21/06/2023

Bem vindo verão

A primavera deixa-nos, dando lugar ao verão.

O solstício de verão, que marca o início astronómico de uma nova estação, ocorre no hemisfério norte, quando o polo sul se encontra mais inclinado na direção do Sol onde tem uma maior exposição à luz do dia. E assim temos o dia mais longo do ano. O oposto acontece no hemisfério sul, ou seja, é o dia com menos luz solar e corresponde ao solstício de inverno. 

Desde a pré-história, o solstício de verão é visto como uma época significativa do ano em muitas culturas e é marcado por festivais e rituais. 

Ao longo da história da humanidade, tornou-se uma data marcante, carregada de simbolismo e celebrada desde tempos imemoriais. Os ritos pagãos, que ligam este dia à renovação da natureza, ao sol, à fertilidade e aos ciclos das colheitas, foram mais tarde incorporados pelo cristianismo. As celebrações dos santos vieram apenas, em muitos países, dar um novo nome a festas ancestrais. Em Portugal, os Santos Populares não são mais do que a junção dos rituais pagãos à fé nos santos do cristianismo. Saltar a fogueira, lançar balões de papel iluminados, o alho-porro e o manjerico são tudo exemplos dessa origem pagã das festas de junho, que marcam o início da estação das colheitas.

Há monumentos que indicam que já na pré-história o solstício de verão era um fenómeno astronómico conhecido, como é o caso de Stonehenge, em Inglaterra. Quem está no centro do monumento megalítico, no dia do solstício, pode contemplar o nascer do Sol sobre Heel Stone, um megalito que se ergue no exterior do círculo principal.

O monumento permitia, três mil anos antes de Cristo, determinar datas significativas, como os solstícios. As pirâmides do Egito são outro exemplo de monumento que revela noções antigas de astronomia: as Grandes Pirâmides foram construídas de forma que o Sol se ponha exatamente entre duas das pirâmides, no solstício de verão, quando visto a partir da Grande Esfinge de Gizé.

Atualmente, ONU celebra a 21 de junho o Dia Internacional do Solstício. Conhecido como a incorporação da unidade de culturas e tradições centenárias. Este dia foi criado pela Assembleia Geral da ONU como uma forma de fortalecer os laços entre os povos com base no respeito mútuo e em ideais de paz e de boa vizinhança.

A cultura é um conjunto de características emocionais, intelectuais, materiais e espirituais da sociedade e de grupos sociais. Abrange a arte, a literatura, estilos de vida e formas de convivência, assim como sistemas de valores, tradições e crenças.


Solstício de verão, hoje dia 21 de Junho celebra-se o dia mais longo do ano


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Solst%C3%ADcio_de_ver%C3%A3o

https://www.noticiasaominuto.com/tech/2345700/hoje-e-dia-de-solsticio-e-a-chegada-oficial-do-verao

https://news.un.org/pt/story/2021/06/1754182

https://myplanet.pt/solsticio-de-verao/

(imagem) = https://surftotal.com/noticias/nacionais/item/23395-solsticio-de-verao-hoje-dia-21-de-junho-celebra-se-o-dia-mais-longo-do-ano

 


 

18/06/2023

Tragédia no Mediterrâneo

A Alarm Phone, rede transeuropeia de apoio a operações de resgate, afirmou ter recebido alertas de pessoas a bordo de um navio em perigo na costa da Grécia na tarde da passada terça-feira e que alertou as autoridades gregas. Quem efetuou o pedido de ajuda estava a bordo do navio. A pessoa que ligou terá dito que havia cerca de 750 pessoas a bordo e informou também que o capitão tinha fugido num pequeno barco.

Barco de migrantes que naufragou na Grécia (Hellenic Coast Guard via AP)Se olharmos para uma fotografia aérea do navio antes de afundar, divulgada pelas autoridades gregas e que tem passado nas redes sociais e nas notícias, podemos ver centenas de pessoas amontoadas no convés e reparar que a maioria não tem coletes salva-vidas. Horas depois do pedido de ajuda, a embarcação acabou mesmo por se afundar.

Aquilo que parece que está a causar ainda mais revolta, é saber se houve ajuda atempada. Ao que parece, a HSRCC enviou um navio adicional de bandeira maltesa, que se aproximou do navio de pesca por volta das 18:00 e forneceu comida e água. 

