Esta tarde surgiu a notícia de que uma aeronave que transportava elementos do grupo Wagner, incluindo o próprio Prigozhin, tinha caído na Rússia matando todos os sete passageiros e três elementos da tripulação que estavam a bordo. O avião da Embraer, caiu quando fazia a ligação entre Moscovo e São Petersburgo, e o nome de Prigozhin faz parte do manifesto de voo.
Até agora há muita especulação sobre se foi um acidente ou um atentado, mas sem se conseguir provar ainda, pensa-se que a aeronave tenha sido vítima de um ataque do próprio Kremlin ordenado por Putin, numa clara manifestação de que quem o trai não tem um bom fim.
Testemunhas afirmam que houve uma explosão e que depois o avião caiu a pique, aliás como é possível ver num vídeo amador transmitido nas várias cadeias noticiosas. Mas, como digo, ainda não se sabe tudo...
Segundo o site Global 1, o Grey Zone, um canal de Telegram ligado ao Grupo Wagner, afirmou que Prigozhin morreu. No texto, ele é chamado de "herói da Rússia", e afirma-se que a morte é "resultado das ações de traidores da Rússia".
Keir Giles, especialista em relações internacionais, pediu cautela sobre os relatos da morte do chefe do Grupo Wagner. "Vários indivíduos mudaram seus nomes para Yevgeniy Prigozhin, como parte de seus esforços para ofuscar suas viagens”, afirma a mesma estação. Outras fontes, indicam haver suspeitas de que o líder da Wagner possa estar vivo. Várias pessoas referem que Prigozhin possuía passaportes de várias nacionalidades e que pode agora abrigar-se num país africano.
Prigozhin, de 62 anos, era líder de um exército particular que atuou em diversas guerras, inclusive na atual invasão do território ucraniano pela Rússia. O grupo Wagner foi fundado em 2014 e é composto por mercenários. Prigozhin comandou o ataque à cidade de Bakhmut, a batalha mais longa e sangrenta da guerra da Ucrânia até agora.
Em junho, no entanto, o grupo Wagner entrou em campanha para destituir o ministro de Defesa russo, num desentendimento que se intensificou após Prigozhin acusar o governo russo de promover um ataque contra acampamentos da organização. Após a mediação do Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, Prigozhin concordou em retirar os seus mercenários e transferir a sua base para o território daquela antiga república soviética.
Depois de acusá-lo de traição, o Presidente russo, Vladimir Putin, recebeu-o no Kremlin, após o que Prigozhin anunciou o reinício das operações do grupo Wagner em África, onde este grupo também actua para aumentar a segurança para mineradoras russas. Aliás, ainda ontem foi transmitido um vídeo do próprio Prigozhin em território africano. Também há conhecimento sobre a presença de combatentes deste grupo na Síria.
Fontes:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/08/23/prighozin-queda-aviao-video.ghtml
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/queda-de-aviao-na-russia-prigozhin-pode-estar-vivo_v1509204
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