25 mil vítimas civis! Um número grande não é?
Mas é este o número que a organização não governamental Save The Children nos aponta como o número de vítimas civis desde o início da intervenção russa no território ucraniano.
Não é apenas um número, são pessoas, gente com família e com amigos, sendo que destes, 1624 são vítimas menores de idade. 532 acabaram mesmo por morrer e isto só neste conflito.
Os mísseis não escolhem alvos - são os homens que os escolhem, são os homens que se atacam, se matam e hipotecam assim o futuro de um país, de uma cidade, de uma comunidade. Com bombardeamentos, se mata a infância de centenas de meninos e meninas.
Esta organização, que tem sede em Londres e que acompanha os conflitos armados ao redor do globo, afirma que três crianças morrem ou ficam feridas diariamente na Ucrânia por causa da intervenção militar da Rússia e que um grande número apresenta sequelas psicológicas. Mais de 90% dos casos, são vítimas de armas explosivas com um grande raio de ação e que são “especialmente mortais” para as crianças.
“Os edifícios civis, incluindo escolas, hospitais e outras infraestruturas civis, não deviam ser alvo de ataques, de acordo com as leis da guerra." Mas a verdade é que são, a guerra não tem "regras"... Em março de 2022, logo no início da guerra, marcou-se como sendo o mês mais mortífero da invasão russa no que diz respeito a crianças: mais de 240 crianças mortas e 260 feridas.
Em 2023, foi o mês de junho o mais mortífero para as crianças ucranianas, com 54 vítimas infantis. Estes números são assustadores, uma vez que sabemos que não se trata apenas de contar as que perdem a vida - faltam as que ficaram feridas, amputadas, incapacitadas para o resto da sua vida. Faltam as que fugiram, sozinhas ou com a família, as que foram levadas, aquelas que não se sabe onde estão.
Acrescentem-se aqui as angústias psicológicas, os traumas que terão de enfrentar, paralelamente à ameaça de morte constante ou receio de ferimentos físicos, provocadas pelos alertas de ataques aéreos, ataques com mísseis e bombardeamentos contra o país. E estes danos... os que ficam marcados na memória, os que lhes arrepiarão a pele sempre que ouvirem um avião a passar ou um foguete no ar.
Do outro lado, a Rússia também teve muitas baixas. Até dezembro de 2022, a Rússia sofreu a perda de 20 mil soldados mortos em combate.
Fontes:
Sem comentários:
Enviar um comentário