29/12/2020

Refugiados - uma realidade que não se pode deixar esquecida

Atualmente, cerca de 80 milhões de pessoas estão deslocadas. Isso representa 1% da população mundial. Desse total, quase metade é composta por crianças. A situação dos refugiados, é uma realidade que não pode ser esquecida. Mesmo perante o Covid ou, sobretudo, também devido à crise que o próprio Covid provocou também nestes países.


A ajuda huminatária, essencial para garantir a sobrevivência de milhões de pessoas, não chega a todos os lugares. A população de refugiados do Sudão do Sul é a maior da região e uma das mais vulneráveis. Cerca de 2,3 milhões de refugiados vivem em condições extremamente precárias, agravadas pela pandemia COVID-19.


Hoje vamos perceber quais são alguns dos países mais afetados A situação de segurança e humanitária na República Democrática do Congo (RDC) continuou a deteriorar-se, principalmente no leste, palco de uma das mais complexas e longas crises humanitárias permanentes na África. 


A situação na Somália é uma das crises de deslocamento mais antigas do mundo, fruto de um conflito armado em curso. Muitas pessoas continuam a precisar de assistência humanitária urgente e mais de 778.000 refugiados somalis em países anfitriões também continuam a contar com proteção, assistência e apoio na busca por soluções duradouras. Muitos dos deslocados testemunharam atrocidades e mulheres foram vítimas de violência sexual.


Milhares de pessoas foram forçadas a deslocar-se internamente no Iraque depois das suas terras terem sido confiscadas e suas casas e meios de subsistência terem sido destruídos. Existem cerca de 1,4 milhão de deslocados internos no Iraque, mais da metade dos quais vivem deslocados há pelo menos três anos. Há também cerca de 278.600 refugiados iraquianos no Egipto, Jordânia, Líbano, Síria e Turquia.


No caso do Afeganistão, a crise já dura aproximadamente 50 anos e os afegãos são a segunda maior população de refugiados. Em 2020, o país tornou-se o terceiro com maior número de pessoas forçadas a procurar outras regiões onde viver. Com 2,5 milhões de refugiados, 2,8 milhões de deslocados internamente e 240 mil requerentes de asilo, o país está atrás apenas de Síria (com 6,8 milhões entre refugiados e requerentes de asilo e 6,7 milhões de deslocados internamente) e da Venezuela (com 4,9 milhões de deslocados ao todo).


 


Fontes:


https://news.un.org/pt/story/2020/07/1721671


https://csvm.ufg.br/n/146023-para-onde-vao-os-refugiados-afegaos


 

26/12/2020

As Vacinas - não é a cura mas será uma ajuda no combate

Assinalado pela ministra Marta Temido como um "marco histórico para todos nós", a chegada a Portugal do primeiro lote das vacinas contra a Covid-19, irá ficar guardado numas instalações no concelho de Montemor-o-Velho, arredores de Coimbra. O primeiro lote de 9750 doses de vacina, será reforçado com a antecipação da entrega de mais 70 200 doses, que têm chegada prevista para dia 28 de dezembro.

 

Escoltada por forças de segurança, a viatura que transportou as vacinas – duas caixas que, no total, pesam 41 quilos – entrou no perímetro da unidade de armazenamento cerca das 9h45 desta manhã. O processo de abertura da viatura, que estava selada, foi acompanhado no local por responsáveis do Governo. Segundo Marta Temido, "hoje foi entregue a primeira quantidade, nos próximos dias vamos ter um reforço, ao longo de janeiro haverá mais um conjunto de entregas".

 

Falta agora fazer a distribuição pelos hospitais onde amanhã se iniciará o processo de vacinação, através de equipas do próprio sistema Nacional de Saúde. A campanha de vacinação contra a Covid-19 arranca no domingo em Portugal, à semelhança de outros países da União Europeia. A vacina é facultativa, gratuita e universa.

 

Marta Temido disse que os profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central seriam os primeiros a ser vacinados.

 

Segundo o presidente do Infarmed as condições de segurança serão mantidas. "As pessoas podem estar tranquilas, porque estamos a assegurar todas as condições para que as vacinas cheguem desde o ponto de fabrico ao ponto de administração nas condições em que têm de estar”. Explica ainda que são aplicados "um conjunto de regras que são as relacionadas com a distribuição de medicamentos, que se iniciam na fábrica, na Europa, e se mantêm durante o transporte e durante o armazenamento”. 

