29/02/2024

Uma das grandes mulheres da minha vida

Hoje faz anos aquela mulher que me ensinou o que é a liberdade e a democracia, que me deu a ler a história da primeira república andava eu no 1º ciclo e me deixava ler tudo o que eu queria, tivesse ou não idade para isso. Tanto é especial, que foi logo teimar em nascer no dia 29! Assim sendo, faz agora uns 30 anitos, se bem que é minha avó e tem a cabeça cheia de cabelinhos brancos.


Para mim, há dois adjetivos que a caraterizam: lutadora e irreverente! E dela eu herdei a teimosia, a dificuldade em dizer que gosto quando não gosto, a incapacidade de sorrir sem me apetecer e a capacidade de ser autónoma e independente. O pior que nos podem fazer, sei que ambas estamos de acordo nisso, é fazerem-nos baixar a cabeça perante alguém. Podemos passar despercebidas, mas nunca nos deixamos rebaixar. Não é de estranhar que por vezes as nossas opiniões e os nossos feitios se choquem e que até passemos algum tempo chateadas, mas na verdade nunca estamos zangadas uma com a outra. 


A ela agradeço ter aprendido a ler, a escrever corretamente, a contar, a multiplicar e a dividir. Aprendi e hoje ainda uso diariamente muito daquilo que ela, só com a 4ª classe, me ensinou. Hoje ainda sei de cor as tabuadas, dividir sem usar a calculadora, fazer a prova dos nove ou a prova real. Mas a ela também agradeço ter confiado em mim, tantas vezes! E nem vou falar aqui de outras tantas coisas que fez por tanta gente, mas isso não é para aqui...


Existem muitas mulheres com um papel importante na minha vida, mas esta é especial. Sei que ela odeia fazer anos, especialmente se a data calhar numa ano que não seja bissexto (aí escusamos até de lhe dar os parabéns), mas para mim, é importante dedicar-lhe estas palavras.

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