14/10/2018

100 anos depois - o que aconteceu ao caça minas Augusto de Castilho

Faz hoje precisamente 100 anos que o caça-minas português Augusto de Castilho, se afundou depois de uma luta desigual contra um submarino alemão. Para a história fica a bravura de todos os que iam a bordo e do comandante que lutou até ao fim.


O mundo estava ainda envolvido na 1ª Guerra Mundial, na qual o nosso país participou "ao lado da Inglaterra e dos restantes Aliados." Esta participação não foi muito bem vista, mas cabia a Portugal defender as suas colónias africanas. A "9 de Março de 1916, após ver aprisionados alguns dos seus navios ancorados nos portos portugueses, a Alemanha declara guerra a Portugal."


Nos últimos dois anos de guerra, muitos dos soldados portugueses seriam "vitimados pelos gases tóxicos, pelo combate homem a homem e pelas deploráveis condições em que viviam meses a fio, nas trincheiras, sem serem substituídos," depois de milhares terem sido colocados em combate na zona da Flandres. Em 1918, quando as tropas portuguesas se preparavam para ser finalmente substituídas, a artilharia alemã bombardeou fortemente as suas posições, provocando muitos mortos. "Os sobreviventes seriam remetidos para a retaguarda dos Aliados, integraram as forças inglesas ou foram limitados a escavar trincheiras."


A 14 de outubro de 1918, o navio português Augusto de Castilho, que "escoltava o paquete S. Miguel," foi atacado e afundado "depois de um combate desigual com um submarino alemão," um dos três cruzadores-submarinos "U-139", construídao nos "estaleiros Krupp." Esta era uma das "autênticas máquinas de destruição," armadas com "potentes canhões," com as quais a Alemanha atacava. Surgiam de surpresa "a velocidades nunca inferiores a 15 milhas, esmagando os adversários com o corte das suas comunicações, tão imprescindíveis." Já o navio português, era um pequeno vapor de apenas "500 toneladas" e que tinha sido alterado para caça-minas e baptizado de Augusto de Castilho. Na proa tinha apenas "uma peça de calibre 65 mm e na popa outra de 47 mm."


O paquete S. Miguel levava a bordo 206 passageiros, e "ao longo de cerca de duas horas de combate," o Augusto de Castilho conseguiu impedir que "o submarino capturasse o paquete. Com armas de calibre inferior às do inimigo, o comandante Carvalho Araújo tinha poucas possibilidades de sair vitorioso do confronto, sendo morto já nos momentos finais do combate." 


Deste confronto resultaram além do comandante, mais seis vítimas mortais.


Fontes:


https://ensina.rtp.pt/explicador/a-participacao-portuguesa-na-i-guerra-mundial-h84/


https://ensina.rtp.pt/artigo/o-afundamento-do-augusto-de-castilho/


https://www.portugal1914.org/portal/pt/historia/a-guerra-1914-1918/item/7968-duelo-mortal-a-historia-do-ultimo-e-heroico-combate-do-augusto-de-castilho

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