01/01/2024

Mais uma volta à nossa estrela

Bom dia e feliz ano novo.

2024 começa sem surpresas como qualquer outro dia do ano. A guerra continua, na Ucrânia ouviram-se estrondos mas não foram de festejos, houve um sismo no Japão, morreram pessoas em acidentes de viação, um jovem foi assassinado por uma estupidez qualquer numa noite que devia ter sido de festa. Sobem os salários e os preços. Os hospitais continuam cheios, os casos de gripe continuam a crescer. Na Dinamarca, a rainha começa o ano a abdicar do trono.

Por aqui tudo igual também. Depois de mais uma volta completa ao Sol, começamos o dia a lavar a loiça do jantar de ontem, a box da televisão do quarto cansou-se e hoje não lhe apeteceu recomeçar as suas funções e as minhas artroses não se foram embora por magia. Gravei no polegar e pulso as cenouras raladas e a cebola picada de ontem, depois da Bimby ter resolvido fazer greve (talvez zangada por eu raramente a usar).

Ainda pensei em me levantar e ir atirar-me ao mar junto com centenas de pessoas que foram corajosamente dar o primeiro mergulho do ano, mas ainda não me apeteceu tirar o pijama. Acho que me vou atirar para as páginas do livro que estou a ler e passar a tarde de forma tranquila em casa. Se o sol aquecer talvez faça uma loucura e saia de casa para ir dar um passeio à marginal do Seixal.

Ontem à noite foi bom ter um jantarzinho aqui em casa. Vimos o fogo de artifício aqui mesmo da janela da sala e brindámos ao novo ano. Pedidos não fiz nenhuns, acho que não vale a pena pedir nada se não tiver a intenção de fazer mudanças por mim mesma. As melhores coisas são as mais simples, como os abraços apertadinhos de quem amo mais do que a vida, o meu filho.

Celebra-se neste primeiro dia do ano o Dia Mundial da Paz. Esta é uma celebração de origem católica realizada anualmente no dia 1 de janeiro, com o objetivo de celebrar e promover a paz. "Foi criada, em 1967, pelo papa Paulo VI, sendo celebrada, pela primeira vez, em 1968. É comemorada anualmente com um discurso realizado pelo pontífice." É também celebrada por não católicos. Devemos também ter em conta que na época em que foi criada, o mundo passava por uma década que "ficou marcada pelo auge da rivalidade entre soviéticos e norte-americanos e a ameaça de um conflito nuclear." E nos nossos dias, o risco é grande e por isso devemos erguer as nossas vozes em sua defesa! Além da defesa da paz, a data pretende também combater "a miséria, a desigualdade social e garantindo os Direitos Humanos básicos de todo indivíduo."

Um ano feliz a todos os meus seguidores e que continuem a vir até aqui em 2024 dar uma espreitadela e deixar-me os vossos comentários! Obrigada.

Fontes:

https://mundoeducacao.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-mundial-paz.htm

31/12/2023

Despede-se 2023

A esta hora já muita gente está em 2024. Eram por cá 10 horas e já Kiritimati, no arquipélago de Kiribati na Oceania era a primeira região a entrar no novo ano. "A pequena ilha no oceano Pacífico, também conhecida como ilha do Natal, tem um fuso horário 14 horas à frente do Tempo Médio de Greenwich."

Seguem-se "Tonga, Samoa e partes da Nova Zelândia, uma hora mais tarde. Uma hora depois, partes mais a leste da Rússia, juntamente com as ilhas Fiji," passam para 2024. É sempre estranho quando penso que estamos uns num ano e outros noutro...

Quando for meia noite em Portugal, "apenas cerca de metade do planeta terá chegado" também ao novo ano. "O último lugar chegar a 2024 serão as ilhas da Samoa Americana, novamente no Pacífico, cerca de 24 horas depois." Vamos acordar e ainda não será 2024 em todo o planeta. 

Por cá preparam-se os fogos de artifício, que embora mais pequenos do que em Sydney ou Dubai, levarão certamente milhares a olhar para os céus. 