Posteriormente, um segundo navio, desta vez grego, foi enviado por volta das 21:00 para fornecer água aos passageiros. Por volta das 22:40, um navio da Guarda Costeira Helénica de Creta ter-se-á aproximado do barco de pesca. Até às 02:04 do dia 14 de junho não se notaram problemas de navegação, apesar da situação precária da embarcação. Dez a quinze minutos depois, o navio já estava completamente submerso. Vários passageiros que estavam nos convés externos caíram no mar. Só quando a embarcação naufragou, as equipas de salvamento começaram a atuar. E porquê só nessa altura, podemos questionar nós. É que ao que parece, houve recusa da parte dos migrantes em serem ajudados. De certa forma por receio do que lhes poderia acontecer ao serem levados para outro porto que não o de destino inicial, ou talvez porque não tivessem considerado a realidade da sua situação.

Funcionários do Governo disseram que os migrantes a bordo recusaram repetidamente a ajuda das autoridades gregas: “Era um barco de pesca lotado de pessoas que recusaram a nossa ajuda porque queriam ir para a Itália”, disse o porta-voz da guarda costeira Nikos Alexiou à emissora Skai TV. “Mantivemo-nos ao lado, caso precisassem da ajuda que haviam recusado.” As pessoas a bordo não queriam ajuda com medo de serem levados de volta e, a qualquer tentativa de aproximação, o barco começava a manobrar para longe.

Mas como em tudo, também aqui existem outras versões. Segundo alguns sobreviventes, o que se passou foi um pouco diferente e que o barco terá naufragado quando a “Guarda Costeira grega prendeu a embarcação com uma corda para a rebocar." 

As hipóteses de recuperar o navio afundado são remotas, porque a área de águas internacionais onde ocorreu o incidente é uma das mais profundas do Mediterrâneo e a esperança de encontrar sobreviventes do naufrágio diminui a cada hora. 104 pessoas foram resgatadas com vida, 78 corpos foram retirados do mar, naquele que é um dos naufrágios mais mortais da Europa nos últimos anos.

Os sobreviventes são apenas homens, que viajavam na parte superior. Segundo as testemunhas, as mulheres e crianças viajavam no porão da embarcação e ninguém terá conseguido sair. Um sobrevivente hospitalizado contou que estariam cerca de cem crianças no porão.

Muitos dos sobreviventes estão em estado de choque e querem entrar em contato com as suas famílias para dizer que estão bem, mas muitos deles continuam a perguntar sobre os desaparecidos, uma vez que são seus familiares e amigos.

Das nacionalidades das vítimas sabe-se que a bordo iam egípcios, sírios, paquistaneses, afegãos e palestinianos e que a embarcação tenha saído da Líbia, país que tem pouca estabilidade e segurança, e que é um ponto de partida para aqueles que tentam chegar à Europa por mar e que tivesse Itália como destino. As redes de tráfico de pessoas são dirigidas principalmente por fações militares que controlam as áreas costeiras.

Os sobreviventes foram levados para Kalamata. Muitos foram tratados no hospital por hipotermia ou ferimentos leves e estão agora instalados provisoriamente em armazéns transformados em abrigos. Entretanto, as autoridades gregas prenderam nove alegados traficantes de pessoas. São oriundos do Egito e suspeitos de planear a viagem ilegal de centenas de pessoas da Líbia para Itália, depois de partirem do Egito com a embarcação. É provável que um procurador apresente várias acusações contra o grupo, incluindo a de homicídio em massa, sendo que o capitão pode estar fugido ou ter morrido.

As Nações Unidas registam mais de 20 mil mortes e desaparecimentos no Mediterrâneo central desde 2014. Esta rota é a travessia de migrantes mais perigosa do mundo.

Fontes:

https://cnnportugal.iol.pt/migrantes/mediterraneo/isto-poderia-ter-sido-evitado-o-que-aconteceu-no-naufragio-no-mediterraneo-que-tera-causado-a-morte-de-centenas-de-migrantes/20230615/648acf4ad34ea91b0aad8e48

https://expresso.pt/internacional/2023-06-15-O-que-sabemos-ate-agora-do-naufragio-na-Grecia-qual-foi-a-causa-quantas-vitimas-estao-confirmadas-e-quantos-migrantes-estavam-no-barco--6537a171

https://observador.pt/2023/06/15/os-sobreviventes-estao-em-estado-choque-autoridades-da-grecia-continuam-buscas-apos-naufragio/

Imagem: https://cnnportugal.iol.pt/grecia/migrantes/guarda-costeira-grega-defende-que-respondeu-a-embarcacao-que-naufragou-na-grecia/20230616/648ce897d34ef47b8754fe31

https://cnnportugal.iol.pt/grecia/migrantes/naufragio-na-grecia-nove-alegados-traficantes-detidos-manifestantes-protestam-contra-legislacao-migratoria-da-uniao-europeia/20230616/648c184cd34ea91b0aad98b1

 


 


 

17/06/2023

Estudantes mortos no Uganda

Um ataque ocorrido hoje no Uganda matou pelo menos 41 pessoas, 37 dos quais eram estudantes numa escola secundária em Mpondwe, perto da fronteira com a República Democrática do Congo. A escola devia ser um local seguro... um local sem armas, sem bombas... sem corpos espalhados pelo chão!

