31/05/2024

Subida de temperatura - o drama dos mais pobres

O calor chegou em força a Portugal continental e muitos já se dirigiram hoje até à praia. Eu por mim, nestes dias mais quentes, prefiro os fins de tarde para sair de casa e se tal me for possível, passo as horas de maior calor a descansar. As temperaturas por aqui passaram dos 35 graus e poderá ter chegado quase aos 40 em algumas zonas do país. 


Mas isso fica aquém das altas temperaturas que têm estado a afetar o leste da Índia e o Paquistão e que, já ultrapassaram os 50 graus! Na quarta-feira, registaram-se 52,3 graus Celsius na capital da Índia, Nova Deli ("embora este valor possa ser revisto depois de o departamento meteorológico verificar os sensores da estação meteorológica que registou a leitura").


"As autoridades alertaram que a água pode vir a escassear." Apesar de serem normais as altas temperaturas (no ano passado o número de mortos por ondas de calor, nesta mesma altura atingiu a centena de vítimas), estes períodos são cada vez mais frequentes e mais severos. Espera-se que as temperaturas comecem a diminuir progressivamente, mas o número real de vítimas pode ainda vir a aumentar. 


O "Paquistão também está a ser afetado por fortes vagas de calor, com um pico de temperatura no domingo avaliado em 53 graus celsius em Sindh, uma província fronteiriça da Índia." Hoje os números divulgados já ultrapassaram os 20 mortos, devido a situações de insolação (que levam rapidamente à desidratação).


Já no "nordeste do país," foram registadas "violentas rajadas de vento e chuvas torrenciais à passagem do ciclone Remal, que no domingo provocou mais de 65 mortos na Índia e no Bangladesh" e destruiu cerca "de 30.000 casas." Os danos e as mortes deveram-se, na sua maioria, à fragilidade das habitações e ao desabamento de diques. Qualquer alteração climática terá sempre um efeito mais nefasto nas zonas mais pobres do mundo e, num mesmo país, o drama é ainda maior quando uma parte da população está sem água e outra luta contra cheias devastadoras.


Fontes:


https://sol.sapo.pt/2024/05/29/altas-temperaturas-nova-deli-regista-temperatura-recorde-de-523-graus/


https://expresso.pt/internacional/2024-05-29-capital-da-india-regista-temperatura-recorde-de-523-graus-celsius-f7c15722


https://expresso.pt/internacional/2024-05-27-ciclone-causa-10-mortos-e-destroi-mais-de-30-mil-casas-no-bangladesh-4e9598c7


https://www.publico.pt/2024/05/31/azul/noticia/india-onda-calor-tera-causado-menos-24-mortos-24-horas-2092404


 

25/05/2024

Faleceu o Embaixador de Portugal em Cabo Verde

Paulo Jorge Lopes Lourenço tinha apenas 52 anos e terá sido, ao que se sabe, vítima de enfarte. O acontecimento deu-se ao final do dia de ontem, na cidade da Praia, depois de uma caminhada. Durante o dia, tinha participado "em atividades públicas no centro histórico da Praia e na Escola Portuguesa de Cabo Verde."


O corpo será repatriado para Portugal.


Paulo Lourenço, nasceu a 10 de março de 1972, em Angola e era "diplomata de carreira desde 1995." Desempenhou funções em Luanda, Londres, Sarajevo, Bósnia e Belgrado. Foi Consul-geral de São Paulo, no Brasol, entre 2012 e 2018 e, mais recentemente, chefe de direção geral de Política e Defesa Nacional entre 2020 e 2022, "funções nas quais negociou o novo programa-quadro de Defesa entre Portugal e Cabo Verde para o período 2022 a 2026."


Fontes:


https://observador.pt/2024/05/25/embaixador-de-portugal-em-cabo-verde-morreu-de-enfarte-cardiaco-fulminante/


 

24/05/2024

Uso de drones para proteger fronteiras... os avanços russos e os seus apoiantes

Numa extensão que vai desde a Polónia até à Noruega, são seis os países que acordaram usar drones e outras tecnologias para proteger as suas fronteiras. Lituânia, Letónia, Estónia, Finlândia, Noruega e Polónia, vão "usar sistemas de vigilância" que lhes permitirão prevenir ataques hostis e "contrabando".


Enquanto isso, a Rússia terá mobilizado um grupo de "2000 soldados e oficiais", além de vários "mercenários experientes" oriundos do Regimento russo destacado em África, para combaterem nos ataques a Kharkhiv. Este alerta foi feito pelo Ministério da Defesa do Reino Unido. Este Regimento terá sido criado em dezembro de 2023. Segundo a acusação do governo britânico, estes homens terão sido "muito provavelmente enviados para a Síria, Líbia, Burkina Faso e Niger" e depois terão seguido para as fronteiras com a Ucrânia já em abril deste ano.