Na Coreia do Sul, vive-se uma tradição já "centenária: na passagem da meia noite, o Sino Bosingak toca 33 vezes. Esta cerimónia pretende representar a esperança, a renovação a e sorte." Em França, várias regiões estão em alerta máximo. Especificamente em Paris, "vive-se com a segurança reforçada ao máximo, devido à ameaça de um ataque terrorista." Os receios estão relacionados com aquilo "que está a acontecer em Israel e na Palestina"

Deste ano gostaria de poder deixar para trás muitas das coisas negativas que me acontecerão, mas sei que isso é apenas uma utopia. O mundo amanhã irá acordar um ano mais velho... mas os homens não terão aprendido grande coisa entretanto. 

Adeus 2023 e que 2024 chegue, pelo menos, trazendo algum juízo aos grandes decisores mundiais.

Fontes:

https://portocanal.sapo.pt/noticia/343722

https://sicnoticias.pt/mundo/2023-12-31-Ola-2024-as-celebracoes-do-novo-ano-por-todo-o-mundo-de41bfc5

https://pt.euronews.com/2023/12/31/paris-em-seguranca-maxima-na-passagem-de-ano


30/12/2023

Ataques em grande escala... a guerra está longe de terminar

O Natal não fez a Rússia recuar e a Ucrânia foi mais uma vez atacada em grande escala. De um lado e do outro, intensificaram-se os ataques e mais uma vez é a população que sofre. De ambos os lados da fronteira, há a morte de crianças a lamentar e, se não fosse por mais nada, a última semana do ano é já uma semana negra.


Mais de 160 mísseis e dezenas de drones kamikaze foram lançados contra alvos ucranianos, muitos deles atingindo edifícios civis, armazéns, um centro de escritórios, uma estação de metro e até uma maternidade. Será que eram alvos militares para os russos? Em Kharkiv, junto à fronteira russa, foram atingidos "um hospital, uma escola, várias empresas e prédios" de habitação. 


Cerca de 31 mortos e 160 feridos, é o balanço provisório do mais grave ataque desde o início do conflito. Os ataques começaram ainda de madrugada. A Rússia começou por lançar "dezenas de drones Shahed de fabrico iraniano contra o país vizinho. A seguir, vários aviões de combate e navios dispavam 110 mísseis de cruzeiro. A maioria foi abatida mas os poucos que chegaram aos destinos causaram morte e destruição."


O presidente ucraniano garantiu que o “terror russo” não ficaria sem resposta, enquanto "o conselheiro presidencial ucraniano Andriy Yermak" pedia "ao ocidente mais ajuda para enfrentar os ataques russos." O porta-voz de António Guterres, afirmou que "os ataques contra civis e infraestruturas civis violam o direito humanitário internacional".


Em resposta aos ataques, a Ucrânia atacou hoje o território russo, naquele que foi considerado até agora o ataque mais mortífero perpetrado pelo exército ucraniano, que deixou pelo menos 14 mortos e mais de 100 feridos. "Segundo o comunicado das autoridades russas, entre os mortos há duas crianças. Os tiros da artilharia ucraniana atingiram vários edifícios da cidade de Belgorod, capital da província russa homónima, que partilha 552 quilómetros de fronteira com a Ucrânia. Entre as infraestruturas visadas estão a sede do governo regional e uma universidade."


Na sequência deste ataque, o Kremlin pediu já uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.


Num comunicado, o ministério russo da defesa definou o ataque como um "crime," e que a Ucrânia "está a tentar desviar a atenção da derrota na frente e também a provocar-nos a cometer atos semelhantes". Será que está a ver os acontecimentos pela correta sequência temporal?


A Ucrânia, por seu lado, contrapõe que "esta foi uma represália pelo ataque maciço de sexta-feira de madrugada, em que a Rússia enviou mais de 160 mísseis e drones para vários pontos da Ucrânia, fazendo pelo menos 39 mortos e 160 feridos."


O conflito, que está longe de terminar, está agora em risco cada vez maior de envolver a Polónia, que diz que um míssel russo percorreu cerca de 40 quilómetros do seu espaço aéreo sem autorização. Não nos esqueçamos que a "Polónia faz fronteira com a Ucrânia e é membro da NATO e da União Europeia."


No seguimento desta informação, o "presidente polaco, Andrzej Duda, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional," e o "secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, revelou que já entrou em contacto com o presidente polaco para manifestar o apoio da Aliança Atlântica." Temo que apesar do frio do inverno, as coisas estejam a começar a aquecer cada vez mais e que não tarde estejamos todos envolvidos.


