12/03/2023

Mimi vence Festival

Mimicat é a vencedora deste ano do Festival RTP da Canção, com "Ai coração", uma música alegre, divertida, com sonoridades da música tradicional portuguesa misturadas, misturadas com ritmos latinos e pop music.


Performer, intérprete e compositora desde muito jovem, Mimicat, o alter ego de Marisa Isabel Lopes Mena, nascida há 38 anos em Coimbra, surgiu em 2014, depois de uma muito aguardada revelação de uma cantora que gravou o primeiro disco aos 9 anos. Com uma voz quente e forte, característica da soul-pop anglo-saxónica, edita em 2014 o seu primeiro álbum como Mimicat, intitulado For You, que teve como primeiro single o tema Tell Me Why. De 2015 a 2016 passou por alguns dos maiores palcos portugueses (Festa do Avante, Sol da Caparica, Edp Cool Jazz, Meo Marés Vivas, Culturgest, entre outros) e fez a sua estreia internacional com concertos no Brasil. Num registo pop sem nunca perder a força e o carisma que a caracterizam, lançou em 2017 o álbum Back in Town.


Em 2019, Mimicat lança a sua primeira canção em português, Até ao Fim, uma homenagem aos 50 anos de amor dos seus pais, e que surgiu durante a sua gravidez. Depois da paragem para o primeiro filho, regressou em 2021 com o single Tudo ao Ar. No ano passado, apresentou o novo single em português Mundo ao Contrário.


Participou, com apenas 15 anos e com o nome artístico de Izamena, na 3ª semifinal do Festival RTP da Canção 2001 com a canção "Mundo Colorido", mas não conseguiu nesse ano a passagem à final.


Segundo a própria, a Mimicat é "uma Marisa um bocadinho mais vaidosa, um bocadinho mais atrevida. É aquilo que a Marisa não pode ser no dia-a-dia, quando vai na rua". O pseudónimo soou-lhe bem no primeiro instante. Afinal, já há muitos anos que era chamada de Mimi pela família. Bastou juntar Cat à alcunha, para dar um toque mais pessoal ao nome.


A inspiração para escrever as canções e para escolher a sua sonoridade, provém de músicos como Ella Fitzgerald, Jill Scott ou Ray Charles. com uma clara preferência por músicos que vão desde os anos 30/40 até aos anos 70.


Mimicat aposta forte na imagem, no realce da beleza feminina.


O Festival RTP da Canção 2023 foi o 57º Festival RTP da Canção. A primeira semifinal teve lugar no dia 25 de fevereiro e a segunda no dia 4 de março, nos estúdios da RTP, em Lisboa. A final foi disputada no dia 11 de março, também nos estúdios da RTP. 



A RTP convidou 15 compositores para que apresentassem uma canção original e inédita, sendo estes os responsáveis por definir os respetivos intérpretes para as suas canções.


As restantes cinco vagas de compositores resultaram da abertura a candidaturas espontâneas de canções originais e inéditas com uma duração máxima de três minutos. Aqui, puderam concorrer todos os cidadãos de nacionalidade portuguesa ou residentes em Portugal, tivessem ou não trabalhos publicados, o que inclui os portugueses que vivam fora do país, assim como os cidadãos dos PALOP ou de outras nacionalidades que residam em Portugal.


Foi constituído um júri para as avaliar, sendo os concorrentes vencedores convidados a apresentá-las a concurso nesta edição. Segundo as regras, cada canção tem a duração máxima de 3 minutos, podendo ser apresentada em português ou numa outra qualquer língua estrangeira.


 


Fontes:


https://media.rtp.pt/festivaldacancao/autores/mimicat/


https://pt.wikipedia.org/wiki/Mimicat


https://mag.sapo.pt/musica/artigos/mimicat-a-mimicat-e-a-marisa-um-bocadinho-mais-vaidosa-e-um-bocadinho-mais-atrevida?artigo-completo=sim/


https://media.rtp.pt/festivaldacancao/artigos/mimicat-e-a-grande-vencedora-do-festival-da-cancao-2023/


https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_RTP_da_Can%C3%A7%C3%A3o_2023


 

07/03/2023

A terra treme na Madeira

Um sismo com magnitude 5,3 na escala de Richter e epicentro a cerca de 40 quilómetros a Sudoeste da Deserta Grande, foi sentido pela população da Madeira pelas 20h58 minutos. As pessoas, ficaram um pouco assustadas e vieram para a rua, mas não há registo de feridos. 