Segundo Kiev, o objetivo desta ofensiva em "Vovchansk, na província de Kharkhiv,"será levar à "rutura das linhas defensivas ucranianas, enfraquecidas por dois anos de guerra." E se a Ucrânia cair, que mensagem será dada à Rússia? O que será esperado daí em diante? Em que posição nos vamos colocar como Estado?


Sabemos que a Rússia tem muitos apoiantes - o que é natural, estejamos ou não de acordo com eles - e que uma guerra é, também, um "jogo" de tabuleiro que mexe com muito mais do que armamento, ataques e defesas. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, a China foi um dos países que se distanciou do contexto direto "de guerra, recusando-se a fornecer apoio militar," mas que no entanto nunca tomou uma posição condenatória das ações de Moscovo. Esse apoio tem sido visto em termos económicos, fazendo com que as sanções ocidentais aplicadas à Rússia, não se tenham mostrado eficazes. "Pequim comprou" mesmo "petróleo, carvão, cobre e níquel," à Rússia, "garantindo importantes fontes de rendimento ao Kremlin. Perante estas circunstâncias, o gigante asiático tem um interesse claro em impedir uma vitória ucraniana, já que esta fortaleceria o Ocidente e aumentaria o risco da queda de Putin."


A Bielorrússia, por sua vez, já todos sabemos que é um dos grandes apoiantes da Rússia. Este "estado, que anteriormente integrava a União Soviética, tornou-se num vassalo da Rússia. Sem grande interesse a nível económico e sem capacidade para ceder ajuda militar, a Bielorrússia é importante pela postura fiel que apresenta em relação aos planos políticos de Vladimir Putin." Foi mesmo a partir deste território que a invasão da Ucrânia teve início.


Já o Irão, "tem fornecido, desde o início da guerra na Ucrânia, um apoio militar sem precedentes à Rússia. As entregas de armamento passam, em grande parte, pelo envio de drones kamikaze, que têm aumentado a capacidade de ataque aéreo das forças de Moscovo." Também o Regime de Pyongyang, na Coreia do Norte, "é outro grande apoio militar para Moscovo. O regime norte-coreano tem fornecido enormes quantidades de munições - um elemento essencial numa guerra de longo prazo, na qual a rapidez de produção de armamento não acompanha as necessidade no campo de batalha."


Mas e os países africanos? Que benefícios tiram deste guerra? Bem, um desses benefícios foi conseguido na Cimeira Russia-África, realizada em 2023 e em que Putin se comprometeu a "fornecer cereais gratuitamente a seis países africanos." Entre os beneficiários estavam o "Burkina Faso, o Zimbabué, o Mali, a Somália, a República Centro-Africana e a Eritreia". Apesar de Angola se estar a aproximar cada vez mais das políticas do Ocidente, a verdade é que, anteriormente, os dois países tinham celebrado um importante plano de cooperação (anexado ao acordo de cooperação militar, técnico-militar e policial entre a Rússia e Angola para os anos 2014-2020), "cujos programas individuais" chegam "a prever a construção de fábricas de armamento com patente russa em território angolano." Este mesmo programa "previa o fornecimento de armamento aos três ramos das forças armadas angolanas, incluindo aviões de combate, vigilância e treino, mísseis e outras armas sensíveis à força aérea angolana; navios de patrulha à marinha ou construção de uma fábrica de artilharia e outra de armas ligeiras, modernização de blindados, e cedência de armas ligeiras ao exército e polícia angolanos."


No que respeita a Moçambique, "a Rússia assinou nos últimos anos vários acordos militares, um de proteção mútua de informações classificadas, em agosto de 2019, e outro de procedimentos simplificados para a entrada de navios de guerra russos em portos moçambicanos, em abril de 2018, seguido de um memorando de cooperação naval um ano depois." Não nos podemos esquecer que a Rússia enviou "o grupo paramilitar Wagner para combater a al-Shabab em Cabo Delgado, numa operação efémera, que se saldou por um fracasso dos mercenários russos."


A própria Guiné-Bissau, "para além do perdão da dívida na ordem dos 26 milhões de euros, anunciado pelo Governo russo em março último," também surge "nos registos oficiais russos como signatária, em novembro de 2018, de um acordo de cooperação técnico-militar." Haverá um aproveitamento das fragilidades destes países, ou será a ganância dos seus governantes e altas patentes que aqui está em causa?


