19/11/2023

Sara Tavares

Lembro-me de a ver no Festival da Canção. Foram dezenas de vezes talvez que ouvi a musica e que a cantei. Eu que ainda era uma menina, admirava aquela jovem apenas cinco anos mais velha do que eu e com uma voz fabulosa. A sua participação no "Chuva de Estrelas" fica também marcada na nossa memória. A sua carreira passou depois por outros estilos musicais. A cantora, de ascendência Cabo-verdiana, fez uma pausa na carreira em 2009, na sequência do diagnóstico de um tumor cerebral, mas acabou por voltar e, em 2018, chegou a ser nomeada para um Grammy Latino.


A cantora Sara Tavares morreu este domingo, vítima de tumor cerebral, avançou a SIC Notícias e confirmou a CNN Portugal. Tinha 45 anos. Sara Tavares estava internada na Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, em Lisboa. Apesar de ela já estar internada, não vemos a sua morte sem surpresa, por ser tão nova e ter ainda uma luz tão forte. É uma referência na nossa música mas também na música africana.


O primeiro álbum da cantora e compositora, "Sara Tavares & Shout!" foi editado em 1996, dois anos depois de vencer o Festival da Canção da RTP com o tema "Chamar a Música" e que representou Portugal na Eurovisão, tendo ficado em oitavo lugar. E nas duas décadas seguintes, editou vários álbuns que a aproximaram das raízes cabo-verdianas, com destaque para "Balancê" (2005), que lhe valeu um disco de platina e uma nomeação como "Artista Revelação" para o prémio BBC Radio 3 World Music. Em 2011, recebeu o Prémio de "Melhor Voz Feminina" nos Cabo Verde Music Awards e no ano seguinte deu continuidade à digressão internacional "Xinti", título do álbum editado em 2009, que lhe valeu o Prémio Carreira do "África Festival" na Alemanha.


Fontes:


https://cnnportugal.iol.pt/sara-tavares/morreu-a-cantora-sara-tavares/20231119/655a7708d34e65afa2f7bc92


https://www.dn.pt/cultura/morreu-a-cantora-portuguesa-sara-tavares-17366594.html


 

18/11/2023

Islândia - vulcão pode estar prestes a entrar em erupção

Nada está nas nossas mãos quando se trata da erupção de um vulcão, a não ser abandonar o local e tentar encontrar alguma proteção, assistindo de longe a tudo o que se vai passando. É isto que tem estado a acontecer na Islândia, onde no dia 10 houve sinais de aparecimento de um túnel de magma e de atividade sísmica intensa, o que junto com o aumento dos níveis de enxofre à superfície, indica a possibilidade de uma erupção eminente. Devido a este conjunto de fatores, no dia 11 deste mês, as pessoas foram obrigados a sair das suas casas, não apenas devido aos fortes abalos sísmicos sentidos e que destruiram importantes estruturas da cidade mas também devido ao risco eminente de que uma grande erupção ocorra a qualquer momento.

Os cerca de 3400 habitantes da cidade islandesa de Grindavik, situada na Península de Reykjanes, a cerca de 50 quilómetros da capital, Reiquiavique, apenas tiveram autorização para regressar durante cinco minutos, para poderem retirar animais de estimação que tivessem ficado para trás e alguns pertences pessoais ou de valor. As planícies começaram a sofrer deformações e as estradas estão intransitáveis devido às fendas que se têm vindo a abrir dia após dia.

Apesar de ainda não haver certeza absoluta de que o vulcão vai entrar em erupção, os especialistas afirmam que durante vários meses será muito perigoso voltar para a cidade. O túnel de magma que está por baixo da cidade tem cerca de 15 quilómetros de extensão. Planeia-se a construção de um muro que proteja a central de energia geotérmica, que se localiza a cerca de 50 quilómetros de Reiquiavique, para travar a lava e impedir a destruição da central que abastece milhares de casas.

