Hoje, véspera de eleições legislativas, é dia de reflexão.
Tenho estado a pensar que a nossa democracia é muito novinha e que, por isso mesmo, ainda estejamos a aprender a viver assim, com direitos. Tal como disse Churchil um dia, "a democracia é o pior dos sistemas, com excepção de todos os outros.” Podemos não estar contentes com aquilo que temos, mas temos a possibilidade de escolher: ir ou ficar em casa, votar em quem achamos que deve ganhar, votar naquele com quem nos identificamos mais, votar no outro que achamos que não será tão mau. Podemos votar sempre no mesmo... ou sempre num diferente.
E é este poder, que nos voltou a ser dado em abril de 1974, que não podemos deixar cair novamente nas mãos de um grupo ou de uma só pessoa. O poder ainda é nosso, ainda é do povo, mas só valerá a pena se, amanhã, nos fizermos ouvir e, se todos, formos dar o nosso contributo para a democracia.
Hoje será também dia de campeonato de futebol e, daqui a pouco se saberá quem vai até ao Marquês de Pombal (a taça, ficará cá por baixo este ano). Aquilo que espero, é que todos se divirtam - ganhe quem ganhar - e que, depois, não se lamentem distúrbios. O futebol é a festa do povo, traz para a rua milhares de pessoas e acende mais discussões do que a própria política.
Logo, Portugal estará na final do Festival da Canção. Um sábado bem popular, não é? Tenciono ficar a ver o Festival, nem que seja para perceber quais são as outras canções a concurso. A nossa, já conheço e, para mim, representa bem aquilo que nós somos. Um país de jovens que têm de dizer adeus a quem cá fica, para irem à procura de um futuro mais promissor lá fora, na estranja. Já fomos o país de iletrados que saía à procura de qualquer trabalho com o qual fosse possível mandar dinheiro para a família que cá ficava, o país de gente que partia para trabalhar de sol a sol, fora de casa e que voltava anos depois com uma espécie de riqueza que cá não teria hipótese de construir. Hoje, o país de engenheiros, enfermeiros, que saiem à procura de valorização profissional, enriquecimento curricular, estatuto e respeito. Somos tudo isto e, por isso, como dizem os NAPA, "O meu caminho eu faço a pensar em regressarÀ minha casa, é ilha, paz,..." Uma letra que nos fala de um lugar muito especial, "...Madeira...do meio do marDo coração do oceano," mas que nos representa a todos, portugueses. Pelo que tenho acompanhado, a maioria das outras canções são apresentadas com todo um espetáculo montado por trás, entre leds, fogo de artifício e sistemas complicados de movimentação em palco. Os nossos, irão quase que apenas só com a voz e o instrumental, em comparação com as outras grandes produções e, por isso, quase de certeza que ficaremos cá para baixo... mas não importa.
Além dos nossos NAPA, "entre os que passaram à final estão o contratenor austríaco de formação clássica JJ, um dos favoritos das casas de apostas com a sua canção pop-ópera Wasted Love, e o israelita Yuval Raphael, que interpretará a canção New Day Will Rise". Israel, "apesar de não localizar-se no continente europeu, participa no Festival Eurovisão da Canção por ser filiado da União Europeia de Radiodifusão." Tal como Israel que participa ddesde 1973, também participam a Arménia, desde 2006 e o Azerbaijão, desde 2008, pela mesma justificação.
Quanto à Austrália, que este ano nem sequer passou à final, só participa neste Festival desde 2015, aquando da celebração dos 60 anos do festival. "Mesmo que, com a diferença horária, o concurso só comece às 4h da madrugada," a verdade é são, e média, "mais de 2,7 milhões de australianos a acompanhar a final."
Fontes:
https://pt.euronews.com/cultura/2025/05/16/eurovisao-2025-estao-definidos-os-26-finalistas
https://www.publico.pt/2020/10/13/opiniao/noticia/democracia-pior-sistemas-1934958
https://pt.wikipedia.org/wiki/Israel_no_Festival_Eurovis%C3%A3o_da_Can%C3%A7%C3%A3o
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