06/11/2023

Jordânia lança paraquedas com ajuda na Faixa de Gaza

Um fim de semana muito complicado na Faixa de Gaza, com mais um apagão e vários bombardeamentos que atingiram zonas vitais e mataram dezenas de pessoas. Os relatos, são cada vez mais difíceis de ouvir. E a ajuda humanitária não consegue chegar às populações. O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, atualizou para perto de 10 mil o número de pessoas mortas desde o início da guerra com Israel. 200 pessoas morreram esta madrugada na sequência de centenas de ataques aéreos isrealitas na Faixa de Gaza.


A Força Aérea da Jordânia, encontrou forma de coordenar com Israel e enviou ajuda humanitária através de caixas lançadas de um avião, com paraquedas, para apoiar um hospital de campanha instalado na Faixa de Gaza. O rei Abdullah II da Jordânia anunciou ontem à noite o lançamento aéreo de ajuda médica de emergência para Gaza, reafirmando o seu apoio ao povo palestiniano.


Enquanto isso, o ministro de extrema-direita israelita, Amichay Eliyahu, afirmou ser "uma opção" utilizar uma bomba nuclear na Faixa de Gaza na guerra contra o grupo Hamas, numa entrevista de rádio onde afirmou que não estava totalmente satisfeito com o alcance das retaliações israelitas no território palestiniano após o brutal ataque do hamas a 7 de outubro. Revelou ainda que estaria disposto a colocar em perigo a vida dos mais de 240 reféns mantidos pelo Hamas no território, questionando "porque é que as vidas dos reféns (...) são mais importantes do que as dos nossos soldados?" Aquilo que ele não refereiu é que não seria apenas a vida dos reféns e da população palestiniana que estaria a pôr em causa se tal fosse aprovado, mas a vida de muitos milhares de pessoas do seu próprio país e de países vizinhos, o que não faz qualquer sentido.


Fontes:


https://www.tsf.pt/mundo/jordania-lancou-ajuda-medica-de-emergencia-para-gaza-por-via-aerea-17290010.html


https://www.tsf.pt/mundo/ministro-israelita-suspenso-por-defender-que-ataque-nuclear-contra-a-faixa-de-gaza-seria-uma-opcao-17285966.html


 

05/11/2023

Antissemitismo, ataques e manifestações na Europa

Desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, que tem vindo a matar milhares de palestinianos, tem-se assistido ao aumento de atos antissemitas em vários países europeus, com maior enfoque em França onde já foram detidas, segundo o governo francês, mas de 500 pessoas. O conflito está a ter repercussões por todo o mundo, assistindo-se na Europa a várias manifestações de apoio à Palestina.

Só na área metropolitana de Paris, a polícia contabilizou 257 atos antissemitas e fez 90 detenções. Na semana passada, ocorreram vários alertas de bomba nos aeroportos de França, o que tem vindo a contribuir para um clima de medo de que algo maior venha a acontecer no país.

Alemanha, Espanha, França e Reino Unido, foram alguns dos países que implementaram medidas acrescidas de segurança em torno de sinagogas, de escolas e de outras instituições judaicas. Uma das medidas foi a proibição de manifestações pró-palestina. Em várias manifestações ocorridas nos dias seguintes aos ataques de 7 de outubro, podiam ver-se pessoas a festejar as mortes ocorridas em Israel. 

As paredes de várias escolas de Estrasburgo foram vandalizadas com grafitis anti-semitas: "várias suásticas e uma estrela judaica" foram encontradas na parede de uma escola primária no bairro Esplanade, disse uma fonte policial. Outra suástica foi também encontrada numa escola secundária na mesma zona.