Na região da Madeira, não é habitual haver atividade sísmica desta intensidade. O abalo, que durou poucos segundos, sentiu-se principalmente nos os vidros das janelas a abanar, num ruído intenso e abafado, no nervosismo dos animais e nas estruturas de edifícios de apartamentos. Seguiram-se pequenos abalos, que foram registados pelo IPMA mas já não foram sentidos pela população.

O último grande sismo no arquipélago aconteceu em maio de 1975, provocando danos em algumas residências. Nesse ano, um abalo de 7,9 na escala de Richter eclodiu na Madeira, mas foi sentido em todo o país. Apesar de intensidade elevada, apenas provocou danos materiais.


Sismo de magnitude 5,3 abala a Madeira. Registada réplica menos de 30  minutos depois – Observador

Imagem: Observador 

Fontes:

https://www.publico.pt/2020/03/07/sociedade/noticia/sismo-53-escala-richter-registado-madeira-1906847

https://observador.pt/2020/03/07/sismo-de-magnitude-5-3-na-escala-de-richter-abala-a-madeira/


01/03/2023

Bem vindo março!

Sabiam que março já foi o primeiro mês do ano? Eu confesso que não sabia, mas aqui nas andanças de me pôr a descobrir coisas, encontrei esta curiosidade que vou partilhar convosco. 


No tempo dos romanos, março era o mês que dava início ao novo ano. Roma, beneficiando do clima mediterrânico, tinha então em março o início da primavera e, com o fim do inverno, era o mês ideal para se dar início às novas campanhas militares. Chamava-se "Martius, de Marte, o deus romano da guerra." Portugal, tal como outros países, foram "romanizados" e por isso, foi dos romanos que recebemos "as bases do nosso atual calendário." Assim, no calendário romano, "o ano tinha 304 dias distribuídos por 10 meses em que os primeiros quatro meses "tinham nomes próprios dedicados aos deuses da mitologia romana."


Aqui vem a minha dúvida e vejam se estão comigo. As estações do ano eram então diferentes e duravam "menos" tempo, uma vez que de dez em dez meses se observava a época ideal de iniciar as plantações e o fim do duro inverno. Poderei concluir que também a observação do clima e a sua progressiva alteração ao longo dos séculos tenha também interferido neste aumento de dois meses? E outra coisa que às vezes me aflige são os anos que nos foram "roubados" uma vez que na introdução do calendário gregoriano no século XVI em substituição do calendário juliano, foram retirados cerca de 38 anos. Claro que aqui não há certezas, mas a minha curiosidade continua a reinar.


Mas há ainda outras curiosidades. Na Rússia, mantiveram o início do novo ano a 1 de março "até o final do século XV." Na Grã-Bretanha e nas suas colónias o início do ano novo foi celebrado no equivalente ao "dia 25 de março" até 1752. Neste ano, foi então adotado "o calendário gregoriano," que já vigorava noutros países desde 1582.


Na Finlândia, o mês "é chamado de maaliskuu, que tem origem em maallinen kuu significando o mês terrestre. Isto é porque em maaliskuu a terra começa a aparecer sob a neve derretida." E vocês, conhecem outras curiosidades sobre o mês de março?


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A7o


https://auroradolima.com/a-origem-dos-meses-do-ano/

24/02/2023

Passou um ano...

Hoje, aquilo que não queria escrever é que passou um ano desde o início da guerra na Ucrânia.


Não queria, mas lá no fundo, quando isto "começou" acho que quase todos nós sabíamos que nem os russos iam sair dali facilmente, nem os ucranianos se iam render e dar de mão beijada o que já era seu. O conflito não começou há um ano, enganam-se os que acham isso, apenas fomos acordados para ele naquela invasão feita de grande aparato que reacordou uma guerra antiga.


