O Conselho Nacional de Saúde, reuniu hoje, extraordinariamente, para dar o seu aval à retoma de algumas actividades e à reabertura das escolas. Este órgão de consulta do Governo na definição de políticas de saúde de apoio ao Ministério da Saúde, de acordo com as suas competências analisou a evolução da pandemia COVID-19 e considerou que a informação que dispõe é insuficiente para uma proposta fundamentada quanto às melhores opções de resposta à epidemia em Portugal, nomeadamente no que respeita à abertura das escolas, ou seja, parece que nos vamos manter em casa.
Tem sido complicado lidar com as notícias que vão dando conta do significativo aumento dos casos Covid. Há zonas do país que têm sido mais afetadas do que outras. Mas ainda existem pessoas muito (mas quando digo muito, é mesmo MUITO) descuidadas e que devem achar, quer-me parecer, que isto é uma brincadeira. Basta ver os gráficos com os números a subir e, olhar ao redor para ver a falta de cuidado, ler as publicações de algumas pessoas no Facebook ou ouvir alguns comentadores na televisão.
No sábado, o boletim epeidemiológico dava conta de 1075 pessoas internadas, 251 dessas nos cuidados intensivos (mais seis que na sexta-feira), e 75 pessoas recuperadas, mais sete que no dia anterior.
No domingo, o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), dava conta de 1084 pessoas internadas, 267 dessas nos cuidados intensivos, e 75 pessoas recuperadas. Há 4962 pessoas a aguardar resultado laboratorial e 23.209 estão sob vigilância das autoridades de saúde.
Os números são sempre sobre as 24 horas anteriores, por isso, estamos a correr contra o prejuízo. As maiores cidades são as que apresentam os valores mais altos - o que é natural, devido à densidade populacional - mas casos como aqui o Seixal, que está com valores acima dos 100 casos, também são preocupantes. As deslocações da população que continua a ter de ir trabalhar é um dos fatores a considerar, mas outro é a falta de cuidados em encontros e festas.
Dá a ideia que é cada um por si e que há pessoas que só pensam no seu umbigo. A mim, também me custa estar em casa, porque apesar de continuar a trabalhar, não faço ideia sequer se vou ser ressercida das horas que estou a fazer, muitas vezes, bem mais do que se estivesse no meu local de trabalho. Mas para já a minha segurança e a do meu filho estão em primeiro lugar, por isso, enquanto conseguir, fico em casa.
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