19/05/2025

Eleições e muitas preocupações

Ontem foi dia de eleições legislativas e, posso-vos dizer que me senti bastante dececionada. Sabia que haveria uma grande abstenção (para mim, valores que se mantêm acima dos 40%, são elevados, sim) mas não pensei que os resultados fossem estes. Por um lado, entendo o descontentamento da população, mas a verdade é que temos de ter em conta que a dispersão de votos por partidos mais pequenos, acaba por dificultar as decisões que têm de ser tomadas e mostram um país mais fragilizado.


A queda do PS em vários círculos eleitorais deixou espaço à subida da direita, especialmente, da direita posicionada mais à esquerda. "O Partido Socialista (PS) ficou no segundo lugar com 23,38%, quase menos 5% do que em 2024, o que se traduz em quase menos 420 mil votos e em apenas 58 assentos paralamentares, ou seja, perdeu 20" deputados. "Portugal foi apanhado pela onda crescente de populismo na Europa, com o Chega a subir para o terceiro lugar nas eleições do ano passado."


A AD acabou por ganhar, mas sem ter maioria, ficando a oposiçaõ dividida entre o PS e o CHEGA. Ah, já agora, que se diga também que Pedro Nuno Santos vai deixar a liderança do PS e isso irá deixar espaço a reestruturação interna no partido. "Ainda com os círculos da emigração por apurar, a coligação formada pelo PSD e CDS-PP obteve o maior número de votos (32,72%), uma subida superior a 4%, e de deputados (89), mais nove do que no ano passado."


Chegou à Assembleia um novo partido, com filiação na Madeira: o "Juntos Pelo Povo (0,34%)." O JPP obteve "um aumento de quase mil votos," conseguindo assim eleger "Filipe Sousa, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz."


A Iniciativa Liberal teve uma subida conquistando "(5,53%)," dos votos e conseguindo assim "mais um deputado."  O Livre conseguiu também subir "(4,20%)," passando "de quatro para seis lugares no parlamento."


Em relação à CDU "(3,03%)" e ao "Bloco de Esquerda (2%)" houve uma descida "em número de votos e deputados: os comunistas tinham quatro parlamentares e ficam agora com três, ao passo que os bloquistas sofrem uma derrota ainda maior, diminuindo de cinco para apenas um." O "PAN (1,36%), apesar de perder mais de 45 mil votos, manteve Inês de Sousa Real como deputada." 


Desta forma, a maioria fica à direita, contrariamente com o que se registava até aqui. A direita do Parlamento é neste momento formada por "AD (89), Chega (58) e IL (9)" somando assim, para já, 156 deputados, mais de dois terços da Assembleia do Parlamento, deixando o PS (58) de ser necessário para uma revisão constitucional."


Esta "maioria de dois terços serve também para outras alterações, nomeadamente de leis com valores reforçado, como as leis eleitorais, além de poder influenciar outras questões como as nomeações para o Tribunal Constitucionais."


Fontes:


https://pt.euronews.com/my-europe/2025/05/18/ad-vence-eleicoes-legislativas-segundo-projecao-da-universidade-catolica


https://pt.euronews.com/my-europe/2025/05/17/dia-de-reflexao-portugal-prepara-se-para-as-terceiras-eleicoes-em-tres-anos


https://expresso.pt/politica/eleicoes/legislativas-2025/2025-05-18-legislativas-2025-sondagens-resultados-declaracoes-noite-eleitoral-3dc3e490


 

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