Segundo informação da polícia Ugandesa, um dormitório foi queimado e um armazém de alimentos foi saqueado. Entretanto, conseguiram recuperar os corpos de 38 estudantes, um guarda e duas pessoas baleadas à entrada da escola. Oito pessoas estão em estado crítico e as autoridades locais receiam que dezenas de pessoas, incluindo membros da comunidade, tenham sido raptadas e que algumas não sejam encontradas. O número de mortos pode ainda vir a aumentar.

“As nossas forças estão a perseguir o inimigo para resgatar os raptados e destruir este grupo”, adiantou o porta-voz do Ministério da Defesa do Uganda, Felix Kulayigye. A polícia e o exército perseguiram os rebeldes no parque nacional de Virunga, no Congo e estarão a tentar negociar a libertação dos reféns.

Os responsáveis terão sido forças Jihadistas, com ligações ao Daesh. António Guterres, secretário-geral da ONU condenou de forma veemente este ataque e apelou à libertação "imediata" das pessoas sequestradas pelo grupo terrorista conhecido como Forças Democráticas Aliadas. Segundo registos, este grupo já tirou a vida a 3850 pessoas desde 2017. É um grupo rebelde originário do Uganda, mas atualmente está "sediado" nas províncias congolesas de Kivu do Norte e da vizinha Ituri, perto da fronteira da RDC com o Uganda.

Os seus alvos não são claros, além de uma possível ligação ao Estado Islâmico (EI) que, por vezes, reivindica a responsabilidade dos seus ataques. Para acabar com as FDA, os exércitos da RDC e do Uganda iniciaram, em novembro de 2021, uma operação militar conjunta em solo congolês, que ainda está em curso, embora os ataques dos rebeldes não tenham cessado.

Este não é o primeiro ataque a uma escola no Uganda atribuído ao grupo terrorista com ligação ao Daesh. Em Junho de 1998, 80 estudantes foram queimados nos dormitórios durante um atentado do grupo rebelde ao Instituto Técnico de Kichwamba, perto da fronteira com a República Democrática do Congo. Na altura, mais de 100 estudantes foram raptados.

Para percebermos um pouco melhor a natureza destes ataques, voltemos um pouco atrás. Desde 1998, o leste da RDC está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão da ONU na RDC (Monusco), com cerca de 16 mil efetivos uniformizados no terreno.  Em 2021, o Uganda e a República Democrática do Congo lançaram uma ofensiva conjunta para expulsar os rebeldes das Forças Democráticas Aliadas dos redutos congoleses, mas até agora não conseguiram acabar com os ataques.

No início de Março, os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de 5 milhões de dólares por qualquer informação que possa levar ao paradeiro do líder das Forças Democráticas Aliadas, Musa Baluku, um ugandês de 40 anos.

Fontes:

https://expresso.pt/internacional/2023-06-17-Atentado-no-Uganda-Guterres-quer-que-os-responsaveis-por-este-ato-terrivel-sejam-julgados-715b7605

https://expresso.pt/internacional/africa/2023-06-17-Ataque-de-grupo-rebelde-faz-41-mortos-numa-escola-secundaria-do-Uganda-894b4849

https://www.rfi.fr/pt/%C3%A1frica/20230617-uganda-ataque-terrorista-a-escola-faz-dezenas-de-mortos

16/06/2023

Greves e falta de motivação

Num ano atípico, onde alguns alunos passaram quase mais tempo "fora" do que dentro da sala de aula, motivar para a realização das provas de 9º ano tem sido uma tarefa hercúlea. É que uns não deram a matéria toda por causa do covid, da falta de professores e das greves, outros deram mas já fizeram contas e basta-lhes ter um 10 para passarem o ano. E assim vai a vontade dos alunos que este ano foram avaliados a matemátia e vão ser avaliados a português.