Fontes:


https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2567990/paises-da-nato-vizinhos-da-russia-vao-erguer-muro-de-drones


https://observador.pt/2024/05/24/londres-avanca-que-russia-mobilizou-unidades-de-africa-para-ofensiva-em-kharkiv/


https://www.jn.pt/8090083123/quem-sao-os-aliados-internacionais-que-sustentam-o-regime-de-vladimir-putin/


https://www.publico.pt/2023/07/27/mundo/noticia/putin-promete-cereais-gratuitos-seis-paises-africanos-2058337


https://expresso.pt/internacional/2024-05-19-acordo-militar-com-angola-e-o-mais-ambicioso-dos-assinados-pela-russia-com-os-palop-e602bda2


 

23/05/2024

Sobre os desaparecidos em Portugal...

Volta não volta, são dadas notícias sobre mais um desaparecimento. Uns acabam por aparecer, através de buscas ou mesmo voluntariamente, mas outros, infelizmente, nunca chegam a aparecer. As situações mais críticas, ou que causam mais alerta social são, sem dúvida, as que envolvem crianças.


Em 2023, as "autoridades registaram o desaparecimento de 1010 crianças e jovens em Portugal." Destas, felizmente todas foram "encontradas, segundo dados da Polícia Judiciária (PJ)."


De acordo com a PJ números, destas "1010 crianças desaparecidas em 2023, 179 tinham menos de 14 anos, enquanto as restantes 831 se situavam entre os 14 e os 17 anos de idade." Estes números, incluem também aquelas crianças e jovens que estão "institucionalizadas e que têm vários desaparecimentos ao longo do ano,” o que pode inflacionar estes números.


Devido a uma maior anutonomia e facilidade de deslocação, são aqueles entre os 14 e 17 anos, os casos mais complicados de resolver. Muitas vezes, há também a dispersão de dados, uma vez que a "informação sobre pessoas desaparecidas está dispersa em Portugal por diferentes autoridades." Informação essa, que segundo Miguel Gonçalves (inspetor-chefe da Polícia Judiciária), deveria estar centralizada.


Fontes:


https://observador.pt/2024/05/22/cerca-de-1-000-criancas-foram-registadas-como-desaparecidas-em-portugal-em-2023/


https://expresso.pt/sociedade/2024-05-22-mais-de-1.000-criancas-foram-registadas-como-desaparecidas-em-2023-752a2e52


 


 

22/05/2024

Em defesa da Palestina, universitários pedem corte de relações com Israel

As manifestações estudantis que exigem o corte das relações com Israel começaram pelos EUA e rapidamente se espalharam ao Canadá, México, alguns países da Europa e à Austrália.


Em Espanha, a Universidade Pública de Navarra, começou por tomar a decisão de "cortar relações com centros israelitas que não rejeitem crimes contra a humanidade," seguindo-se "a Pablo de Olavide, de Sevilha," que também rompeu "todas as relações atuais e futuras com empresas e centros educacionais em Israel."




Entretanto, por cá, num "documento subscrito por 65 académicos," pede-se a priorização ética daquilo que se passa em Gaza, mostrando como exemplo uma comunidade onde se "ensina a resistir, mesmo em condições inimagináveis, aos intentos colonizadores e neoimperialistas" ao mesmo tempo que "elucida, sobre o quanto mais fortes que a repressão podem ser as ideias e o saber que continuarão resistentes mesmo debaixo dos bombardeamentos contínuos de já há longos sete meses".

 

Apesar de todas as instituições terem sido destruídas,  "uma prova de mestrado" foi mesmo assim efetuada "no interior de uma tenda num campo de refugiados" o que demonstra uma enorme capacidade de resiliência.

 

Assim, estes académicos exigem à "Universidade do Porto que não tenha relacionamento com o Estado de Israel, com empresas e instituições israelitas, ou em que estas estejam envolvidas, que, de qualquer forma, contribuam para a ocupação da Palestina e para a prossecução da guerra contra o Povo Palestiniano, e que denuncie acordos de colaboração que tem com as Universidades de Israel". Proclamam ainda, "a necessidade de criar e intensificar a cooperação com as instituições de ensino e de investigação palestinianas, num compromisso que a U. Porto deve assumir com o direito à educação, à liberdade de investigação científica e à ciência como instrumento de progresso e de paz", exigindo também "uma política de transparência relativamente a este assunto para que os subterfúgios e equívocos não possam ser mais evocados."