Volta não volta, lá entra o assunto da guerra em algumas sessões com os meus alunos, isto porque é um tema atual e que serve muitas vezes de termo de comparação com outros episódios vividos no passado. Usar os media e despertá-los para os assuntos reais, ajuda-me a levá-los mais atrás e a despertar-lhes o interesse por outras épocas históricas. Afinal, parece que a história se repete não é? Uns invadem outros, muda a geografia, mudam as fronteiras, agora domina um, amanhã domina outro. As grandes potências lá vão dando uns dinheiritos para a guerra, enquanto outros mais pequenos tentam juntar umas latas de feijão e mandar para as zonas de conflito, rezando para que lá cheguem e matem a fome e o frio a alguém.


Passou um ano.


Mas não desisto de referir a anexação da Crimeia em 2014 e um tal de "referendo" que se fez na altura para legitimar a invasão daquele território. Tentou-se fazer novamente isso com outras províncias, como em Donetsk e em Luhansk, ambos na zona de Donbass, em 2015 e novamente neste último ano. Qualquer destas regiões são importantes, em especial a Crimeia pela sua localização. Voltamos ao assunto das cidades portuárias que tanta importância tiveram ao longo da história da Europa. Falar em "Mare Nostrum" na época romana, não era assim tão descabido, como não parece ser agora falar em gasodutos. Mudam-se os interesses mas o principal continua lá - o domínio das melhores redes de comunicação marítimas. 


A guerra, a morte, os atentados e bombardeamentos, as atrocidades e as torturas que estão a ser feitas todos os dias contra um povo... não podemos deixar que nada disto caia no esquecimento. Se cada vida vale - todas enfim, de um lado ou do outro do conflito deviam valer o mesmo - porque se luta então? Porque se invade, se mata... se morre!


Passou um ano...


E amanhã?

15/02/2023

Onde estão os 6000 menores ucranianos "ajudados" pela Rússia?

Em zonas de guerra, as crianças deviam ser protegidas. Muitas, ficam órfãs, ou perdem-se das suas famílias. Mas o que se está a passar na Rússia, não é apoiar as crianças ucranianas afetadas pelo conflito. Trata-se de rapto. Trata-se de uma clara violação dos direitos humanos. Desde o início da invasão, milhares de crianças ucranianas foram levadas ilegalmente para a Rússia. Ninguém sabe onde estão.


O início da invasão do território ucraniano (a 24 de fevereiro de 2022) pela Rússia, atingiu milhares de famílias. Cerca de 6000 menores ucranianos, terão sido reconduzidos para campos de reeducação ou passaram a integrar o sistema de adoção russo. A denúncia é de um estudo efetuado pela universidade de Yale e financiado pelo Departamento de Estado Norte Americano. Os números são preocupantes! As que foram enviadas para estes 43 centros, estão longe das suas famílias e, em muitos casos, são consideradas órfãs apesar de terem pais ou tutores claramente definidos pela legislação. 


Estes centros localizam-se em locais como a Criemia, Moscovo, ou mesmo na Sibéria e expõe as crianças a programas de reeducação política e de educação militar, além da educação académica russa e do patriotismo cultural. Os menores fazem treino físico mas também aprendem a manusear armas e a conduzir.


Aconselho o visionamento de uma reportagem emitida na semana passada na TVI onde se dava conta, precisamente, do rapto de crianças ucranianas pelas forças russas, que sujeitam os menores tortura e outras práticas violentas, retirando-os às famílias. Onde estão estas crianças? 


Fontes:


https://www.dn.pt/internacional/eua-denunciam-que-russia-envia-criancas-ucranianas-para-campos-de-reeducacao-e-orfanatos-15840390.html


https://cnnportugal.iol.pt/guerra/ucrania/pelo-menos-seis-mil-criancas-ucranianas-enviadas-para-campos-de-reeducacao-russos-onde-recebem-treino-militar/20230215/63eca5900cf2cf9224f912b3


https://cnnportugal.iol.pt/videos/torturaram-no-com-correntes-eletricas-e-depois-levaram-no-para-a-bielorrussia-como-a-russia-esta-a-raptar-criancas-ucranianas/63e3f71d0cf2665294d4aef4


 

14/02/2023

A guerra dos balões

Não são extraterrestres mas são OVNI's que sobrevoam os céus dos EUA. Parece que são os seus "amigos" chineses a tentarem saber como se vive por lá e se dará jeito investir naquela zona.