 

O Primeiro-Ministro António Costa reforçou ainda que este é "um extraordinário esforço da Ciência" e "uma coordenação exemplar da União Europeia", acrescentando que agora "temos pela frente vários meses de trabalho bem planeado. Agora temos a certeza de que há luz ao fundo do túnel", mas que ainda é muito cedo para "baixar a guarda e relaxar nas medidas de proteção".

 

O Governo lançou também uma nova página exclusivamente dedicada ao processo de vacinação contra a Covid-19, como já tinha sido anunciado previamente pelo coordenador da task-force responsável pela elaboração do Plano de vacinação contra a Covid-19, Francisco Ramos.

 

Fontes:




 

25/12/2020

Um Natal diferente

Este ano está a ser estranho... 


Desde março que andamos mais fechados em casa devido aos sucessivos confinamentos e neste natal foi também recomendado que ficássemos em casa. Temos cumprido mas hoje acabamos por reunir uma parte da família em casa da minha irmã. Para alguns de nós pode ser o último natal juntos, não sabemos o que nos reserva o amanhã. E, com muitos cuidados, lá se fez mais um Natal, com muitos brinquedos espalhados pela sala, risos das nossas crianças (os nossos olhares embevecidos e orgulhosos), barulho e música. 


Eu pessoalmente senti-me nervosa durante todo o dia e passei grande parte do dia no exeterior, onde estava frio mas havia menos risco. Dentro de casa, lá andavamos de máscara, mas à mesa, estávamos todos juntos a comer e a conversar. Mas como eu digo, foi estranho. Aqui tem corrido tudo bem e não houve ainda ninguém que tivesse de ser internado, mas em muitas famílias, hoje foi um dia triste pela perda recente de entes queridos e por outros estarem internados ou em isolamento. Um dia vamos ultrapassar isto, mas as perdas já são gigantes e muitas casas têm hoje lugares vazios à mesa.


Há por isso um sentimento de tristeza pela situação que se está a viver, de insegurança por não sabermos se amanhã vamos ter trabalho e de esperança, que em 2021 possamos todos estar numa situação melhor. Eu tenho estado sempre a trabalhar mas muito daquilo que fiz durante estes últimos meses foram aulas online. Tem sido um desafio, mas confesso que nesse aspeto tem sido bom para mim, porque deixo de ter de me deslocar. No entanto, durante alguns meses recebi menos de metade do que deveria ter recebido. Estou a passar por várias dificuldades mas tenho conseguido, com uma enorme gestão, seguir a minha vida. Eu compreendo que haja dificuldade em nos manter a todas a trabalhar, mas a verdade é que todas recebemos um grande corte no que recebíamos, no meu caso quase por metade, mas nem todas estamos a trabalhar... Nos últimos dias, já estando nas salas com as crianças, acabamos por estar mais expostos, mas até agora tudo tem corrido bem.


O Natal este ano não tem abraços, nem beijos como antes... mas no meu caso teve aquilo que é mais importante, a família reunida e as crianças felizes.

13/11/2020

Incêndio em fábrica na China

Terão sido sete as vítimas mortais decorrentes de uma explosão que aconteceu ontem numa fábrica na vila de Wuji, província de Hebei, a sudoeste de Pequim, 


O incêndio começou na quinta-feira, numa fábrica de polietileno (um tipo de espuma utilizada no fabrico de embalagens e outros usos industriais).


São várias as ocorrências deste género na China, o que remete para questões relacionadas com as condições de trabalho dos funcionários destas fábricas e com a sua segurança.


Fontes:


https://www.dn.pt/mundo/explosao-em-fabrica-na-china-faz-sete-mortos-13031439.html

29/10/2020

Terrorismo em França

Quando falamos em ataques terroristas, lembramo-nos de ataques massivos e com muitas mortes envolvidas. 


Em Nice, França, um homem gritou "Allah Akbar" várias vezes, enquanto esfaqueava pessoas de forma aleatória. O ataque, na Basilica de Notre-Dame, aconteceu às 9h locais e deixou pelo menos três mortos, conforme revelou o autarca da cidade, Christian Estrosi. Segundo testemunhas no local, não há dúvidas da intencionalidade do ato que acabou por matar o sacristão da basílica,  uma mulher que foi decapitada e uma terceira pessoa, que apesar de ter conseguido escapar e se refugiar num bar próximo depois de ser gravemente ferido, acabou por morrer devido aos ferimentos.