Fazer um texto? Não é obrigatório concluir a prova toda e se fizerem só a escolha múltipla dá para passar de ano. E continuamos com esta palhaçada. Sem falar das provas de aferição.

Quanto a essas, os alunos sabem que não contam para a nota e que "se calhar" o professor nem vem porque faz greve. Então e o papel dos pais, aqui fica onde? Cansados de tanta greve, já nem obrigam os filhos a estudar porque "é tempo perdido". Verdade que já ouvi isto. Não lhes consigo dar razão, porque mesmo sem testes e sem provas a contar para "passar" a aprendizagem é contínua, e um dia, eles nem um email sem erros serão capazes de enviar.

É para isto que estamos a caminhar. Falta exigência no ensino! Não a exigência que se aplicava nos anos 70, 80 ou 90... algo mais medido e adequado aos tempos que correm! A educação precisa de um novo rumo!

Como é que se chega a um quarto ano sem saber ler? Sim, existem vários casos (e não estou a falar de crianças com Necessidades Educativas Específicas, nem abrangidas por nenhum apoio especial), estou mesmo a falar de meninos e meninas, que vão à escola, não costumam faltar, mas estão ali só a ver passar a marcha. 

Os professores estão sem tempo para nada. Vejo cadernos, de 3º e 4º ano, em que cada palavra tem um erro e em que não se respeitam parágrafos, maiúsculas, pontuação... e nada, nem uma correção a lápis. Novas formas de ensinar, sim de acordo, mas, mesmo que não se assinale, é preciso agir com exercícios em que o aluno consiga atingir aquela meta. Ou escrever a nossa Língua de forma minimamente correta não é uma das várias metas a atingir?

Depois rimo-nos quando vemos nas notícias, caixas de texto com erros, acentos usados ao contrário e outros pontapés na gramática e na ortografia. Lá fazemos umas piadinhas sobre isso, mas a culpa é de quem? Do ensino, da sua falta de exigência, da falta de motivação dos alunos? E da falta de motivação dos professores? Não será também?

Há tanto a fazer, mas só se fala em anos, meses e dias, merecidos e devidos sim, mas que não vão resolver os problemas de base do nosso sistema educativo que se está a afundar. 

15/06/2023

Ser velho no nosso país

Chegarei a velha? Gostava, sim, mas só se fosse com alguma qualidade de vida e com a minha cabeça lúcida. Infelizmente, o mais certo é vir a ser mais uma pessoa sozinha, sem o apoio para me manter sã física e mentalmente. Ou então ficar-me aí a meio caminho...

Ser velho é a somatória de fatores biológicos, sociais e subjetivos, elementos responsáveis pela peculiaridade de cada idoso. O Dia da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa comemora-se hoje, 15 de junho, e foi instituído em 2006 pela Rede Internacional para a Prevenção do Abuso à Pessoa Idosa ("The International Network for the Prevention of Elder Abuse").

Este dia foi estabelecido com o objetivo de proporcionar a reflexão sobre uma questão social sensível. O envelhecimento da população nos países desenvolvidos, proporciona o aumento dos maus-tratos fisícos e psicológicos e o seu esquecimento, tanto pelas famílias como pelos serviços de acolhimento. Alguns sinais de alerta são: a falta de apetite ou perda de peso, as mudanças de humor e comportamento, a higiene pessoal insatisfatória e as lesões físicas frequentes (equimoses, hematomas, abrasões).

Apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais envelhecida, continua a predominar entre nós uma visão negativa do envelhecimento – populacional e do indivíduo. Esta visão comporta estereótipos quanto às pessoas idosas, que são frequentemente vistas pela sociedade como pessoas frágeis, doentes e dependentes.

As percepções negativas do envelhecimento e os estereótipos associados às pessoas idosas conduzem, necessariamente, ao desrespeito pelos seus direitos, à exclusão e marginalização daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade e, não raras vezes, a situações de crime e violência.

A ONU relembra que a discriminação etária é uma grave violação dos Direitos Humanos, reconhecendo este dia através da Resolução 66/127 da Assembleia Geral da ONU a 11 de dezembro de 2011.

Por semana, 31 pessoas idosas foram apoiadas pela APAV no ano de 2020. A violência contra pessoas idosas é, simultaneamente, um fenómeno crescente e um fenómeno invisível, que são absolutamente necessários de inverter.

A sensibilização para estas questões e a informação sobre os canais de apoio disponíveis para pessoas vítimas de violência e de crime fazem parte do trabalho da APAV, que tem como objetivos a prevenção da violência interpessoal nos adultos, promover a igualdade e a equidade em saúde, contribuindo para a informação da população e sensibilização dos profissionais de saúde.

