09/10/2023

O Hamas, o Hezbollah e a guerra interminável

No passado sábado, o grupo armado Hamas, entrou em território Israelita a partir da faixa de Gaza. Atacou e matou centenas de pessoas, fez centenas de feridos e dezenas de reféns incluindo mulheres, crianças e idosos e que seriam uma possível troca por prisioneiros palestinianos detidos por Israel. A razão do ataque terá sido o bloqueio de Israel a Gaza, que dura há 16 anos. Mohammed Deif, designou que este foi apenas o começo do que chamou de “Operação Tempestade Al-Aqsa” e apelou aos palestinianos de Jerusalém Oriental ao norte de Israel para se juntarem à luta. Relembrou também os ataques israelitas às cidades da Cisjordânia durante o ano passado e a violência na Mesquita de Al Aqsa (um disputado local sagrado de Jerusalém).


Há duas décadas que a Cisjordânia esta a ser alvo de violência por parte de Israel. E Israel defende os ataques como sendo "uma resposta necessária a um número crescente de ataques de militantes palestinianos contra israelitas." E no meio destes conflitos, estão inocentes dos dois lados.


No domingo, Benjamin Netanyahu afirmou que Israel está em guerra, apelando a uma mobilização em massa das reservas do exército. A vingança não se fez esperar e no domingo "ataques aéreos israelitas atingiram blocos habitacionais, túneis, uma mesquita e casas de autoridades do Hamas em Gaza, matando mais de 370 pessoas, incluindo 20 crianças".


Praticamente em simultâneo, a norte, o grupo armado libanês Hezbollah, num ataque coordenado, troca disparos de artilharia e foguetes com Israel. Junto da fronteira com o Líbano, O Hezbollah sinalizou o seu apoio ao povo palestiniano lançando "foguetes guiados e artilharia contra três postos das Shebaa Farms". 


Cada um destes grupos armados, tem vários anos de história e estão francamente ligados à Palestina, na luta contra Israel.


"O Hamas, um movimento militante e um dos dois principais partidos políticos nos territórios palestinianos, assumiu a liderança na Faixa de Gaza após a sua vitória eleitoral em 2006. Desde então, Gaza, uma faixa de terra de 362 quilómetros quadrados que alberga mais de 2 milhões de pessoas, tem estado sob um bloqueio total terrestre, marítimo e aéreo liderado por Israel que impede que pessoas e bens entrem ou saiam livremente do território."


"O Hezbollah do Líbano, um grupo militante xiita muçulmano apoiado pelo Irão, é impulsionado pela sua oposição a Israel e pela sua resistência à influência ocidental no Médio Oriente."


O receio geral tem por base diversas questões. Uma delas é o facto de "o Hezbollah ter como alvo posições militares israelitas na disputada área de Shebaa Farms" levantando a possibilidade de "uma nova grande guerra no Médio Oriente se espalhar para além da Gaza bloqueada". A data do ataque coincidiu com o inicio de outro ataque a 6 de outubro de 1973, no qual Israel foi atacado pelo Egíto e pela Síria.


O ataque inesperado deste sábado, feito pelo Hamas, "ocorreu num momento de profunda divisão em Israel, à medida que o seu governo avançava com um plano controverso para reduzir o poder dos tribunais do país, desencadeando uma crise social e política." 


Mas há outras questões importantes a serem debatidas e uma delas é a possível intervenção do Irão e até da Rússia, bem como o desvio de armas que teriam a Ucrânia como destino final. Estará tudo relacionado? Vamos ver o que se vai passar nos próximos dias...


Fontes:


https://www.voaportugues.com/a/o-que-sabemos-sobre-o-conflito-israel-hamas-/7302096.html

Sem comentários:

Enviar um comentário

Quando de mexe num ninho de vespas

 Quando as vespas se sentem incomodadas, atacam.  São capazes até de matar, se estiver em causa o seu ninho. Uma vespa, é mais pequena que a...