A 18 de agosto de 1820, a Burguesia mercantil, em especial a "guarnição do Porto" que "via os seus negócio ameaçados com a abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional" e que estava revoltada com a falta de pagamentos, inicia aquela que viria a ser conhecida como Revolução Liberal, contando "com o apoio de todas as camadas sociais (Nobreza; Clero e Exercito Português)."
Este foi um movimento revolucionário que veio no seguimento da "invasão de Portugal pelas tropas napoleónicas, em 1807" e que acabaria por "marcar o fim do Antigo Regime" e instituir a "Monarquia Constitucional." A Monarquia Constitucional, através da "Constituição de 1822" viria a consagrar os "direitos individuais de liberdade, segurança e propriedade de todos os portugueses."
O mercantilismo tem o seu início no século XVI, mas a sua aplicação é mais notória no século XVII, estando "intimamente ligada ao Antigo Regime, não só por uma forte intervenção do Estado na economia e na finança, como pelo protagonismo crescente de uma burguesia industrial, mercantil e financeira que, nas cidades, ao garantir a produção manufactureira, dominava as rotas comerciais e o sistema financeiro."
Este grupo era responsável pelo "tráfico marítimo internacional, controlando as rotas comerciais," e também era responsável por investir na "produção industrial," e na atividade bancária. O objetivo principal deste grupo era "exportar o máximo e importar o mínimo," assentando "no princípio do poder monetário." Esta política mercantilista foi então responsável pela "criação de companhias comerciais – empresas privadas associadas aos governos – para a exploração colonial," em que "cada colónia só podia estabelecer relações comerciais com a metrópole respetiva." Assim, "o estado colonizador controlava a circulação de mercadorias e as remessas de riquezas," levando à expansão ultramarina e ao "desenvolvimento económico europeu."
No entanto, nem todos os países seguiram as mesmas orientações. No caso de Espanha, a "política levada a cabo" para "com as colónias americanas ricas em metais preciosos, foi totalmente diferente da implementada em Inglaterra que incentivava a produção manufatureira e a protegia da concorrência externa através de pautas alfandegárias." Já em "França, o governo intervinha fortemente na economia, criando manufacturas e desenvolvendo a marinha mercante", enquanto na Holanda, "o desenvolvimento da indústria manufatureira" ficou aliada "à constituição de grandes companhias monopolistas comerciais vocacionadas para o comércio ultramarino: Companhia das Índias Orientais (Ásia) e Companhia da Índias Ocidentais (América)."
Fontes:
https://www.almaria.pt/edificio-dacorte/datas-portugal
https://ensina.rtp.pt/explicador/objetivos-e-medidas-da-politica-mercantilista-h52/
Sem comentários:
Enviar um comentário