Por outro lado, os americanos dizem "não" ter sobrevoado o território chinês e que essas acusações são infundadas. Os balões e drones afinal não são de ninguém. Uns não andam a espiar os outros e até nem queremos saber o que cada um vai tendo de arsenal para se entreatacarem.


Parece também que os ditos são apenas balões meteorológicos e, se assim for, fazem falta mas se calhar deviam pensar em pôr um comando ou um gps nos mesmos, para que apenas sobrevoassem espaço "amigo". É que assim evitavam-se estas guerras diplomáticas só para verem se está a chover do outro lado do mundo. 


Cá por mim, esperava que parassem de brincar porque balões apenas nas festas e mesmo esses... enfim... Fora de brincadeiras, este ato pode ter sido uma provocação ou um erro, mas todos sabemos que entre estas potências nada do que se faz é por graça ou sem intenção.


Os balões que ao que parece foram enviados por Pequim, poderiam ter-se tornado numa situação comprometedora entre as duas potências, devido à perigosa rivalidade que está "adormecida": pela primeira vez, os norte-americanos testemunharam um símbolo evidente do desafio que Pequim coloca à segurança nacional.


O aparelho representou uma ameaça de segurança relativamente modesta e de baixa tecnologia em comparação com a espionagem multicamadas, a rivalidade económica, cibernética, militar e geopolítica que aumenta todos os dias. Mas enquanto percorria os céus americanos antes de ser abatido, no sábado, ao largo das Carolinas [Carolina do Norte e Carolina do Sul], o balão criou um momento súbito em que a ideia de uma ameaça da China à pátria dos EUA não era nem distante, nem teórica, nem invisível, nem no futuro. E mostrou como na América polarizada de hoje, a primeira reação de Washington perante uma ameaça é apontar o dedo em vez de unificar.


Não foi a primeira vez que algo assim aconteceu, sendo que desta vez aquilo que foi simultaneamente um momento de alto risco geopolítico e grande comédia, a Casa Branca lutou para explicar porque não tinha rebentado imediatamente o balão, uma vez que as autoridades da Carolina do Sul avisaram as pessoas para não dispararem contra o intruso chinês com as suas espingardas.


As Forças Armadas dos Estados Unidos devem explicar porque é que o balão não foi abatido antes de atravessar o continente, e o incidente ameaça abrir tensões entre o Pentágono e uma Casa Branca sob fogo acerca do incidente, bem como o debate sobre o que fazer da próxima vez.


O balão foi entretanto abatido por um míssil disparado por um caça americano. Fica a questão de saber se o voo foi um ato deliberado para provocar os EUA ou se foi um erro. 


 


Fontes:


https://cnnportugal.iol.pt/baloes/balao/porque-a-crise-dos-baloes-chineses-pode-ser-um-momento-decisivo-na-nova-guerra-fria/20230207/63e18b540cf2665294d46888

12/02/2023

Infâncias perdidas - as vítimas perdidas das guerras

Há meninos que vão à escola. Há meninos que fazem birras porque não querem comer a sopa. Há meninos que brincam com carrinhos, constroem puzzles e pintam desenhos coloridos.


Há meninos que são levados em tenra idade e que são sujeitos às maiores atrocidades. Há meninos que em vez de desenhos animados assistem a execuções. Há meninos que são recrutas em ”campos infantis” por toda a Síria e pelo Iraque e fazem parte do Daesh. 


Assinala-se hoje o Dia Internacional contra o Uso de Crianças-soldado. Segundo o mais recente levantamento feito pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, 56 das atuais 57 entidades em guerra têm utilizado crianças nos seus exércitos. Em 2014, foram identificadas oito nações onde as crianças são recrutadas pelas forças de segurança: Afeganistão, Chade, Mianmar, Somália, Sudão do Sul, Sudão e Iêmen. Em países como Iraque e Síria, crianças permanecem vulneráveis ao recrutamento por conta da proliferação de entidades armadas e avanços do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). No Sudão do Sul, os conflitos internos ainda afectam jovens e, no Iêmen, a participação e o uso de crianças pelas partes em conflito tornaram-se amplamente disseminados desde a escalada das tensões, em Março de 2015.