Enquanto isso... por cá vamos passar o ano com um governo sem Primeiro-ministro e preocupados com o aumento da mortalidade devido aos cada vez maiores focos gripais que estão a levar já ao regresso do uso das máscaras de proteção.


 


Fontes:


https://observador.pt/2023/12/29/o-maior-ataque-aereo-russo-desde-o-inicio-da-guerra-fez-31-mortos-e-mais-de-160-feridos/


https://pt.euronews.com/2023/12/30/ucrania-ataca-territorio-russo-e-faz-pelo-menos-14-mortos


https://pt.euronews.com/2023/12/29/polonia-diz-que-missil-russo-dirigido-a-ucrania-entrou-no-espaco-aereo-do-pais


 

27/12/2023

Faleceu Odete Santos

Mais do que deputada, Odete Santos foi advogada e uma acérrima defensora dos direitos das mulheres. Faleceu com 82 anos, mas deixa como marca o seu trabalho na Assembleia da República e na autarquia de Setúbal.

Nascida em 26 de Abril de 1941, na freguesia de Pêga, concelho da Guarda, Maria Odete Santos mostrou desde logo o seu interesse pela atividade política em 1961, participando nos movimentos associativos estudantis. Foi ainda na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que Odete Santos teve o primeiro contacto com o Partido Comunista Português, ao qual viria a aderir após o 25 de Abril de 1974. Entre 1980 e 2007 foi deputada à Assembleia da República entre 1980 e 2007, tendo exercido também vários cargos a nível partidário e autárquico, em Setúbal. Em 1980, também se juntou ao primeiro Conselho Nacional do Movimento Democrático de Mulheres.

Odete Santos foi a principal voz do PCP na defesa da despenalização do aborto, em 1984, quando foi aprovada a primeira lei, em 1998, no primeiro referendo e em 2007, quando ganhou o 'sim'. No parlamento, dedicou-se às áreas do direito do Trabalho, Assuntos Constitucionais e direitos das mulheres, tendo sido agraciada com a Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

"Odete Santos destacou-se pelo seu compromisso com os trabalhadores e o povo, com uma particular ligação com a juventude, afirmando a sua notável capacidade, profundidade de análise, solidariedade, dedicação, frontalidade, coragem e força de intervenção", enaltece o PCP, recordando também a sua intervenção pela igualdade e a emancipação da mulher.

Escreveu vários livros, entre os quais “Em Maio há cerejas” e “A Bruxa Hipátia – o cérebro tem sexo?” Além do âmbito político, foi também presença regular em programas de televisão, desde debates políticos a programas de entretenimento.

Apaixonada pelo teatro amador, a antiga deputada estreou-se nos palcos em 1966. Voltaria a participar numa peça em 1991, e, em 1999, protagonizou "Quem tem medo de Virgínia Woolf" numa encenação do Teatro Animação de Setúbal. Subiu também ao palco do Maria Vitória, em Lisboa, onde interpretou adaptações de Gil Vicente e de Moliére, ainda que em regime amador. Em 2004 aceitou um convite para participar desta vez numa revista, "Arre Potter Qu'É Demais", no teatro Maria Vitória.

Fontes:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/morreu-odete-santos-deputada-do-pcp

https://expresso.pt/politica/partidos/2023-12-27-Morreu-a-ex-deputada-comunista-Odete-Santos-b349c19a?fbclid=IwAR3HGNRa0L4heWW6iftXDhjRUMcVYmVO-hPORg5H1bd4B5Xq8BTfFmVtPFg&utm_medium=Social&utm_source=Facebook


24/12/2023

Não há Natal onde nasceu o Natal

Há natais com luzes e natais com velas, natais com broa e azevinho e há natais com fome. Há natais pelo mundo fora, mas onde nasceu a lenda do Natal não há luzes a decorar as ruas... 


Há natais com Jesus e missa do Galo, há natais com pais natais gordos que entram em estreitas chaminés. Há natais com presentes debaixo da árvore e outros com pessoas ausentes das mesas. Há sorrisos e lágrimas em todas as casas, abraços e discussões, prendas e papéis por todo o lado.


Mas onde "nasceu" o menino Jesus, este ano, há escombros.


Há natais de luz e cores alegres que rasgam os céus e, há um céu onde os bombardeamentos rasgam a noite e explodem nas casas das crianças que não esperavam o Pai Natal, apenas um pai que lhes trouxesse algo para comer e lhes segredasse que tudo vai terminar em breve.


