Desde o dia 13 de janeiro, que estamos um pouco agarrados ao ecrã para tentar saber o que se passa com um bebé que caiu num poço em Málaga. Estamos verdadeiramente ansiosos pela saída do pequeno Julien, de apenas 2 anos, do poço onde caiu no passado domingo, enquanto brincava, com a consciência plena de que aqueles pais não queriam agora nenhum daquele mediatismo, apenas voltar a ter o filho nos braços.
O poço de que se fala é na verdade um furo de prospeção de água com cerca de 110 metros de profundidade e com um diâmetro de apenas 25 centímetros, por onde coube o bebé, mas no qual não cabe mais ninguém (nem sequer material) para o conseguir resgatar.
Os trabalhos têm decorrido incessantemente, mas é uma corrida contra o tempo - não obstante os ferimentos que ele possa ter e de ser incontornável que é um bebé, sozinho, dentro de um buraco sem ter como se mexer, que a estar vivo, estará cheio de dores, de frio e de fome, além de que bastante assustado.
Vicky e José, os pais, recebem assistência psicológica enquanto esperam que Julen apareça vivo. “Estou vendo um pouco de luz”, diz o pai aos jornalistas. “Dou minha vida pelo meu neto, já não sou mais necessária”, afirma a avó materna.
A última coisa que souberam dele foi quando o pai do menino, na corrida, jogou-se no chão para esticar o braço, pensando que o poço não era profundo e que poderia agarrar o menino. Segundo relatou ao jornal Sur, ele disse ao filho que seu pai estava lá, e que seu irmão Oliver, que morreu em 2017, os ajudaria. Escutou o menino chorar, e depois não ouviu mais nada. Não só era o segundo filho que sofria um acidente grave, depois da morte do primeiro. Quis a má sorte que caísse num buraco por onde não cabe ninguém maior que ele, e que ainda por cima se tapou depois da queda, numa área com um desnível muito complexo para trabalhar e deslocar a terra, no alto de um caminho quase inacessível para máquinas pesadas.
A esperança tem-se vindo a perder...passam as horas e quando cai a noite e as temperaturas teimam em descer, faz a todos perceber que o pior pode já ter acontecido.
Em Totalán, um povoado cheio de oliveiras, amendoeiras, alfarrobeiras e muita vegetação no sul da Espanha, os vizinhos trabalham a terra, de onde obtêm sobretudo abacates e mangas. Apesar do clima subtropical, a região é extraordinariamente seca e costuma ter problemas de água. Na verdade, durante o verão a maioria dos povoados da comarca de La Axarquia sofre cortes de abastecimento em determinados horários. Esse é o motivo pelo qual tantos imóveis têm poços artesianos, muitos deles sem fiscalização das autoridades; são feitas prospecções em busca de um tesouro, que aqui é a água, e se esta não é encontrada até determinada profundidade, lacra-se o poço e vai-se embora.
Não é só em Espanha que existem estes furos de prospeção e a verdade é que devemos estar muito atentos.
Um outros caso, parecido, aconteceu há quase 30 anos, no Texas, tendo a menina sido salva com vida cerca de 58 horas depois (ou seja dois dias e meio, mais ou menos). Jessica tinha apenas 18 meses. O pequenoJulien, já está dentro do buraco há quase uma semana.
Fontes:
https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/a-ultima-foto-de-julen-a-poucos-metros-do-poco
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/16/internacional/1547640707_573627.html
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