Este sistema vulcânico voltou a dar sinais de atividade em 2021, depois de 8 séculos "adormecido", mas nessa altura os danos foram mínimos, mas as erupções na Islândia são frequentes em comparação com outras zonas do globo. A mais significativa aconteceu em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajokull causou enormes nuvens de cinza que durante dias afetaram o ar e os voos em toda a Europa.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2023-11-18-Islandia-habitantes-retirados-por-causa-de-vulcao-so-poderao-regressar-dentro-de-meses-3e6bd082

https://observador.pt/2023/11/12/probabilidade-de-erupcao-vulcanica-na-islandia-aumenta-com-1-000-novos-sismos/

https://actualidadfestera.es/islandia-construye-un-muro-para-proteger-una-central-electrica-de-la-lava/


 

17/11/2023

Trabalhadores presos em mina na Índia

O salvamento ainda pode estar demorado, mas a esperança ainda não morreu para o grupo de 40 mineiros que ficaram presos num túnel em Utarakanda, na região dos Himalaias, na Índia, desde a manhã do passado domingo, dia 12. A passagem subterrânea que desabou faz parte da estrada de Char Dham, um projeto do governo federal que liga vários locais de peregrinação hindu.


No dia seguinte ao desabamento, foi possível entrar em contato com os trabalhadores, a quem está a ser fornecido oxigénio, água e alimentos. Está a ser feito um túnel de escape através dos escombros, numa zona que onde os desabamentos são frequentes. 


No dia 13, Devendra Patwall (oficial distrital de serviços de socorro), disse ao Indian Express que "os trabalhadores não estão amontoados e têm um espaço tampão de cerca de 400 metros para andar e respirar. Além disso, "têm oxigénio suficiente para sobreviver por mais oito a 10 horas e isso deve dar-nos tempo suficiente para resgatá-los". No entanto, a operação de resgate sofreu um atraso devido a uma falha técnica na máquina de perfuração, tendo entretando sido instalada uma nova máquina.


A queda de detritos também atrasou o início da perfuração na terça-feira. "São desafios que se colocam neste tipo de operações de socorro, mas vamos ultrapassá-los", disse um responsável da agência de gestão de catástrofes Ranjit Sinha. Hoje é dia 17 e os trabalhos ainda continuam, sabendo-se que alguns dos homens se encontram doentes e com ferimentos.


O colapso de parte do túnel, que é apenas parte de uma obra maior de cerca de 1000 quilómetros de estrada, não foi o primeiro acidente grave a ocorrer. Em agosto deste ano, mais de 20 trabalhadores perderam a vida, após uma ponte em construção ter desabado.


 


Fontes:


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/11/13/40-trabalhadores-estao-ha-um-dia-presos-em-tunel-que-desabou-na-india.ghtml


https://pt.euronews.com/2023/11/13/dezenas-de-trabalhadores-presos-em-tunel-desmoronado-na-india


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/11/13/india-40-trabalhadores-soterrados-apos-desabamento-de-tunel/354993/


https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/11/15/india-alguns-dos-40-trabalhadores-presos-em-tunel-estao-doentes/355318/


 


 


 

16/11/2023

A democracia nos nossos dias

Existem vários tipos de democracia e, em Portugal vivemos numa democracia representativa, ou seja, uma democracia indireta. Neste caso, as pessoas maiores de 18 anos, participam "indiretamente na construção política através do voto, elegendo os seus representantes (presidentes, deputados e autarcas), que tomam decisões em representação daqueles que os elegeram". Assim, não é de estranhar que se ache que a participação na vida política é pouco ativa e quase ou nada participativa, exceção feita a uma minoria que vai com regularidade a reuniões da sua câmara ou junta de freguesia, que assiste a debates públicos, que é parte ativa em movimentos sindicalistas, plenários ou outros eventos em que seja possível a sua participação.

Mas o que eu quero hoje aqui destacar é que a democracia corre o risco de se perder. Aqui em Portugal onde já em 2024, celebraremos 50 anos de democracia! A verdade é que os fundamentos básicos da democracia "estão a enfraquecer em todo o mundo, com metade dos países a sofrerem declínios democráticos, como o Estado de direito e as liberdades de expressão." Este declínio está diretamente relacionado com "a crise do custo de vida, as alterações climáticas e a guerra da Rússia contra a Ucrânia" que no seu conjunto acabam por colocar "enormes desafios aos líderes eleitos."