 

Os protesto começaram no dia 08 deste mês e têm-se vindo a acentuar, tendo sido esta segunda-feira, que as coisas se complicaram, com a ocupação da universidade, a qual exigiu a presença das autoridades.

 

Fontes:




 

 

 


21/05/2024

Região de Nápoles sente abalos sucessivos

Na região italiana de Nápoles, têm sido sentidos vários sismos nos últimos dias, o maior dos quais terá chegado aos 4.4.


"A proteção civil accionou a Unidade de Crise em Nápoles e nas cidades vizinhas de Pozzuali e Bacoli, que se situam na caldeira vulcânica dos Campos Flégreos," devido ao aumento da atividade sísmica. Alguns edifícios sofreram pequenos danos, mas não houve registo de quaisquer vítimas. 35 famílias foram retiradas de suas casas na região de Nápoles, onde as escolas foram também encerradas, devido à ocorrência "de cerca de 150 sismos." Esta zona tem "cerca de meio milhão de habitantes."  Quatro centros de acolhimento foram preparados para receber "os habitantes que procuram abrigo para passar a noite, enquanto as escolas serão inspecionadas pelos bombeiros," de forma a saber se estão seguras.


"O vulcão, que se estende por um perímetro de 15 por 12 quilómetros, apresenta a típica depressão de fundo plano, deixada após uma erupção", sendo esta a maior "caldeira ativa na Europa," situada na "orla marítima entre Nápoles e Pozzuoli."


Fontes:


https://www.dnoticias.pt/2024/5/21/406214-napoles-registou-durante-a-noite-mais-de-150-sismos-sem-vitimas/


 

20/05/2024

Presidente do Irão morre em acidente

Um acidente de helicóptero terá ontem vitimado o presidente do Irão, Ebrahim Raisi. O acidente aconteceu ontem, quando o aparelho se despenhou "na zona de Kalibar e Warzghan, na província do Azerbaijão Oriental, no noroeste do país."


Segundo as autoridades iranianas, o "helicóptero que transportava Raisi e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, foi localizado esta segunda-feira numa montanha no noroeste do Irão, sem quaisquer sobreviventes." O presidente e a restante "comitiva regressava da fronteira com o Azerbaijão, onde Raisi inaugurou uma barragem com o seu homólogo azeri, Ilham Aliyev."


Foram já diversas as "reações internacionais", entre os quais Israel que descartou logo qualquer tipo "de responsabilidade." Segundo o Crescente Vermelho, "os restos mortais de Raisi e dos outros oito passageiros que seguiam no helicóptero" já terão sido recuperados. Não sei se este é o número correto, mas falaram-se em "65 equipas de salvamento" presentes no terreno durante as buscas, acrescentando-se aqui também a notícia de que a Rússia terá ainda enviado "uma equipa de socorro com 47 especialistas, veículos todo-o-terreno e um helicóptero."


"Teerão confirmou entretanto que o vice-presidente Mohammad Mokhber passa a chefe de Estado interino," e que não haverá perturbação no que respeita à estabilidade do país. O Hamas já "enviou uma mensagem de condolências pela morte do presidente do Irão," que considerou como "um dos melhores líderes iranianos", e que prestou "um apoio valioso à causa palestiniana". No Líbano, o Hezbollah também "apresentou as suas condolências aos dirigentes iranianos," descrevendo o presidente Ebrahim Raissi como um "protetor dos movimentos de resistência" contra Israel na região. Também o "emir do Qatar, Tamim bin Hamad al Thani, e os rebeldes xiitas Houthi do Iémen expressaram" hoje as suas condolências "ao Irão pela morte do presidente."


"O Paquistão declarou um dia de lutodevido à morte do presidente do Irão e do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros. Também os chefes de Estado da Venezuela, da Índia e do Iraque transmitiram a Teerão condolências pelo acidente de domingo." Outro líder que enviou as suas condolências, foi Kim Jong Un, da Coreia do Norte, que "enviou uma mensagem de condolências ao presidente interino do Irão, Mohammad Mokhber." Muitos outros líderes se mostraram tristes e consternados com o acidente ocorrido.


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/mundo/governo-do-irao-confirma-morte-do-presidente-ebrahim-raisi-e-afasta-perturbacao_n1572759


https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2564221/ao-minuto-morte-de-raisi-nao-causara-perturbacao-quem-tomara-o-cargo


https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2564391/equipas-de-socorro-recuperam-corpos-de-vitimas-no-irao-eis-o-resgate


 

18/05/2024

Morte de embaixador em Moçambique sem investigação

Em Moçambique, no dia 11 de maio, morreu o embaixador da Rússia em Maputo, Alexander Surikov, mas apesar de não se saber ainda a verdadeira razão da sua morte, não irá haver qualquer investigação, nem sequer uma autópsia, por indicação superior, como nos fazem saber as notícias que circulam.