Em Portugal, as paredes da sinagoga da comunidade israelita do Porto, a maior da Europa, foram vandalizadas com mensagens anti-israelitas e pró-palestinianas. Por cá, as manifestações têm ocorrido sem grandes problemas, organizadas por associações e grupos de apoiantes que defendem o fim do conflito e acusam Israel de genocídio. Ficam marcadas desde logo as palavras do nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que não foram muito bem aceites quando disse no Bazar Diplomático, ao representante da Palestina, a frase: “desta vez foi alguém do vosso lado que começou e não devia”. As suas palavras não agradaram e, mesmo que não tenha sido a sua intenção, levantou aqui uma horda de gente contra si.  “O radicalismo gera mais radicalismo e desta vez o radicalismo começou por parte de alguns palestinianos”, continuou o chefe de Estado Português, talvez confundindo o Hamas com a totalidade dos palestinianos. 

Fontes:

https://www.tsf.pt/mundo/cerca-de-500-detencoes-em-franca-por-antissemitismo-desde-7-de-outubro-17288290.html

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/atos-anti-semitas-aumentam-na-europa-medidas-de-seguranca-reforcadas-na-comunidade-judaica_n1521247

https://www.contacto.lu/mundo/escolas-de-estrasburgo-vandalizadas-com-grafitis-anti-semitas/4620432.html

https://www.contacto.lu/sociedade/novos-alertas-de-bomba-em-franca-em-18-aeroportos-10-evacuados/4461418.html

https://expresso.pt/politica/2023-11-04-Nao-percebo-o-alarido--Marcelo-regressa-as-palavras-dirigidas-ao-representante-da-Palestina-e-BE-desafia-PR-a-defender-cessar-fogo-d955c050

04/11/2023

Sismos no Nepal e na Grécia

Um sismo de magnitude 6.4 com epicentro em Jajarkot, a cerca de 400 quilómetros a nordeste da capital nepalesa, Katmandu, apesar dos dados iniciais não serem muito concretos, dados mais atuais revelam que o abalo já matou 157 pessoas e deixou mais de uma centena de outras feridas. As equipas de resgate continuam a realizar buscas nas aldeias montanhosas nepalesas e os números podem vir a aumentar.


O sismo que atingiu também a capital da Índia, Nova Deli, ocorreu pouco antes da meia-noite, quando muitas pessoas já dormiam em suas casas. Apesar dos danos e do elevado número de vítimas, não se pode comparar com o ocorrido em 2015 quando um forte sismo de magnitude 7,8 matou cerca de 9 mil pessoas e danificou cerca de um milhão de estruturas.


Um outro sismo, foi sentido ontem na capital da Grécia. O epicentro ocorreu perto da cidade de Mantoudi, na ilha de Evia, a cerca de 90 quilómetros a norte de Atenas. Neste caso, as autoridades aconselharam os residentes a evitar edifícios antigos e estradas onde possam ter sido registados deslizamentos no passado, devido à ocorrência de várias réplicas. Os sismos são comuns na Grécia, a maioria ocorrendo no fundo do mar.


Fontes:


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-64-faz-pelo-menos-54-mortos-no-Nepal-fd4a6fbd


https://www.dn.pt/internacional/sismo-de-magnitude-64-no-nepal-faz-pelo-menos-37-mortos-17279441.html


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-11-03-Sismo-de-magnitude-51-atinge-ilha-grega-de-Evia-200fda1c


 


 

03/11/2023

Enquanto isso, o Hezbollah...

Continua a preocupação. Os conflitos no Médio Oriente não são novidade, mas desta vez, parecem estar a escalar e a expandir-se a um ritmo maior, envolvendo várias fações. Nem mesmo as tentativas de negociação para a entrada de ajuda estão a resultar.


Enquanto Israel continua a atacar a faixa de Gaza, avançando para o interior da Faixa de Gaza com o objetivo de conseguir atingir as forças do Hamas, outro grupo terrorista ataca o norte de Israel a partir do Líbano. No dia seguinte ao ataque do Hamas, o Hezbollah, que é apoiado pelo Irão, atacou o Estado de Israel em solidariedade com o grupo terrorista.


Ontem, segundo a agência Reuters, o Hezbollah atacou 19 locais no norte de Israel, recorrendo a drones explosivos, mísseis guiados e outras armas. 


