24/11/2023

Os avanços e recuos da ofensiva russa

De acordo com o estado-maior ucraniano, a Rússia perdeu, nas últimas 24 horas, 1100 soldados, 30 tanques, 32 veículos blindados e 31 sistemas de artilharia em vários ataques. Foram bombardeadas 120 cidades habitadas nas regiões fronteiriças ou perto da frente em Chernigiv, Sumi, Kharkiv, Lugansk, Donetsk, Zaporijia, Dnipropetrovsk e Kherson. Segundo fontes ucranianas terão mesmo sido usadas munições de fragmentação, que é proibida em mais de 100 países. As tropas ucranianas têm vindo a tentar repelir estes ataques, mas as baixas continuam a ser altas de ambos os lados. As baixas civis e a destruição de edifícios civis e infraestruturas de serviços (como por exemplo escolas e hospitais), de comunicações e de energia, são exemplos dos piores danos de um conflito armado como o que se regista desde fevereiro de 2022 na Ucrânia. Apesar de todo o apoio que tem sido dado ao país, parece que ainda não é suficiente para afastar de vez a investida da Rússia no território.


Apenas como exemplo desta situação, num dos ataques, que pode vir a ser classificado como crime de guerra, ocorreram três mortos e  cinco feridos. Mais de 60 edifícios residenciais e agrícolas foram danificados. 


As tropas ucranianas têm tentado reconquistar algumas posições, mas ainda só conseguiram recuperar algumas aldeias. Para transformar a relatividade deste sucesso num grande avanço, o exército ucraniano tem de conseguir posicionar-se do outro lado do rio. Isto implicaria atravessar uma grande barreira natural e depois atuar numa zona pantanosa durante a estação das chuvas. Um dos vários objetivos será a recuperação da Criemia, anexada à Rússia desde 2014. A tomada de posições mais profundas no sul também poderia permitir a Kiev lançar um ataque maior na direção desta península. Mas, segundo é apresentado por alguns especialistas, este objetivo só será possível com milhares de homens e veículos. Outro recurso seria a construção de pontes sobre o rio de forma a permitir a passagem de armamento pesado e de equipamento logístico, mas que seria desde logo um alvo fácil para as tropas russas.


Neste momento, estas dificuldades começam a pôr em causa a liderança do governo. A população da zona de Kiev e também de várias outras cidades ucranianas, tem vindo a manifestar-se contra a corrupção e pede que seja feito mais investimento nas Forças Armadas, enquanto as tropas vão tentando recuperar diversas posições em especial tentando repelir forças russas na margem leste do rio Dniepre, o qual constitui uma linha natural que se prolonga por toda a frente de batalha no sul do país.


Fontes:


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-bombardeou-120-cidades-de-varias-regioes-da-ucrania?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bombardeamentos-russos-matam-tres-civis-na-regiao-de-kherson


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tropas-de-kiev-reivindicam-avancos-na-margem-esquerda-do-dniepre


https://pt.euronews.com/2023/11/21/peritos-alertam-para-limitacoes-dos-recentes-avancos-ucranianos


 

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