Segundo fontes policiais, o agressor foi ferido pela polícia e encontra-se hospitalizado. As autoridades acreditam que agiu sozinho e a polícia não está à procura de outros atacantes. Este é o terceiro ataque que ocorre desde a abertura em setembro de um julgamento de terrorismo sobre as mortes no jornal satírico Charlie Hebdo e num supermercado judaico que ocorreram em janeiro de 2015. Há quatro anos, a cidade foi palco de um grave atentado islâmico que deixou 86 mortos.


O presidente francês, Emmanuel Macron, deve chegar no final desta manhã à cidade.Todas as igrejas foram fechadas. 


Este ataque poderá estar relacionado com o clime de insegurança crescente em França, depois do professor Samuel Paty, de 47 anos, ter sido morto no último dia 16. Samuel Paty, terá sido morto após mostrar caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre a liberdade de expressão. Pouco depois de deixar a escola onde trabalhava na pequena cidade de Conflans-Saint-Honorine, em Yvelines, na região parisiense, por volta das 17h, o professor foi decapitado por um terrorista, um jovem de 18 anos de origem chechena.


Na semana passada, durante uma homenagem ao professor na Sorbonne, o presidente Emmanuel Macron defendeu a liberdade de expressão e o uso de caricaturas satíricas, como as do profeta Mohamed mostradas pelo professor Samuel Paty. Desde então, vários países muçulmanos, como a Turquia, tem endurecido o tom de crítica e alimentado um boicote à França.


Fontes:


https://www.dw.com/pt-002/ataque-%C3%A0-faca-na-bas%C3%ADlica-de-nice-deixa-pelo-menos-tr%C3%AAs-mortos/a-55434089


https://www.rfi.fr/br/fran%C3%A7a/20201029-ataque-perto-de-igreja-em-nice-deixa-pelo-menos-tr%C3%AAs-mortos-e-v%C3%A1rios-feridos


 

24/10/2020

75 anos de ONU

A 24 de outubro de 1945, na cidade de S. Francisco na Califórnia, EUA, é criada a Organização das Nações Unidas (ONU), como resultado das conferências de paz realizadas no final da Segunda Guerra Mundial. Foram 50 os países que assinaram inicialmente a Carta das Nações Unidas. Hoje celebram-se os seus 75 anos.

A ONU era uma segunda tentativa de criar uma união de nações com o propósito de estabelecer relações amistosas entre os países. A primeira tentativa ocorreu com a formação da Liga das Nações, que aconteceu no fim da Primeira Guerra Mundial, mas que acabou por fracassar. No seu preâmbulo pode ler-se:

“Nós, os povos das Nações Unidas, decididos: a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra que por duas vezes, no espaço de uma vida humana, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade; a reafirmar a nossa fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações, grandes e pequenas”.

A ONU tem como principal objetivo: “Manter a paz e a segurança internacionais e para esse fim: tomar medidas coletivas eficazes para prevenir e afastar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão, ou outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos, e em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, a um ajustamento ou solução das controvérsias ou situações internacionais que possam levar a uma perturbação da paz”.

Inicialmente foram criados cinco órgãos fundamentais: a Assembleia Geral, composta por todos os países-membros; o Conselho de Segurança, formado por cinco membros permanentes (URSS, EUA, Inglaterra, França e China) e mais dez membros provisórios eleitos pela Assembleia Geral. Também se criou um Secretariado, presidido pelo Secretário-Geral e com a atribuição de administrar e organizar a instituição, um Conselho Económico e Social, ao qual estão ligados diversos órgãos, como a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OMC (Organização Mundial do Comércio). O quinto órgão é a Corte Internacional de Justiça, órgão jurídico da ONU com sede em Haia, na Holanda.

Apesar de afirmar a ideia da participação igual dos países, a ONU acabou por dar um peso maior às potências militares saídas da 2ª Guerra Mundial, principalmente aos EUA e à URSS, em virtude do papel principal que era exercido pelo Conselho de Segurança na resolução de conflitos militares. Nem sempre a resolução de conflitos foi bem conseguida.

Nas últimas décadas também se empenhou na implementação de projetos de desenvolvimento em países necessitados. Portugal não integrou o núcleo fundador da organização e apenas em 1955, dez anos depois do seu aparecimento, é que foi tomada a decisão de integrar a ONU.

