Um bebé não é um objeto de quem se tome posse, venda ou compre. Não é um artigo que se publicite, que se anuncie. Mas há quem ganhe dinheiro na venda de bebés. Crianças geradas no seu ventre com o fim de serem vendidas a quem mostrar interesse na sua compra. O que leva um casal a pensar que produzir e vender filhos, pode ser um negócio rentável? Ao que chega a humanidade quando se traficam os próprios bebés, que gente é esta tão sem amor?
Em dezembro do ano passado, chegou à PJ uma denúncia anónima que alertava para um esquema de tráfico de bebés. De acordo com a polícia Judiciária, os criminosos eram residentes na área do Porto e Vila do Conde, e foram "indiciados da prática de quatro crimes de tráfico de seres humanos, concretizados na alienação de crianças recém-nascidas, bem como de igual número de crimes de falsificação de documentos autênticos."
O casal responsável por este "negócio", composto por uma mulher de nacionalidade brasileira e por um homem de nacionalidade portuguesa, terá vendido quatro bebés (entre 2011 e 2017) para cidadãos portugueses residentes noutros países da União Europeia. Os bebés, nascidos e registados em Portugal, eram todos filhos biológicos da detida, enquanto a paternidade se pensa que fosse falsificada de forma a facilitar a saídas das crianças do país - ou seja, o comprador, seria o "pai" que figuraria no registo de paternidade. Crê-se que as crianças fossem mesmo geradas com o intuito de venda, as quais terão acontecido a valores bastante elevados.
A mulher, agora detida, tem outros filhos ainda menores, quantos são não está confirmado, mas serão todos mais velhos do que os entretanto vendidos. Os vizinhos começaram a estranhar ver a mulher grávida, mas depois os bebés não apareciam. Ainda não se sabe se os partos terão ocorrido em casa ou em ambiente hospitalar, o que também levanta a questão sobre se haverão outros elementos envolvidos.
Entre os casais que compraram estas quatro crianças - atualmente com idades entre um e sete anos - "estão cidadãos portugueses", disse o diretor PJ Porto, Norberto Martins, acrescentando que as crianças estão em países da União Europeia e que a polícia sabe onde se encontram. A investigação acredita que existia um ou mais intermediários a facilitar a venda das crianças, que chegaram a ser vendidas por cerca de 20 mil euros cada.
Dá que pensar... qual é o preço de um bebé? De um ser humano?
Fontes:
https://www.dn.pt/pais/pj-prende-casal-suspeito-de-trafico-de-recem-nascidos-10346704.html
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