O Israel respondeu ao ataque, lançando mísseis contra vários alvos no sul do Líbano.


Este é um grupo de muçulmanos xiitas do Líbano que tem um partido político com representação no Congresso do país, bem como as suas próprias forças armadas. Este grupo radical islâmico que surgiu como uma milícia durante a guerra civil do Líbano, quando Israel invadiu o país em 1982, embora as suas raízes ideológicas remontem ao renascimento islâmico xiita no Líbano nas décadas de 1960 e 1970. Alguns libaneses consideram-no uma ameaça à estabilidade do país, mas continua a ter popularidade entre a comunidade xiita.


Fontes:


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/11/02/hezbollah-ataca-norte-de-israel-em-19-locais-ao-mesmo-tempo.ghtml


https://sicnoticias.pt/mundo/2023-10-11-O-que-e-o-Hezbollah-movimento-que-nasceu-no-Libano-para-lutar-contra-Israel--a77013b9


 

02/11/2023

Autoridades japonesas continuam a descarregar águas... radioativas?

As autoridades japonesas deram início nesta quinta-feira, à "terceira fase de descarga no mar da água tratada da central nuclear de Fukushima, enquanto Pequim e Moscovo restringiram as importações japonesas em protesto contra este processo, que deve durar várias décadas." Contextualizando a notícia, de que se tratam estas descargas?

A descarga de águas "tratadas" vem no seguimento do acidente nuclear de 2011, que ocorreu em Fukushima quando a central foi atingida por um sismo de 9.1 na escala de Richter, a que se seguiu um tsunami, que fez suspender o fornecimento de eletricidade que garantia a sua refrigeração e levou a que "os reatores, mesmo desativados," continuassem a aquecer, levando a "uma fusão parcial do núcleo nos reatores 1, 2 e 3," seguido de explosões de hidrogénio que levaram à contaminação do ambiente. Este tsunami, levou também à "evacuação de 160000 pessoas."

"Depois de tratadas, as águas usadas para o arrefecimento das barras de combustível dos três reatores destruídos foram armazenadas em cerca de mil tanques, estando a ocupar grande parte da área da central e devem ser removidas para libertar espaço para a construção de instalações para a limpeza e desmantelamento da central, o que também deverá demorar décadas."

Este escoamento das águas que fazem o arrefecimento dos núcleos, e que alegadamente são depois "tratadas", é feito através de descargas no oceano. No entanto, o processo não consegue tratar o Trítio, que em quantidades elevadas poderá ser nocivo para o ambiente e para as pessoas. Os dados são ainda pouco fiáveis, porque não existem ainda "dados a longo prazo." Por isso, as águas depois de tratadas são diluídas até uma concentração "aceitável." Está estimado que este processo ainda "demore entre 30 e 40 anos a ficar concluído."

Mesmo com a "Agência Internacional de Energia Atómica," a considerar que são "perfeitamente seguras," as operações de descarga levaram a "vários protestos, sobretudo por parte de pescadores e ambientalistas." Têm sido também vários os países a manifestar-se, entre eles, a China e a Rússia.

Em agosto deste ano, o governo chinês anunciou "a proibição imediata de todas as importações de marisco do Japão," chamando a estas descargas, um "ato extremamente egoísta e irresponsável que ignora os interesses públicos internacionais." Também na China, já tinham sido proibidas "as importações de produtos alimentares e agrícolas" de 10 prefeituras japonesas. Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, já tinha vindo dizer que o "oceano é propriedade de toda a humanidade, não um sítio para o Japão despejar arbitrariamente as suas águas contaminadas com matéria nuclear." Wenbin, informou ainda numa conferência de imprensa que seriam tomadas "as medidas necessárias para salvaguardar a vida marinha, a segurança alimentar e a saúde pública."

No entanto, o próprio governo japonês, já veio lembrar "que a descarga de água com trítio é prática comum em centrais nucleares do mundo inteiro, particularmente na Coreia do Sul e China, os países que mais se têm exprimido contra as descargas nipónicas."