Há presépios com casinhas e pontes, e galinhas e ovelhas e pastoras e lavadeiras e luzes. Mistura-se o musgo verde apanhado no caminho e a neve feita de esferovite. Mas na terra onde se conta a história de um menino nascido numa gruta de pedra, no meio da areia fria e de um deserto invernoso, este ano não há Natal.


É Natal.


Há jovens que trazem um grande tronco para arder noite após noite no meio da praça da aldeia. Há famílias que se juntam a conversar, à volta do tronco ou à volta de uma mesa farta. As crianças olham as fagulhas vermelhas, douradas e quentes que sobem pelo ar frio da noite até se apagarem e desaparecerem... e ficam a olhar as estrelas, tentando descobrir se aquele feixe de luz lá bem ao fundo é o trenó mágico do Pai Natal. E há a criança que se farta de olhar o céu onde não correm renas de narizes brilhantes. Que não tira os olhos do escuro, desejando que aquele feixe de luz que se começa a ver cada vez maior não seja mais um ataque aéreo.


Há a missa daqueles que vão só para mostrar aos outros a tradição, para se redimirem dos pecados antes de uma farta ceia... e há os que rezam sem sequer terem tempo de juntar as mãos em oração, cerram os olhos, firmam o corpo e aguentam mais um impacto.

23/12/2023

Ataques e mortes, que limites se podem ainda ultrapassar mais?

Continuam a decorrer graves ataques contra as populações civis na zona norte da faixa de Gaza. Ninguém parece ser poupado! Nem crianças, nem jornalistas e repórteres, nem sequer membros da ONU...


Um ataque aéreo feito pelos israelitas provocou a morte a 76 pessoas que se abrigavam numa habitação e, entre os quais estavam várias crianças e ainda um funcionário da ONU. "Ao todo, já morreram 136 trabalhadores humanitários da ONU em Gaza."


Alguém acha demais que eu diga que esta guerra é um genocídio? Quem são as verdadeiras vítimas? Tanto de um lado como do outro: as crianças! Que estado pode defender a morte de seres inocentes? Que crenças podem ter estes energúmenes para acharem bem a morte de tantas crianças, de um lado e do outro do conflito? De ambos os lados se "ostentam" vítimas para acusar o outro lado e legitimar ataques! 


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-12-23-Havia-mais-de-30-criancas-em-casa-ataque-israelita-em-Gaza-mata-familia-numerosa-d1df025c

21/12/2023

Atirador em Praga

Hoje a Europa foi surpreendida por um ataque numa universidade em Praga, na República Checa, que fez, "pelo menos, 14 mortos e dezenas de feridos," dos quais dez estão em estado grave. O atirador usou uma arma de longo alcance e atingiu as vítimas a partir do quarto andar da Faculdade de Filosofia.


Na conferência de imprensa esta tarde pelo Presidente da "Câmara Municipal, Bohuslav Svoboda," o mesmo "confirmou a identidade do atirador — David Kozák — e informou que este se terá suicidado, atirando-se do telhado."


Kozák tinha 24 anos, vivia numa aldeia a 21 quilómetros de Praga e estudava História na Faculdade de Letras daquela universidade. A polícia encontrou entretanto o corpo do pai esta manhã e indicou que o ataque foi “premeditado". A polícia tentou de vária formas deter o ataque, mas não sabiam em que área ou quando iria ocorrer. Da "Faculdade de Artes da Universidade de Charles" foi enviado "um e-mail aos funcionários a dizer que o atirador estava num dos edifícios", dando orientações para que se trancassem nos gabinetes e nas salas, que barricassem portas e janelas, desligassem as luzes e se tentassem proteger. 


"O ministro da Administração Interna do país e a polícia, numa conferência de imprensa citada pela BBC, avançaram que as autoridades estão a investigar a hipótese de o atirador ser o responsável pela morte de duas pessoas, incuindo um bebé, na semana passada, na floresta de Klanovicky, em Praga." As situações podem não estar relacionadas, uma vez que, ao que parece as vítimas foram escolhidas ao acaso. Alguns alunos tentaram mesmo econder-se nos parapeitos, do lado de fora do edifício.


Fontes:


https://observador.pt/2023/12/21/republica-checa-tiroteio-em-universidade-faz-um-morto-e-um-ferido/

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...