mas, naqueles territórios, esse desígnio tarda em cumprir-se."
 
No que respeita a apurar culpados, a investigação feita no âmbito criminal "resultou num julgamento com 11 arguidos, entre os quais o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, então responsável pelas operações de socorro," bem como, "os presidentes de Câmara de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Foram todos absolvidos pelo Tribunal de Leiria, em setembro de 2022, que considerou que os mortos e feridos provocados pelos incêndios não foram resultado da ação ou omissão dos arguidos."

Num outro processo, "14 arguidos de um total de 28 - incluindo o antigo presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, e o então vereador Bruno Gomes - que estavam acusados num processo relacionado com a reconstrução de casas na sequência dos incêndios."

Infelizmente, a 15 de outubro do mesmo ano, o país ainda mal refeito do drama ocorrido em junho, sofre uma nova situação. O país vê-se novamente a braços com grandes frentes de fogo que levam tudo à sua frente. Dois dias depois dos primeiros alertas, os incêndios da zona centro são finalmente "considerados extintos e são anunciadas 45 vítimas mortais, 350 empresas afetadas, um prejuízo de cerca de 360 milhões de euros e uma área ardida de cerca de 54 mil hectares."

2017 foi um ano negro, que nunca irei esquecer.

Fontes:




 

 

12/06/2024

Incêndio mata trabalhadores no Kuwait

A morte chegou para 49 trabalhadores estrangeiros que estavam albergados num edifício dormitório, no distrito de Mangaf, no sul do Kuwait. As autoridades indianas, de onde se pensa serem várias das vítimas mortais, acusam os proprietários de  cometerem infrações que contribuíram para este incidente, no edifício de seis andares que albergaria cerca de 196 trabalhadores. 

Ao que se sabe até agora, o proprietário do edifício já terá sido mesmo detido como parte de uma investigação por possível negligência. Além desta acusação, "o ministro do Interior, xeque Fahd al Yusef," informou a imprensa de que "pretende solicitar às autoridades locais que ordenem a evacuação de todos os edifícios nos subúrbios que não respeitam as normas de segurança."

"As nacionalidades das pessoas que morreram não foram divulgadas imediatamente pelas autoridades locais," mas sabe-se que pelo menos 10, serão indianos, sobretudo oriundos do Estado de Kerala. Assim, o ministro das Relações Exteriores da Índia segue "para o Kuwait" de forma a "supervisionar pessoalmente os esforços de socorro e repatriar cidadãos indianos falecidos."

O Kuwait, que faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul, com o Iraque ao norte e é banhado a leste pelo mar, é um dos países mais ricos do Médio Oriente.

No entanto, a mão de obra barata, vinda sobretudo da Ásia continua a ser uma dura realidade. O país alberga cerca de três milhões de estrangeiros, entre paquistaneses, indianos, filipinos, bengaleses e nepaleses, que trabalham em áreas ligadas aos serviços e à construção. Desde o fim da guerra do Iraque, o Kuwait tem tentado reconstruir-se, com grandes edifícios a serem erguidos.

Fontes: 


10/06/2024

Dia de Portugal... rescaldo das Europeias

Hoje assinala-se o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades de Língua Portuguesa. É feriado e, neste caso, dá direito até a fim de semana prolongado. 


Esta data começou por ser um feriado municipal em Lisboa, dedicado a Camões, que foi entretanto elevado pelo Estado Novo a feriado nacional, como o «Dia de Camões, de Portugal e da Raça». Depois da Revolução de 25 de abril, esta data passou a ser designada como "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portugueses."


E ontem foi dia de ir votar para as eleições europeias, uma votação importante, para nós portugueses, mas também para todos os outros países que compõem a UE. E por isso, apesar da abstenção ter diminuído em relação a 2019, ainda devemos pensar que cerca de 63% da nossa população não foi às urnas. Foram eleitos 21 deputados - 8 do PS, 7 da AD, 2 do CHEGA, 2 da IL, 1 do BE e 1 da CDU. 


Por um lado, devemos pensar na importância que o orçamento da UE tem para cada um dos países que a integram. Este orçamento "permite garantir que a Europa continua a ser uma força democrática, pacífica, próspera e competitiva. A UE utiliza-o para financiar as suas prioridades e grandes projetos que a maioria dos países da UE não poderia financiar isoladamente." 