Apesar do governo da Coreia do Sul, não se ter manifestado contra as descargas, "milhares de pessoas participaram em manifestações," contra a "libertação das águas contaminadas," o que resultou "na detenção de pelo menos 14 protestantes."

Fontes:

https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/11/02/japao-arranca-terceira-fase-de-descarga-de-agua-de-fukushima-no-pacifico/353406/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_nuclear_de_Fukushima_I

https://observador.pt/2023/08/24/protestos-em-toquio-e-importacao-de-marisco-proibida-pela-china-apos-libertacao-das-aguas-residuais-da-central-nuclear-de-fukushima/

https://pt.euronews.com/2023/08/24/descargas-de-fukushima-fazem-ondas-no-pacifico

https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2023/08/29/japao-pede-a-china-para-travar-assedio-por-causa-de-fukushima/344500/

01/11/2023

O terramoto de 1755 e o que aprendemos até agora

Este é um tema que me interessa bastante. Estou muito atenta ao que se vai passando pelo mundo, no que respeita aos movimentos sísmicos, mas a verdade é que aquilo que mais me preocupa é o meu país. Passaram dois séculos e meio, mais ano menos ano, desde o grande sismo de 1755. O que mudou?


Recomendos estes vídeos, para saberem um pouco mais sobre este desastre que afetou o nosso país:


https://youtu.be/fKigEJj3iVI


https://youtu.be/N4SqWIPGrD8


De acordo com vários registos, sabemos os danos causados por este enorme evento. Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter e  levou à destruição quase completa da cidade de Lisboa, especialmente da zona da Baixa. Atingiu ainda grande parte do litoral do Algarve e Setúbal.


O epicentro não é ainda hoje conhecido com precisão, mas pensa-se, devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, que tenha sido nesse mesmo local que provavelmente se localizou o epicentro em 1755.


O sismo foi seguido de um maremoto que se acredita ter atingido a altura de 20 metros e de vários incêndios que, não tendo sido controlados, alastraram durante vários dias destruindo tudo o que o sismo tinha deixado de pé. Contaram-se mais de 10 mil mortos (embora haja quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. 


Minutos depois do primeiro abalo, as águas do Tejo começaram a subir ameaçadoramente pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinham fugido para as margens do Tejo com o objetivo de escapar aos edifícios que ruíam, foram apanhadas pelas águas.


Não podemos também esquecer que se celebrava neste dia um feriado do calendário religioso, o Dia de Todos os Santos (celebrado desde o século VII e fixado nesta data no século VIII, pelo Papa Gregório III) e que por isso, as igrejas e as ruas estavam cheias de gente e se haviam acendido muitas velas nos altares. 


Ainda hoje, em algumas zonas de Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o pão-por-deus de porta em porta.


Conhecer a história é o primeiro passo para a mudança! As construções sofreram alterações, as ruas tornaram-se mais largas e isso foi um passo importante, tanto na sua reconstrução como na prevenção de danos causados por futuros eventos sísmicos. Mas estamos a falar em mais de 200 anos. Neste tempo, o que foi feito para melhorar as construções? E não falo apenas em Lisboa.


Todos os dias, há relatos de sismos de maiores ou menores dimensões que atingem a Europa e o Norte de África e que podem influenciar os movimentos tectónicos das placas que nos são mais próximas. O que tem sido feito para minimizar danos caso voltemos a ter uma ocorrência grave?


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Lisboa_de_1755


https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos_os_Santos


https://ensina.rtp.pt/artigo/o-terramoto-de-lisboa-de-1755/


 


 

27/10/2023

Dia Mundial dos Jornalistas pela Paz

Assinala-se hoje o dia do Jornalista pela Paz e, sem dúvida, temos mesmo de referir a importância desta profissão. Todos os dias, são eles que nos trazem aquilo que se passa no mundo. As imagens e os relatos, tantas vezes na primeira pessoa, trazem a realidade dos grandes acontecimentos que fazem a nossa história como povo.