Alexander Surikov, tinha 68 anos, e tinha sido "nomeado por Vladimir Putin para o cargo de embaixador de Moçambique em 2017". O embaixador foi encontrado morto, no passado "sábado à noite," na sua "residência oficial em Maputo e, segundo a polícia moçambicana, as autoridades russas não autorizaram qualquer exame ao corpo, segundo informação anterior da polícia." O que se passa é que existe aqui um caso de imunidade diplomática.


"Ele deve ter falecido em casa, ou seja, isso é território russo e os russos têm plenos poder para decidir sobre o que fazer ou não a embaixador seu que faleceu em território russo, digamos", afirmou José Milhazes numa entrevista ao DW


Refira-se que, quando "o piquete policial chegou à morgue do Hospital Central de Maputo", o corpo tinha sido já "acondicionado”, ou seja, não chegaram a aceder ao corpo de forma a tirar essa conclusão. Segundo a versão preliminar da diplomacia russa é que se terá tratado de "um acidente vascular cerebral."


Fontes:


https://observador.pt/2024/05/16/ministerio-publico-mocambicano-renuncia-a-investigacao-a-morte-de-embaixador-da-russia/


https://cnnportugal.iol.pt/russia/mocambique/embaixador-russo-morre-em-mocambique-russia-impede-autopsia-e-fala-em-acidente-vascular-cerebral/20240512/6640e513d34e04989220c10f


https://www.dw.com/pt-002/medidas-russas-no-caso-da-morte-do-seu-embaixador-em-maputo-visam-evitar-especula%C3%A7%C3%B5es/a-69086062


 

16/05/2024

O lado mais negro da guerra

A guerra tem muitos lados, muitas cores, muitas razões... mas tem sobretudo muitas vítimas inocentes.


Desde o início da guerra, contam-se 35173 mortos e 79061 feridos. Os aviões bombardeiam diariamente edifícios de habitação, escolas onde se encontram refugiados. Debaixo dos escombros, estão corpos por recuperar porque os ataques continuam e as ambulâncias nem sequer se conseguem aproximar.


Em Gaza, após cada ataque, bebés e crianças enchem os hospitais. Os que sobrevivem aos ataques, sofrem depois a amputação de membros esmagados. A realidade é atroz. Muitas vezes, faltam medicamentos, analgésicos e antibióticos. "Mais de um milhar de crianças já tiveram membros amputados." Além de muitas serem "amputadas sem anestésicos para aliviar a dor", há ainda o problema da recuperação e do aumento da probabilidade de contrairem infeções.


E a verdade é que há poucos profissionais de saúde e, os que lá se mantêm, estão em constante sobressalto com receio de serem eles também vítimas dos atiradores israelitas. Também os que vão em auxílio são atacados. "Um trabalhador internacional da ONU morreu na segunda-feira e outro ficou ferido num ataque a um veículo das Nações Unidas perto da passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito e cujo lado palestiniano é controlado por Israel há uma semana."


Outro problema grave são os corpos que se encontram em decomposição e que são eles próprios uma fonte de propagação de bactérias e de doenças.


Tal como os ataques direcionados aos hospitais, as escolas e universidades têm sido alvos das tropas israelitas. No entanto, "Telavive diz não estar a visar diretamente o sistema de educação de Gaza e acusa o Hamas de utilizar estas infraestruturas de educação para camuflar atividades militares."


Desde novembro, que as escolas estão fechadas e que as crianças andam pelas ruas. Sobrevivem conforme podem. Muitas já perderam vários elementos da família e viram morrer amigos, mas têm de continuar. "Em várias regiões há escolas improvisadas em tendas que tentam garantir que os mais jovens continuam a ter acesso à educação, numa altura em que o conflito não tem fim à vista."


Fontes:


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-lado-dos-profissionais-de-saude-na-palestina-ha-uma-media-de-15-amputacoes-por-dia-principalmente-em-criancas-isto-ha-seis-meses-gaza-e-o-inferno-na-terra?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pelo-menos-82-mortos-e-234-feridos-nas-ultimas-24-horas-na-faixa-de-gaza


https://sicnoticias.pt/especiais/conflito-israel-palestina/2024-05-15-video-ha-mais-de-meio-ano-que-as-criancas-e-jovens-de-gaza-nao-tem-aulas-devido-ao-conflito-298e4aec


 


 

14/05/2024

Cheias no Afeganistão

O Afeganistão está também a viver uma situação de calamidade depois do norte do território ter sido atingido por fortes cheias. As chuvas repentinas provocaram deslizamentos de terras que "arrastaram casas, terras de cultivo, pessoas e animais, provocando mais de 300 vítimas mortais, entre elas 50 crianças."