Mas além dos benefícios decorrentes das contribuições do orçamento da UE, existem também outros que têm a ver com o facto de fazermos parte de um "mercado único, de uma abordagem partilhada dos desafios comuns da migração, do terrorismo e das alterações climáticas e de ganhos concretos, como melhores infraestruturas de transportes, serviços públicos modernizados e digitalizados e tratamento médico de ponta." Podemos saber quais os projetos que estão a ser realizados na nossa área geográfica, com financiamento europeu, no site Kohesio.


No Parlamento Europeu, podemos então já ter uma ideia dos resultados, sendo que o PPE - Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) foi o grande vencedor com 189 lugares atribuídos, seguido pelo S&D - Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, com 135. 


Fontes:


https://european-union.europa.eu/principles-countries-history/eu-countries/portugal_pt


https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas


https://www.europeias2024.mai.gov.pt/resultados/globais


https://www.publico.pt/eleicoes/resultados/europeias/2024/

09/06/2024

Domingo, dia de voto

Hoje realizou-se no território português um importante ato eleitoral, mas que muitos ainda desvalorizam. As eleições para o parlamento europeu irão eleger 21 deputados nacionais que nos irão representar. É importante compreendermos a importância deste órgão e a afectação que tem nas nossas leis e na nossa economia. Ao que parece, o vencedor da noite foi o PS, com Marta Temido como cabeça de lista, logo seguido pela Aliança Democrática. O CHEGA desceu consideravelmente e a IL acabou por se aproximar. 

Aquilo que se tem falado bastante durante esta noite eleitoral é a diminuição da abstenção, mas de olhamos bem para os números, estes são ainda muito elevados, ainda mais se a estes somarmos os votos brancos e nulos, o que de certa forma, dá que pensar sobre a importância que os cidadãos atribuem a este órgão europeu. A não esquecer que a UE é composta por 27 países e tem 361 milhões de eleitores, que elegem os 720 lugares que compõem o Parlamento. 

Eu fiz a minha parte. Informei-me, decidi e fui votar. Agora, é aguardar pelos resultados finais e pelas consequências desses mesmos resultados. Noite dentro, fico a assistir agora aos debates.


Fontes:

https://sicnoticias.pt/especiais/europeias-2024/resultados-europa


 

04/06/2024

Eleições Europeias

No próximo domingo, dia 9 de Junho, teremos as eleições para o parlamento europeu.

No JN podemos encontrar um Inquérito de 30 perguntas que nos podem ajudar a comparar as nossas opiniões sobre diversos assuntos e o que diz cada um dos partidos sobre isso. Ao realizarmos esse inquérito, é possível saber com que percentagem nos identificamos mais com este ou aquele partido.

As eleições europeias que este ano se realizam, irão decorrer entre quinta e domingo, ou seja, de 6 a 9 de junho de 2024 - em que cada país da UE escolhe um dia de eleições. "Se é cidadão da UE, tem direito de voto nestas eleições, juntamente com 360 milhões de europeus." No passado domingo, muitos portugueses exerceram já o seu direito de voto de forma antecipada. Esta data serviu também para testar o uso de cadernos digitais, tendo sido detectadas falhas nestes sistemas, o que levou a alguns "constrangimentos nas mesas de voto." Estes cadernos digitais, permitem que os eleitores possam votar em qualquer mesa de voto, mesmo que não seja na sua área de recenseamento.

Não nos podemos esquecer que nem sempre tivemos este direito - o de votar, escolher, dar a nossa opinião -  e que por isso, a "democracia é um bem precioso, que nos foi transmitido pelas gerações anteriores."

É nossa obrigação, preservar esta mesma democracia, "reforçá-la e transmiti-la às futuras gerações. A forma mais eficaz de o fazer é votando - porque quanto mais pessoas votarem, mais forte a democracia se tornará." E você? Já se preparou para votar?


Fontes:


https://www.jn.pt/3865007347/30-perguntas-para-saber-qual-o-partido-com-que-mais-se-identifica-nas-europeias/


https://european-union.europa.eu/institutions-law-budget/european-elections-2024_pt


https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/eleicoes-europeias-com-cadernos-de-voto-digitais-em-portugal-pela-primeira-vez-mas-ha-erros-para-corrigir

01/06/2024

Dia da Criança

Em Portugal, hoje celebra-se o Dia da Criança. No entanto, não somos o único país a celebrar esta efeméride. Foi em 1950 que se assinalou pela primeira vez esta data, sendo uma iniciativa das Organização das Nações Unidas, "na sequência do congresso da Federação Democrática Internacional das Mulheres, realizado em 1949, em Paris." Esta data, tinha como principal objetivo o "de chamar a atenção para os problemas que as crianças então enfrentavam."


