Um homem armado entrou num edifício de Manhattan, "com uma espingarda de assalto" e "matou quatro pessoas", entre as quais um agente da Polícia de Nova Iorque. O edifício terá sido escolhido por albergar, entre muitos outros, os escritórios da Liga Nacional de Futebol Americano.
Depois de ter viajado desde Las Vegas, o atirador - identificado como Shane Tamura de 27 anos - entrou no átrio do edifício situado numa "zona movimentada do centro da cidade, a poucos quarteirões do Central Park" onde "disparou sobre uma mulher e dois homens." O atirador terá depois subido de elevador até ao 33º piso, onde atingiu mortalmente "uma outra mulher antes de se matar." Houve ainda uma quinta pessoa atingida que luta pela vida no hospital.
O atirador foi jogador de futebol americano e sofreria de uma condição cerebral comum em praticantes de desportos de contato, um problema denominado "encefalopatia traumática crónica (ETC), uma doença degenerativa do cérebro." Tanura teria em "sua posse uma nota onde culpabilizava a NFL pelas suas lesões cerebrais." A ETC é uma condição "que só pode ser diagnosticada por autópsia," mas que pode levar a uma série de comportamentos em que se incluem a "agressividade, impulsividade, depressão, ansiedade, paranoia" e também "tendências suicidas, além de sintomas cognitivos progressivos, como perda de memória." Esta doença pode ser "provocada por múltiplos traumatismos repetitivos na cabeça e é frequentemente associada a jogadores de futebol americano, devido à exposição prolongada a impactos cerebrais."
A facilidade de circular com armas de fogo nos EUA foi, neste caso, facilitador do ataque. Quase que é com naturalidade que se vê Tanura a passar na rua, carregando uma arma de fogo de grandes dimensões. Só não fez mais mortos porque não quis e, possivelmente, aqueles que fez foi na tentativa desesperada de chamar a atenção sobre o seu problema.
https://www.swissinfo.ch/por/atirador-que-matou-4-em-nova-york-tinha-nfl-como-alvo/89754446
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