Contabilizam-se já milhares de feridos e desalojados. Tendo em conta o caos "desencadeado por dias de chuvas incessantes e inundações que soterraram cidades inteiras e destruíram infraestruturas essenciais, como pontes e estradas, o regime talibã afirma que o número de vítimas poderá continuar a aumentar."


Muita da ajuda está a ser transportada de burro, uma vez que não há forma de fazer circular camiões nos acessos às regiões mais afetadas. A população pede ajuda, mas desde que os Talibã tomaram conta do país em 2021, a maioria das organizações internacionais reduziram bastante a sua presença. Apesar de tudo, a OMS já enviou para a zona afetada "7 toneladas de medicamentos e kits de emergência." A União Europeia também já tomou a decisão de "enviar 97 toneladas de bens essenciais."


Fontes:


https://radiocomercial.pt/noticias/152043/sobe-para-342-o-numero-de-mortos-nas-cheias-no-norte-do-afeganistao


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-05-13-video-afeganistao-indonesia-e-brasil-continuam-buscas-por-sobreviventes-das-cheias-a9498164


 

13/05/2024

Inundações e deslizamentos de terra matam na Indonésia

Há dias, falei nas cheias que estão a afetar o Rio Grande do Sul, no Brasil, mas não nos podemos esquecer que, noutras zonas do globo, fenómenos idênticos estão também a provocar destruição e morte. É o caso da Indonésia e do Afeganistão.


Na zona oeste da Indonésia, nos distritos de Agam e Tanah Datar, inundações repentinas, arrastaram correntes de lama e de lava fria do "monte Marapi, um vulcão na província de Samatra Ocidental" provocando a morte a pelo menos 12 pessoas. Ainda se procuram quatro desaparecidos. 


"A lava fria é o magma formado a partir dos vários materiais que constituem as paredes de um vulcão: cinzas, areia e rochas. Sob o efeito da chuva, estes materiais podem misturar-se e escorrer pela cratera." 


Mas esta não foi a única situação. Já na passada sexta-feira, 3 de maio, "aluimentos provocados por fortes chuvas atingiram a região de Luwu, no sul da província de Sulawesi." Nessa ocasião, perderam a vida 14 pessoas. "Mais de 100 casas ficaram gravemente danificadas e 42 foram arrasadas." Em março, inundações fortes levaram a vida a pelo menos 30 pessoas, mas o número pode ter sido muito superior uma vez que dezenas nunca chegaram a ser encontradas.


Fontes:


https://expresso.pt/internacional/asia/2024-05-12-pelo-menos-12-mortos-em-inundacoes-repentinas-na-indonesia-8a3e5285


https://expresso.pt/internacional/2024-05-04-aluimentos-de-terras-e-inundacoes-na-indonesia-fazem-15-mortos-c335a3bc


 

12/05/2024

Eurovisão 2024

A vitória este ano foi para a canção da Suiça, "The Code", interpretada por Nemo. "O tema, entre o rap, rock e a ópera, explora o processo de descoberta do artista como uma pessoa não-binária."
Portugal, ficou em 10º com a canção "Grito", que foi interpretada por Iolanda.


Mas o que mais marcou o festival deste ano, foram os protestos contra a participação de Israel. 




A cantora israelita, Eden Golan, de apenas 20 anos, conseguiu o seu lugar na final com a canção "Hurricane." No entanto, desde logo, a versão inicial foi criticada e "teve de ser modificada por se considerar que fazia alusão ao ataque do Hamas em Israel, a 7 de outubro." Na Finlândia, vários ativistas invadiram a sede da televisão nacional, exibindo frases como "Boicote a Eurovisão" ou "Parem o genocídio". Estes manifestantes afirmaram que "Israel está a usar a Eurovisão como plataforma para branquear a sua imagem com a participação da cantora Eden Golan." 


Entre as vozes contra, manifestaram-se também vários intérpretes, incluindo da própria representante portuguesa, que mostrou nas unhas, cores e simbolos ligados à Palestina, e no final da sua atuação fez um apelo à paz. No início, logo no desfile de apresentação, a cantora portuguesa apostou num "vestido de uma marca de um designer de origem palestiniana, com o padrão do lenço keffiyeh, um lenço associado à causa palestiniana."