Há meninos que brincam ao faz-de-conta com armas feitas de pau e cantam "rei, capitão, soldado, ladrão..." e há meninos que gritam antes de dispararem armas verdadeiras, numa idade em que ainda não deveriam saber que a morte é irreversível. Estas crianças são usadas como bombistas suicidas ou para ”transportar armas e material médico nos confrontos”. Enquanto as meninas são vendidas ou entregues aos soldados do Daesh como presentes,  os rapazes são sujeitos a treino religioso e militar, onde aprendem a disparar armas e são obrigados a assistir a vídeos de decapitações.


Em 2016, pensa-se que terão sido 89 as crianças entre os oito e os 18 anos que morreram nas fileiras do Daesh durante um ano. O autoproclamado Estado Islâmico chama-lhes "as crias do califado". São meninos e meninas, provenientes na sua maioria da Síria mas que acabam por morrer em solo iraquiano: 60% dos jovens terá entre 12 a 16 anos, enquanto apenas 6% estão entre os oito e os 12 anos. São tratados como qualquer outro soldado. Estudos apontam para que 39% das crianças que faleceram em nome do Daesh iam a conduzir um veículo armadilhado, enquanto 33% foram mortas como peões no campo de batalha. Os números são ainda mais aterradores quando se descobre que 18% dos rapazes não tinham sequer quaisquer planos de sobreviver, sendo parte de inghimasis, ataques onde os jiadistas mergulham para lá das linhas do inimigo com a intenção de causar o maior número de baixas até eles próprios serem mortos.


Em 2017, no programa Grande Reportagem (SIC) com o título "Crianças no Daesh" de Henrique Cymerman, filmada na zona de Mosul no Iraque, podemos ver (se bem que não serei nunca capaz de compreender) o drama de milhares de meninos raptados pelo Estado Islâmico e transformados em terroristas suicidas e soldados, logo a partir dos três anos. Este excelente trabalho de reportagem mostra como uma equipa de resgate tenta libertar das mãos do ISIS crianças e meninas dos 3 aos 15 anos. São crianças e adolescentes que passaram longos períodos nas mãos do Daesh, movimento que chegou a controlar metade da Síria e metade do Iraque. Um dos meninos era Akram, com apenas 10 anos, que mostra aos repórteres como os homens do Estado Islâmico o ensinaram a matar e a cortar o pescoço de seres humanos, começando os "treinos" com bonecas, depois com gatos, cães, e por fim, com pessoas. Akram diz acerto ponto: "Se continuarem a falar em inglês vou ter de os matar."


Segundo uma denúncia das Nações Unidas, em 2022, as autoridades iraquianas mantinham detidas mais de um milhar de crianças (1091), algumas delas com apenas nove anos, acusadas de serem uma ameaça à segurança do Estado e de pertencerem ao Daesh. De facto, a esperança dos líderes do autoproclamado Estado Islâmico é que, mesmo se a organização eventualmente for derrotada, a “missão” pode continuar através de uma nova geração de jiadistas, através dos milhares de crianças que já foram doutrinadas com os seus ensinamentos.


Está tudo errado. 


Estas crianças, são vítimas de guerra. Nunca pediram para estar ali... nunca pediram para que lhes fosse posta uma arma nas mãos... não puderam ser crianças, não puderam brincar, sorrir, cantar, sonhar...


Fontes:


https://visao.pt/atualidade/mundo/2016-01-10-as-criancas-sao-o-futuro-ate-no-daesh/


https://expressodasilhas.cv/mundo/2016/02/27/uma-infancia-a-combater/47798


https://www.publico.pt/2022/02/19/mundo/noticia/mil-criancas-presas-ligacoes-terrorismo-iraque-1996110


https://sicnoticias.pt/programas/reportagemsic/2017-07-14-Criancas-no-Daesh-uma-infancia-roubada


 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...