 "Neste dia destaca-se o sentido de responsabilidade, a ética, a independência e o profissionalismo dos jornalistas que relatam a verdade sem ceder a pressões internas e externas. Os meios de comunicação social, por intermédio dos seus profissionais, podem ser um meio eficaz para derrubar injustiças, desconfianças, conflitos e para semear a compreensão, o respeito e a unidade."


Só durante o mês de outubro, no conflito entre Israel e o Hamas, na Palestina, morreram 24 jornalistas a cobrir o conflito ou dentro de casa. Três são israelitas mortos no brutal ataque do Hamas no Sul de Israel, um é o libanês Issam Abdallah, videógrafo da Reuters atingido quando filmava um tanque israelita que disparava na direcção do Líbano – os restantes 20 são palestinianos que foram mortos na Faixa de Gaza. Além disso, está em causa também o risco de ataques aéreos, interrupções nas comunicações, cortes de energia, ameaças, censuras e o assassinato de familiares. Outros oito jornalistas foram feridos e nove foram dados como desaparecidos ou detidos, disse o Comité para a Proteção dos Jornalistas, num comunicado.


De acordo com o CPJ, este foi o período mais mortal para os jornalistas que cobrem conflitos militares em décadas.


Neste dia, deve também ser relembrado que foi uma jornalista a receber este ano o Prémio Nobel da paz. Receber, ainda não, uma vez que a jornalista e ativista iraniana Narges Mohammadi, se encontra detida na prisão de Evin, onde cumpre uma pena de 10 anos, acusada de divulgar propaganda contra o estado iraniano. O prémio veio reconhecer o seu trabalho na “luta pelas mulheres do Irão contra a opressão”.


Berit Reiss-Andersen, do Comité Nobel, declarou: "Ao atribuir-lhe o Prémio Nobel da Paz deste ano, o Comité Nobel Norueguês pretende honrar a sua corajosa luta pelos direitos humanos, pela liberdade e pela democracia no Irão. A luta de Narges Mohammadi contra a pena de morte e a obrigatoriedade do uso do hijab para as mulheres continua atrás das grades, onde escreve artigos e incentiva aos protestos contra o regime, que emergiram após a morte de Mahsa Amini.


Com regularidade, a defensora dos direitos humanos iraniana tem alertado e criticado a situação “lamentável” em que se encontram os reclusos no Irão e tem assinado dezenas de artigos sobre maus tratos e torturas de que têm sido alvo, apesar de enfrentar sérios problemas cardíacos. 


Mohammadi iniciou a carreira como jornalista, escrevendo para a Payaam-e Haajar, uma revista dedicada às questões das mulheres no Irão e que era publicada por Azam Alaei Taleghani, filha do ayatollah Seyyed Mahmoud Alaei Taleghani. A revista foi encerrada em abril de 2000 pelo regime.


Mohammadi escreveu inúmeras vezes sobre os direitos humanos, os direitos das mulheres e sobre questões relacionadas com os estudantes universitários, tendo publicado igualmente vários trabalhos em publicações reformistas, que acabaram todas por ser encerradas.


Fontes:


https://www.calendarr.com/portugal/dia-dos-jornalistas-pela-paz/


https://www.publico.pt/2023/10/26/mundo/noticia/gaza-jornalistas-sao-mortos-cobrir-conflito-dentro-casa-2068085


https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/guerra-de-israel-e-a-mais-mortal-para-jornalistas-desde-1992-diz-associacao/


https://sputniknewsbr.com.br/20231026/sobe-para-27-o-numero-de-jornalistas-mortos-pelo-conflito-em-gaza-31098230.html


https://pt.euronews.com/2023/10/06/ativista-iraniana-narges-mohammadi-vence-nobel-da-paz


https://www.forbespt.com/narges-mohammadi-uma-vida-de-luta-permanente-pelos-direitos-humanos-no-irao/


 


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...