Apesar de terem sido permitidos apelos à paz na Ucrânia e o uso das cores da bandeira (que ainda ontem pudemos ver representada no simbolo da Eurovisão), a situação da Palestina não teve ontem o mesmo tratamento. Podemos falar este ano em censura? Um exemplo disso, foi o facto do vídeo da atuação portuguesa, não ter sido logo publicado no site oficial, depois da atuação de Iolanda. "A União Europeia de Radiodifusáo (EBU), organizadora do festival, optou por publicar o vídeo da semi-final em que a cantora portuguesa tinha apenas as unhas brancas, sem símbolos da Palestina." Só quase uma hora depois da atuação e com os protestos da RTP, o vídeo foi colocado no site.


Poucos minutos antes do festival começar, registaram-se "várias detenções em Malmö, na Suécia, num protesto que decorria junto ao edifício onde decorria o evento. A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes."


Além dos apelos para que fosse vetada a participação de Israel, o Festival Eurovisão da Canção deste ano ficou "também marcado pela expulsão do representante dos Países Baixos, Joost Klein, anunciada horas antes da final deste sábado. De acordo com a EBU, o artista está a ser investigado pela polícia sueca na sequência de uma denúncia feita por uma mulher da equipa de produção," devido a um "incidente" ocorrido durante a semifinal do concurso.


É triste que um espetáculo tão bonito, esteja a ser cada vez mais afetado por motivos políticos e que não seja apenas um espaço de união. A música é essencial na vida dos povos, e tem sido ao longo dos anos um implusionador de mensagens políticas, mas não pode ser um fator de exclusão, na medida em que um artista não deveria ser conotado com o seu governo, mas sim e apenas com a sua música. É pena que ontem, se tenha assistido a extermos de ambos os lados e que os organizadores do concurso se tenham deixado afetar. Isso tirou a beleza à competição.


Fontes:


https://www.rtp.pt/noticias/cultura/suica-vence-o-festival-eurovisao-da-cancao_n1570884


https://sicnoticias.pt/cultura/2024-05-11-manifestantes-invadem-televisao-publica-finlandesa-para-exigir-boicote-a-eurovisao-ee32240d


 

11/05/2024

Condenar os ataques israelitas

Começaram por ordenar a saída dos refugiados dos "campos de Rafah e Shabura," bem como dos "bairros de Adari e Jeneina, cuja população" foi aconselhada a ir para a “zona humanitária” de Al Mawasi.


Além disso, "no norte do enclave palestiniano, Israel ordenou a saída de residentes entre Jabalia e Beit Lahia, que designou como zona de combate perigosa e pediu que se deslocassem para oeste da Cidade de Gaza." A justificação dada é estarem “a trabalhar em força contra as organizações terroristas na região" o que faz com que as famílias fiquem "expostas ao perigo."


As forças israelitas lançaram esta segunda-feira a sua “operação limitada” em Rafah, dando ordem de retirada a "cerca de 100 mil pessoas na periferia leste da cidade." No mesmo dia, "peritos da ONU para os direitos humanos" ficaram horrorizados perante "a descoberta de valas comuns com cadáveres de pessoas que tinham sinais de tortura, execução e de terem sido enterradas vivas pelos militares israelitas." De acordo com as notícias, "mais de 390 corpos foram descobertos nos hospitais Al Nasser e Al Shifa, incluindo de mulheres e crianças, muitos dos quais parecem ter sinais de tortura."


Na terça-feira, "assumiu o controlo da parte palestiniana da passagem de Rafah, que liga ao Egito." O exército colocou "tanques em Rafah," assumindo "o controlo da passagem fronteiriça com o Egito" e encerrando "os dois principais pontos de acesso da ajuda humanitária (Rafah e Kerem Shalom), uma medida considerada inaceitável pelos Estados Unidos."


Desde então, o exército tem realizado “ataques seletivos” com o objetivo de "capturar combatentes do Hamas no leste da cidade." Isto depois dos EUA terem suspendido "a entrega de um carregamento de bombas," em oposição à realização desta grande ofensiva que estava a ser "planeada pelas tropas israelitas em Rafah."


Como resultado destes ataques, esta quarta-feira, pelo menos "sete pessoas morreram," todos da mesma família, e "várias ficaram feridas num ataque áereo israelita em Gaza."


