Uma tentativa de golpe de Estado, ocorreu hoje na Guiné-Bissau e provocou "11 mortos, entre militares e civis." O tiroteio, que durou cerca de cinco horas, aconteceu no Palácio do Governo e foi "levada a cabo por um grupo de soldados guineenses." Também o Palácio Presidencial foi ocupado.
O presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, afirmou que este foi um “acto bem preparado e organizado e que poderá também estar relacionado com gente relacionada com o tráfico de droga."
A situação não é nova. "Nos últimos 18 meses houve três golpes militares em países da África Ocidental – Mali, Guiné-Conacri e Burkina Faso. A Guiné-Bissau também tem um longo historial de golpes e tentativas de golpes de Estado, e de interferência das Forças Armadas no poder político."
A tensão pode ter tido origem numa situação ocorrida no final de 2021, quando o Governo "mandou reter no aeroporto de Bissau", um avião "Airbus A340", que tinha "vindo da Gâmbia, com autorização presidencial." Nuno Nabiam, primeiro-ministro, "decidiu impedir o avião de sair do país por suspeita de que teria armas a bordo e anunciou uma investigação externa." Em várias ocasiões, Sissoco Embaló ameaçou "com a dissolução" do parlamento.
Não nos esqueçamos que Sissoco Embaló se autoproclamou presidente da Guiné-Bissau, a "27 de fevereiro de 2020, numa cerimónia realizada numa unidade hoteleira de Bissau, enquanto ainda decorria um contencioso no Supremo Tribunal de Justiça sobre os resultados das eleições, interposto pelo seu adversário na segunda volta das presidenciais, Domingos Simões Pereira." De seguida, Embaló demitiu o governo "liderado por Aristides Gomes, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das legislativas de março de 2019, e nomeia Nabiam como primeiro-ministro."
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