Neste dia, os Estados-membros reconheceram que todas as crianças, independentemente da raça, cor, religião, origem social, país de origem, têm direito a afeto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, proteção contra todas as formas de exploração e a crescer num clima de paz e fraternidade." Em muitos locais do país são várias as atividades que podemos encontrar por estes dias, mas não nos podemos esquecer que, além de ser um dia que se pretende feliz e memorável para as nossas crianças, também deve ser um dia de reflexão para nós, adultos. Se por um lado as queremos proteger, por outro queremos que se desenvolvam de forma global e harmoniosa.


No que respeita à UE, esta entidade tem vindo a desempenhar "um papel de liderança no apoio às crianças de todo o mundo, reforçando o acesso a uma educação de qualidade, segura e inclusiva, aos serviços básicos, à saúde, à ajuda humanitária e à proteção em situações de conflito violento." É de lamentar que as crianças sejam as principais vítimas dos conflitos que assolam neste momento tanto a Europa como outras zonas do mundo e que sejam, elas também, as mais prejudicadas quando ocorrem catástrofes naturais ou fenómenos atmosféricos extremos. São muitos vezes, o lado escondido da guerra, da fome e da pobreza que assola as zonas mais carenciadas do mundo. 


Nesta data é importante que as crianças ganhem voz no mundo!


Fontes:


https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-da-crianca


https://commission.europa.eu/strategy-and-policy/policies/justice-and-fundamental-rights/rights-child/global-dimension_pt


 


 

31/05/2024

Subida de temperatura - o drama dos mais pobres

O calor chegou em força a Portugal continental e muitos já se dirigiram hoje até à praia. Eu por mim, nestes dias mais quentes, prefiro os fins de tarde para sair de casa e se tal me for possível, passo as horas de maior calor a descansar. As temperaturas por aqui passaram dos 35 graus e poderá ter chegado quase aos 40 em algumas zonas do país. 


Mas isso fica aquém das altas temperaturas que têm estado a afetar o leste da Índia e o Paquistão e que, já ultrapassaram os 50 graus! Na quarta-feira, registaram-se 52,3 graus Celsius na capital da Índia, Nova Deli ("embora este valor possa ser revisto depois de o departamento meteorológico verificar os sensores da estação meteorológica que registou a leitura").


"As autoridades alertaram que a água pode vir a escassear." Apesar de serem normais as altas temperaturas (no ano passado o número de mortos por ondas de calor, nesta mesma altura atingiu a centena de vítimas), estes períodos são cada vez mais frequentes e mais severos. Espera-se que as temperaturas comecem a diminuir progressivamente, mas o número real de vítimas pode ainda vir a aumentar. 


O "Paquistão também está a ser afetado por fortes vagas de calor, com um pico de temperatura no domingo avaliado em 53 graus celsius em Sindh, uma província fronteiriça da Índia." Hoje os números divulgados já ultrapassaram os 20 mortos, devido a situações de insolação (que levam rapidamente à desidratação).


Já no "nordeste do país," foram registadas "violentas rajadas de vento e chuvas torrenciais à passagem do ciclone Remal, que no domingo provocou mais de 65 mortos na Índia e no Bangladesh" e destruiu cerca "de 30.000 casas." Os danos e as mortes deveram-se, na sua maioria, à fragilidade das habitações e ao desabamento de diques. Qualquer alteração climática terá sempre um efeito mais nefasto nas zonas mais pobres do mundo e, num mesmo país, o drama é ainda maior quando uma parte da população está sem água e outra luta contra cheias devastadoras.


Fontes:


https://sol.sapo.pt/2024/05/29/altas-temperaturas-nova-deli-regista-temperatura-recorde-de-523-graus/


https://expresso.pt/internacional/2024-05-29-capital-da-india-regista-temperatura-recorde-de-523-graus-celsius-f7c15722


https://expresso.pt/internacional/2024-05-27-ciclone-causa-10-mortos-e-destroi-mais-de-30-mil-casas-no-bangladesh-4e9598c7


https://www.publico.pt/2024/05/31/azul/noticia/india-onda-calor-tera-causado-menos-24-mortos-24-horas-2092404


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...