Num relatório que estuda o nível das democracias europeias e cujos dados remetem a 2022 (sendo que pouco melhorou até aos nossos dias e terá até mesmo piorado), os seguintes estados - Azerbaijão, Bielorrússia, Rússia e Turquia - são classificados "como países não democráticos." Restrições ligadas "à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa e ao Estado de direito" têm também levado ao declínio de muitas das democracias europeias.

Fontes:

https://observador.pt/opiniao/a-democracia-sera-tanto-melhor-quanto-mais-democraticos-forem-os-partidos-politicos/

https://pt.euronews.com/my-europe/2023/11/02/estado-da-democracia-a-comparacao-entre-os-paises-europeus

https://pt.euronews.com/my-europe/2023/11/03/estado-da-uniao-enfraquecimento-da-democracia-na-europa

12/11/2023

A situação do país e os lapsos do MP

A situação política do nosso país está longe de estar resolvida e parece que ainda vai "correr muita tinta" sobre o caso Influencer que levou mesmo à demissão do Primeiro Ministro. Bem para começar, o nosso Primeiro Ministro, António Costa apresentou a sua demissão mas ao que eu percebi, irá continuar em funções até abril do próximo ano, o que até me parece um pouco caricato. O país irá estar em tensão até que se forme um novo governo e, ao que já se vê, estamos em plana campanha eleitoral. Uma campanha que para a maioria dos partidos se está a focar em "pisar" em toda e qualquer decisão anteriormente tomada por este executivo.


Entretanto, ontem veio o nosso Primeiro Ministro falar novamente ao público - algo criticado por uns e aplaudido por outros - tentando esclarecer algumas situações, com um discurso muito preparado mas que veio deixar mais dúvidas e incertezas. Uma das maiores questões que se tem levantado é o porquê de Galamba continuar como ministro. Este facto, tem sido algo bastante debatido e que a mim também me está a fazer questionar qual o poder deste ministro dentro do governo. Estará ali mais alguma situação delicada?


Hoje a polémica continua! Então, parece que o MP se enganou numa transcrição e se esqueceu de colocar "Silva" depois de António Costa. É que um, é Primeiro Ministro e demitiu-se por estar a ser investigado e o outro é o ministro da Economia, António Costa Silva. Um pequeno lapso que pode ter feito cair um governo e pode ter posto em causa a vida pública e política de um homem. Ontem ao fim do dia, já tinha segundo o Diário de Notícias, o advogado Magalhães e Silva afirmado que Diogo Lacerda Machado "em nenhum momento do processo" relativo ao data center "invocou, direta ou indiretamente", o nome do primeiro-ministro, António Costa.


Esta operação foi dada a conhecer ao público na terça-feira quando o Ministério Público fez pelo que se sabe pelo menos 42 buscas a vários gabinetes, domicílios e escritórios. Estas buscas foram complementadas com a detenção de cinco pessoas para interrogatório: o chefe de gabinete do primeiro-ministro, Vítor Escária, o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, dois administradores da sociedade Start Campus, Afonso Salema e Rui Oliveira Neves, e o advogado Diogo Lacerda Machado. São também arguidos neste processo, o ministro das Infraestruturas, João Galamba, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o advogado e antigo porta-voz do PS João Tiago Silveira e a empresa Start Campus. Este processo visa as concessões de exploração de lítio de Montalegre e de Boticas, onde há indícios de crimes de corrupção e tráfico de influência. Está ainda sob investigação um crime relacionado com um megaprojeto na área do hidrogénio verde em Sines.


