No Afeganistão, a instabilidade continua a ser visível após uma série de novos ataques. O ano ainda vai no início e já são vários os casos retratados nas notícias. Começa quase a ser uma banalidade, de tão frequente que é, mas isto não pode ser considerado como rormal. Mas o que é que nós podemos fazer? Basicamente, nada, a não ser continuar a divulgar, noticiar e não deixar cair no esquecimento.
O que é que nós temos a ver com isto? Talvez nada ou talvez tudo. Não sei e isso agora não importa, porque o que aqui está em causa é a morte de pessoas que estavam apenas a viver a sua vida, a tentar ter uma vida normal, mais um dia normal...
Um bombista suicida matou hoje pelo menos duas pessoas e feriu outras sete após se fazer explodir em Cabul. O ataque ocorreu na área de Shash Darak, perto da sede da NATO e não muito longe da embaixada dos Estados Unidos. O grupo Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque de Cabul num comunicado publicado seu site.
Pelo menos 18 soldados foram mortos num atentado na província ocidental de Farah e outros dois ficaram feridos. O número de mortos poderá aumentar nas próximas horas. Neste caso tratou-se de um posto de controlo que foi atacado por insurgentes talibãs. Num comunicado, o porta-voz dos talibãs, Qari Yusouf Ahmadi, afirmou que este ataque foi da responsabilidade do grupo.
Por outro lado, um responsável afegão disse que pelo menos três pessoas dos serviços de segurança do país foram mortas em atentados suicidas separados na província de Helmand. Um carro armadilhado, que chegou a ser atingido pelas armas dos soldados do exército afegão, conseguiu chegar à entrada da base do exército no distrito de Nad Aali, matando dois soldados e ferindo um outro.
Um outro bombista suicida atacou perto de outra base militar na capital de Helmand, Lashkar Gah, sendo que uma pessoa dos serviços de segurança foi morta e outros sete civis ficaram feridos. O porta-voz dos talibãs informou também que ambos os ataques suicidas em Helmand foram de responsabilidade do grupo.
Segundo o relatório anual da ONU, em 2017, perto de 3,5 mil pessoas morreram e cerca de 7 mil sofreram ferimentos. Os números representam uma descida em relação ao ano anterior. É a primeira vez que isso acontece desde 2012. A ONU refere ainda que ataques suicidas e bombas caseiras causaram o maior número de mortos e feridos, mostrando a intenção de atingir civis, não poupando mulheres nem crianças. Segundo dados da mesma entidade, a responsabilidade em 65% dos casos, é atribuída às forças que lutam contra o governo. Seguem-se os Talibã, culpados por 42% vítimas. O movimento terrorista autodenominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, foi responsável por 10% das vítimas. Noa no passado, 2017, o maior ataque foi o de 31 de maio, em Cabul, quando um homem-bomba causou a morte de 92 pessoas e feriu perto de 500.
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