Fontes:

https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/criacao-onu-apos-ii-guerra-mundial.htm

https://ensina.rtp.pt/artigo/historia-da-organizacao-das-nacoes-unidas/

10/10/2020

Prémio Nobel da Paz premeia combate à fome

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas venceu este ano o prémio Nobel da Paz. O anúncio foi feito esta sexta-feira em Oslo pelo Instituto Nobel norueguês, que sublinha “os seus esforços por combater a fome, o seu contributo para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas por conflitos e a sua ação como força motriz nos esforços por evitar a utilização da fome como arma na guerra e em conflitos”.

O Programa Alimentar Mundial foi criado em 1961 e tem a sua sede em Roma. É neste momento, a maior organização no planeta a promover a segurança alimentar. Com cerca de 17 mil funcionários, todos os anos presta assistência a cerca de 90 milhões de pessoas em mais de 80 países. Em agosto deste ano, Beirute, no Líbano, sofreu uma enorme explosão que levou 300 mil pessoas a ficarem sem abrigo e sem de que se alimentar. Era necessário agir e foi isso que esta organização conseguiu fazer: levou 12,5 toneladas de farinha de trigo, para tentar estabilizar a oferta do ingrediente e baixar o preço do pão. Organizações não governamentais que receberam apoio desta entidade distribuíram refeições para mais de 3000 pessoas por dia - não só para afetados, mas também a todos os libaneses que participaram na limpeza dos escombros resultantes da explosão. David Beasley é o atual diretor-executivo.

Com um valor de cerca de 918 mil euros, o prémio Nobel da Paz distingue “quem fez mais ou melhor trabalho pela fraternidade entre nações, pela abolição ou redução dos exércitos ativos e pela realização e promoção de congressos de paz”. Alfred Nobel foi o criador destes galardões. Desde 1901, o prémio coube a 107 indivíduos e 24 organizações.

No ano passado a honra coube ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, pelos esforços para promover a paz no seu país e entre este e a vizinha Eritreia. Em 2018 foi a luta contra a violência sexual que valeu o prémio à iraquiana Nadia Murad e ao médico Denis Mukwege, da República Democrática do Congo.

Destaco também o prémio atribuído à pessoa mais jovem de sempre (17 anos) em 2014. Malala, era ainda uma criança, uma jovem paquistanesa quando começou a ser ouvida em todo o mundo. Ainda hoje, Malala não se cansa de dizer que todas as crianças devem ir à escola, que todas têm direito à educação.

A causa desta ativista começou quando tinha 11 anos e vivia no Vale de Swat, no Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão. Em 2009 os extremistas religiosos conseguiram impor a sharia, a lei islâmica, e o terror entrou na sua aldeia, com as adolescentes a serem perseguidas por frequentarem o ensino. A situação começou a ser relatada por Malala num blogue da BBC, com a coragem e a inocência de uma menina que falava quando todos os outros tinham medo.

O sucesso do "Diário de uma Estudante Paquistanesa" chamou a atenção dos Talibãns que, a 9 de outubro de 2012, dispararam sobre ela, atingindo-a na cabeça. A menina foi levada para o Hospital da Rainha Isabel, em Birmigham, Reino Unido, onde esteve em coma durante vários dias. Malala sobreviveu ao ataque e continuou, ainda mais determinada, a defender o direito à educação. Por causa das constantes ameaças, a família refugiou-se em Inglaterra e lá Malala pôde regressar à escola, em liberdade.

“Uma criança, um professor, um livro, uma caneta. Educação é a solução. Educação primeiro.” é o mantra que repete em todos os grandes palcos deste mundo. O dinheiro dos muitos prémios que já recebeu tem sido investido na ONG que fundou com o pai. O Fundo Malala já ajudou 60 milhões de raparigas que não podiam ir à escola.


Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/malala-a-jovem-paquistanesa-que-defende-as-criancas/

https://expresso.pt/internacional/2020-10-09-Programa-Alimentar-Mundial-da-ONU-vence-Premio-Nobel-da-Paz-2020

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/10/09/conheca-o-orgao-da-onu-que-venceu-o-nobel-da-paz-de-2020.ghtml

 

Numa praça de gente madura

Hoje, numa " praça de gente madura ", o povo saiu à rua. Não foram pôr cravos nas lapelas, nem nas espingardas dos militares, como...