Ao longo dos séculos, os ciclos vão-se repetindo.
Acho que estamos a viver mais um ciclo de seca, com consequências que podem vir a ser drásticas para a agricultura, para a pecuária, para a produção de energia, para a nossa economia, e consequentemente, para a nossa vida.
Em todos estes aspetos, a descida dos níveis de água nas nossas barragens preocupa-me. A chuva não chegou quando devia e não me parece que esta prestes a chegar. E se vier, a partir de dada altura trará mais problemas do que soluções.
Janeiro, não é mês de incêndios florestais. Não nos podemos esquecer que a maioria dos bombeiros vive (ainda) de equipas sazonais que estão previstas só a partir do mês de maio, e embora consigam solucionar as ocorrências que vão surgindo fora de época, não é suposto haver ocorrências de tal nível nos primeiros meses do ano.
Também nos devemos recordar que a população rural depende dos rios e das albufeiras. Que as rações são recursos caros que são usados quando faltam os pastos para o gado.
O turismo, em especial o que vive das albufeiras e praias fluviais, onde grandes investimentos foram feitos nos últimos anos, está em causa!
E os ciclos fazem-nos pensar que ainda estão para vir diversas complicações que não estamos de momento assim tão cientes. Temos de estar atentos, porque devemos aprender com os erros do passado.
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