Fontes:

https://www.sbgg-sp.com.br/o-que-e-ser-velho-quando-ficamos-velhos/

https://www.ordemenfermeiros.pt/acores/noticias/conteudos/dia-mundial-da-consciencializa%C3%A7%C3%A3o-da-viol%C3%AAncia-contra-a-pessoa-idosa-2022/

https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/2751-15-de-junho-dia-mundial-da-consciencializacao-da-violencia-contra-a-pessoa-idosa

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-da-consciencializacao-da-violencia-contra-pessoa-idosa-2021

Resolução 66/127 da AG das Nações Unidas sobre o Dia da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa [en]


 

13/06/2023

Mortes em Notthingham

A noite foi trágica para três pessoas encontradas mortas e outras três atropeladas, na cidade de Notthingham, no Reino Unido.



Os incidentes podem estar relacionados, tendo a polícia já detido um homem de 31 anos, por suspeita de ser ele o autor (ou um dos autores) destes crimes.Ainda não há provas de que se trate de um atentado, nem as motivações para semelhantes atos. Várias ruas foram encerradas ao trânsito e a circulação de comboios foi suspensa. Por outro lado, o Victoria Centre, um centro comercial próximo à área isolada, permanece aberto enquanto a sua administração se mantém “em contato” com as autoridades.


Os agentes foram chamados à Ilkeston Road pouco depois das 4 da manhã, onde duas pessoas foram encontradas mortas na rua.


Foram depois chamados a outro incidente em Milton Street, onde uma carrinha tentou atropelar três pessoas. Os três atropelados ficaram feridos e estão a ser tratados no hospital da cidade. Um homem foi também encontrado morto em Magdala Road.


 


 


Fontes:


https://pt.euronews.com/2023/06/13/ataque-em-nothingham-tres-pessoas-encontradas-mortas-e-mais-tres-atropeladas


https://observador.pt/2023/06/13/homem-detido-apos-tres-pessoas-serem-encontradas-mortas-no-centro-de-nottingham/?recommId=b3f9f8944c3815143f838322503d47bd


 


12/06/2023

O toque que incapacita

Há dias em que acordar é um fardo, uma luta em que até as pálpebras doem abrir. Levantar requer uma dose de concentração, força e energia, que me deixam esgotada para o resto do dia. 


Há dias em que conseguir sair de casa e caminhar até à paragem, é um esforço quase demasiado grande para ser suportado. A meio da manhã, já estava a entrar em "burnout" - se é que este pico não foi apenas o sinal do corpo que já lá tinha chegado há vários dias. Alguns "entendidos" dizem que a fibromilagia é uma depressão disfarçada. Eu não acho isso. Eu acho que lutar contra esta doença é tão frustrante que nos leva à depressão. Também é verdade que fico pior quando me irrito, quando estou preocupada, ou quando não durmo o suficiente. Mas então, se fosse só isso, não teria crises em dias em que descansei bem, em que o dia correu de forma normal e sem sobressaltos, em que estive tranquila. Mas nessas alturas, o corpo ataca dizendo "estou aqui" e num repente, surge uma dor aguda numa articulação, ou uma perna fica presa, ou a cabeça começa sem aviso a latejar de tal forma que tenho de me segurar para não cair, a visão fica turva do nada, os olhos a arder e as palavras que estão na cabeça, não são as mesmas que saem da minha boca no decorrer de uma conversa.


Noutros dias, faço as mesmas horas, o mesmo trabalho, os mesmos esforços, com mais facilidade, com mais vontade e sem um nível insuportável de dor. Por isso, isto não é uma queixa, é uma constatação. Para quem tem Fibromialgia, cada dia é diferente. Hoje estou mal, amanhã, estou bem. Não é do calor, não é do frio, é porque sim. Claro que nos dias de mais trabalho, canso-me mais - como todas as pessoas - mas não é esse o factor que despoleta as crises. 


O conhecimento da forma como o nosso corpo funciona é fundamental. Mas há dias em que me sinto deseperada, em que o nível de dor torna qualquer movimento difícil, qualquer som passa a ser ensurdecedor, qualquer toque mesmo que ao de leve, parece um forte beliscão. A pele arde como se estivesse com um escaldão e até a roupa incomoda, as pontas do cabelo a tocar na cara e no pescoço parecem agulhas a espetar na pele. Só reconhece verdadeiramente quem já passou por isto, os outros apenas podem imaginar.

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...