Fontes:


https://www.lusa.pt/article/41830210/minist%C3%A9rio-p%C3%BAblico-reconheceu-que-havia-lapso-com-nomes-do-pm-e-ministro


https://www.dn.pt/politica/advogado-diz-que-lacerda-machado-nao-invocou-nome-de-costa-17323200.html


 

08/11/2023

A liberdade das palavras e a situação em Gaza

E hoje regresso às palavras do secretário-geral da ONU, António Guterres, que ao contrário do que muitos queriam, não foi afastado do seu cargo e que afirma que o número de civis mortos na Faixa de Gaza mostra que há algo "claramente errado" com as operações militares de Israel contra o Hamas. Os números assustadores são do próprio grupo terrorista e por isso, não sabemos se é o verdadeiro número de vítimas ou se foi empolado, mas quando pensamos em quase 10 mil mortos, torna-se claramente assustador. Há registo também de mais de 32 mil feridos, de acordo com informações do Ministério da Saúde de Gaza, que afirma também que de todos os mortos, quase quatro mil serão crianças. Não se esqueçam aqui os cerca de 1400 mortos em Israel há um mês.

Além disso, milhares tentam fugir do norte de Gaza para o sul, mas são impossibilitados! Israel sabe que o Hamas os usa como escudos humanos! E continua a atacá-los! Sabe bem que os membros do Hamas, na sua maioria está protegido e que quem está a sofrer é a população civil. Mata um comandante, por cada mil civis assassinados? 

Foram milhares os palestinianos que obedeceram às ordens militares israelitas e fugiram a pé para o sul de Gaza na quarta-feira, durante uma janela de quatro horas para evacuação. Milhares de pessoas percorreram a principal autoestrada- Salah al-Din - apenas com o que podiam carregar nos braços. Alguns levavam panos brancos, improvisando bandeiras de forma a se identificarem... o que pensariam aquelas pessoas enquanto caminhavam, que sentido tem a sua vida nestes dias?

Em colaboração com os Estados Unidos, o governo do Qatar tenta mediar com o Hamas a libertação de alguns dos reféns que mantém desde 7 de outubro, em troca de Benjamin Netanyahu permitir uma pausa humanitária em Gaza.

Ontem, o governo de Israel afirmou ter invadido a cidade de Gaza por terra e identificado o bunker onde está o líder do Hamas (Yahya Sinwar, considerado como o número 2 do grupo). Numa emissão da televisão israelita, Yoav Gallant (ministro da defesa), declarou rejeitar qualquer ideia de cessar-fogo, e que as Forças de Defesa de Israel estão “no coração” da cidade de Gaza.

Yahya Sinwar, fundou o grupo Izzedine al-Qassam Brigades, considerado um braço armado do Hamas. Entre as ações que com ele estão relacionadas, estão vários ataques suicidas e o lançamento de mísseis contra Israel. O líder do Hamas passou mais de 20 anos preso em Israel, após ser condenado a quatro penas perpétuas na década de 1980. Entre os crimes pelos quais foi condenado estão acusações de homicídio e de rapto. A sua liberdade foi conseguida quando o Hamas negociou a libertação de um soldado israelita (Gilad Shalit). Em troca deste combatente, Israel abriu mão de mais de mil prisioneiros palestinianos, entre os quais estariam membros do grupo terrorista Hamas.

Já no passado dia 3 deste mês, foi anunciada por Israel a morte de Mustafa Dalul, um outro comandante do grupo Hamas, pertencente ao batalhão de Sabra Tel al-Hawa. A informação foi confirmada pela Força de Defesa de Israel (IDF) e pelo Serviço de Segurança (Shin Bet) do país, na manhã da passada sexta-feira.


Fontes:

https://pt.euronews.com/2023/11/08/milhares-de-palestinianos-caminham-em-direcao-ao-sul-da-faixa-de-gaza?dicbo=v2-yzysMeA

https://www.metropoles.com/mundo/israel-afirma-ter-identificado-esconderijo-de-lider-do-hamas-em-gaza

https://www.metropoles.com/mundo/comandante-hamas-morto-israel

07/11/2023

Demissão do Primeiro Ministro e a queda de um governo desgovernado

Durante a governação de António Costa, primeiro ministro eleito com maioria absoluta, foram vários os casos que foram levantando suspeitas de corrupção. Nada inédito em Portugal, infelizmente mas que desta vez tomou proporções maiores ao envolver diretamente ministros no ativo e o próprio Primeiro Ministro. Esta manhã, a Polícia Judiciária, depois de várias investigações, dirigiu-se às residências dos ministros João Galamba (responsável pelas Infraestruturas) e de João Pedro Matos Fernandes (ex-ministro do Ambiente) assim como à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, e ao Ministério do Ambiente, liderado pelo ministro Duarte Cordeiro, para efetuar buscas.

