Esta manhã, durante um passeio pelo Seixal, observei a celebração do aniversário do Núcleo do Seixal da Liga dos Combatentes (com sede na freguesia da Amora) e que completou hoje 12 anos. As celebrações decorreram no Jardim da Praça dos Mártires da Liberdade, junto ao monumento aos combatentes da Grande Guerra.
Aquilo que mais me emocionou, foi ver que o grupo é composto por pessoas com uma idade já avançada e, o pensamento de que muitos deles são livros-vivos que não se podem deixar calar. É preciso que a luta destes homenes e das suas famílias e amigos, não seja esquecida. Muitos deles, deram a sua vida e a sua saúde pelo país, obrigados a ir para uma guerra na qual muitos não desejavam estar. Tantas histórias foram já contadas, mas quantas mais haverão aí por contar?
No dia 9 de abril, assinalou-se o Dia do Nacional do Combatente, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, com a presença do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, que no seu discurso, frizou que “… só o fim da escalada de violência e a vontade de construir a paz, permitirão caminhos de futuro!”
Hoje, no Seixal, o grupo era pequeno. Muitas pessoas paravam um pouco para ouvir e continuavam a sua vida. Muitos Seixalenses desconhecem que monumento é aquele que está ali na relva (e que entretanto foi trocado de lugar depois das obras executadas no Jardim) e a quem se refere. De facto, o monumento é dedicado "aos combatentes da Grande Guerra," (aos portugueses mortos na 1ª Guerra Mundial, tantas vezes esquecidos, oito dos quais filhos do Seixal). "Tendo enviado tropas em defesa das colónias em África em 1914, foi em 1916 que se deu a entrada oficial de Portugal na guerra, juntando-se aos Aliados."
Não havendo um monumento aos mortos da Guerra do Ultramar, serve este como ponto de encontro e de reflexão sobre a importância da Paz, mas também da Memória devida a todos os que morreram em situação de conflito envolvento tropas portuguesas. Cerca de "noventa por cento da população jovem masculina do país foi mobilizada para a Guerra do Ultramar, que causou cerca de 10 mil mortos e 20 mil inválidos entre os soldados e mais de 100 mil vítimas entre os civis que viviam nas colónias."
Fontes:
https://www.ligacombatentes.org/dia-nacional-do-combatente-2025-seixal/
https://ultramar.terraweb.biz/03Mortos%20na%20Guerra%20do%20Ultramar/LetraS/MEC_246n.pdf
https://ensina.rtp.pt/explicador/das-causas-ao-final-da-i-guerra-mundial-h83/
https://ensina.rtp.pt/artigo/memorias-da-guerra-do-ultramar/
https://ultramar.terraweb.biz/index_MortosGuerraUltramar_Portugal.htm
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