Depois de falar com o Presidente da República, o Primeiro Ministro tomou a decisão de apresentar a sua demissão, uma vez que na sua opinião, o estatuto de arguido não é compatível com as funções que está a desempenhar. Referiu ainda estar disposto a responder a todas as questões da justiça e garante ainda que não cometeu qualquer irregularidade. Refere a Reuters (citada pelo "Observador") que Costa se demitiu "no meio de uma investigação sobre alegadas irregularidades cometidas pela sua administração maioritariamente socialista na gestão de projetos de mineração de lítio e hidrogénio no país". Os negócios do lítio e do hidrogénio estão assim na base desta problemática.

O país não precisava nada de uma crise política agora e, apesar de muitos terem ficado contentes com este "embate" em Costa, a verdade é que a queda de um governo não é algo para se levar de ânimo leve. Não foi a primeira vez em Portugal, é certo e novas eleições podem sempre trazer novas caras e ideias ao panorama político. Mas a verdade é que estamos a passar por um período crítico ao qual não é alheia a situação vivida na restante Europa, em especial na nossa própria participação em organizações internacionais, como a União Europeia e a própria NATO. 

No país, os últimos meses têm sido marcados por sucessivos protestos e greves, em áreas chave como a da saúde e a da educação. Ninguém está acima da justiça e ainda bem que desta vez as investigações não foram "suspensas" em resultado do possível envolvimento de alguém com altos cargos políticos. A vida privada de quem tem cargos políticos é sempre alvo de escrutínio. Muito mais quando há suspeitas de envolvimento num caso de corrupção ativa e passiva e que pode ter prejudicado gravemente o país. Seria deveras importante que este caso fosse levado até ao fim, mas receio bem que acabe por "cair" por uma qualquer falta de "provas" ou de incompatibilidades. Se era necessária a demissão de António Costa? Não quereria de todo estar no seu lugar. A demissão poderia não ser necessária ou obrigatória, mas acho completamente compreensível que tenha tomado essa decisão, até percebendo que pode ser uma forma de se proteger e de se resguardar um pouco, enquanto decorrerem as investigações e de estar mais disponível. 

António Costa apresentou a demissão ao fim de quase oito anos em funções como primeiro-ministro, cargo para o qual foi empossado em 26 de novembro de 2015 pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Oito anos difíceis, sobrevivendo a uma pandemia e a várias crises políticas.

Ainda não sabemos qual será a decisão do Presidente da República. Está em causa se o país segue para novas eleições ou se será dado ao PS, partido atualmente com maioria absoluta na AR, que nomeie um sucessor para António Costa e que termine o mandato. No dia 30 de março de 2022, quando o XXIII Governo Constitucional tomou posse depois das eleições novamente vencidas por António Costa, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa alertou-o de que "não será politicamente fácil" a sua substituição na chefia do Governo a meio da legislatura, dando a entender que nesse caso convocaria legislativas antecipadas.

Já no decorrer deste ano, a 24 de janeiro, foi mais definitivo e afirmou que, "se mudar o primeiro-ministro, há dissolução do parlamento", referindo-se à "hipótese teórica de aparecer um outro primeiro-ministro da área do PS". Perante isto, aguardemos.

Fontes:

https://expresso.pt/politica/2023-11-07-Buscas-na-residencia-oficial-do-primeiro-ministro-Estamos-a-assistir-a-algo-inedito-tudo-isto-lanca-uma-nevoa-em-cima-do-Governo-8dcd3112

https://www.dn.pt/politica/manchado-por-escandalo-como-a-demissao-de-costa-foi-vista-la-fora-17298348.html

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...