Ontem, foi apresentado pelos Emirados Árabes Unidos "em representação do Grupo de Países Árabes, e copatrocinado por cerca de 40 países," um "projeto de resolução" que "obteve 143 votos a favor - incluindo de Portugal -, nove contra e 25 abstenções dos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU)." Os países que votaram contra foram, por exemplo, "Israel, Estados Unidos ou Hungria" e abstiveram-se países como a "Ucrânia, Itália, Reino Unido, Alemanha ou Canadá." Com esta resolução, a Palestina ganha o direito ao "assento entre os estados-membros por ordem alfabética, a apresentação de propostas individualmente ou em nome de um grupo perante a Assembleia-Geral, a solicitação do direito de resposta, fazer declarações ou solicitar modificações na agenda, entre outros."


Hoje, um bombardeamento aéreo terá morto "15 pessoas" em Rafah, "de acordo com fontes oficiais do Hospital Kuwait, que opera na região". Em contrapartida, hoje foi anunciada a instalação de um "novo hospital de campanha em Dir al-Balah, na região de Gaza," pelas Forças de Defesa Israelitas.


Em vários países, têm-se feito manifestações de apoio à Palestina e que condenam as ações militares das forças israelitas. Hoje, "milhares de pessoas" juntaram-se numa manifestação, em Lisboa, "numa marcha iniciada junto à Fundação José Saramago e que terminou no Martim Moniz." Esta ação foi "convocada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Médio Oriente, entre outras associações." Na mesma, marcaram presença o "secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, o líder parlamentar do BE, Fabian Figueiredo, e a líder do PAN, Inês Sousa Real." Estes líderes acusam Israel de um crime de genocídio.



 


Fontes:


https://visao.pt/atualidade/mundo/2024-05-11-israel-ordena-evacuacao-de-areas-a-leste-de-rafah-e-norte-da-faixa-de-gaza/


https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2024-05-08-eua-suspendem-entrega-de-bombas-a-israel-por-causa-do-iminente-ataque-a-rafah-b4e45bac


https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2024-05-08-sete-mortos-e-varios-feridos-em-ataque-israelita-em-gaza-44e9b3f7


https://sicnoticias.pt/pais/2024-05-11-video-milhares-saem-a-rua-em-lisboa-em-defesa-da-palestina-935a48c8


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-05-10-assembleia-geral-da-onu-apoia-adesao-plena-da-palestina-e-da-lhe-novos-direitos-949343f4


https://observador.pt/2024/05/06/peritos-da-onu-horrorizados-com-valas-com-cadaveres-de-pessoas-sepultadas-vivas/


 

10/05/2024

Migrantes... morte em fuga da Guiné

Não se sabe ao certo em que dia partiram, mas terá sido em finais de abril. O desastre terá ocorrido nos primeiros dias deste mês. Confirmadas até agora 26 mortes, "a maior parte de pessoas que partiram de Matam, uma das comunas que compõem a cidade de Conacri." Terão perdido a vida "ao largo da costa do Senegal depois do seu barco ter afundado há alguns dias."


Os jovens que saem de Matam escolhem "a rota do Atlântico, que corre a oeste da costa africana e que deveria conduzir à Europa."


Todos os dias, homens, mulheres, jovens... crianças.... vão em busca de uma vida melhor, mas sem saber o que vão encontrar. Estes "refugiados e migrantes cruzam as fronteiras internacionais fugindo de conflitos, perseguições e da pobreza." Por vezes, sozinhos, outras, famílias inteiras. O risco de se meterem num barco que pode não chegar ao seu destino é altíssimo, mas eles arriscam. Buscam melhores condições, que nem sempre encontram. Muitas vezes, sem trabalho e a viver em situações de miséria, guerra, fome e medo, "muitos migrantes também deixam" os seus "países de origem à procura de melhores oportunidades de vida," enfrentando perigos vários.


Muitas vezes, acabam por ser "recebidos com alguma hostilidade e intolerância."


Fontes:


https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/naufragio-mata-26-jovens-guine-conacri-fala-de-hemorragia-migratoria?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques


https://observador.pt/2024/05/10/naufragio-mata-26-jovens-guineenses-conacri-fala-de-hemorragia-migratoria/


https://news.un.org/pt/focus/migrantes-e-refugiados


 

09/05/2024

Dia da Europa - as ameaças à paz e à estabilidade

Celebra-se hoje o Dia da Europa. A data foi escolhida pelo Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de junho de 1985 e celebrada pela primeira vez em 1986, de forma a assinalar a Declaração Schuman, e a necessidade de manter "a paz e a unidade do continente europeu."


Considera-se que a atual ideia de União Europeia, teve início com a proposta de Robert Schuman, que apresentou uma nova forma de cooperação política na Europa, que "tornaria impensável uma guerra entre os países europeus." No documento, de 9 de maio de 1950, destaca-se a frase:



"A paz mundial só poderá ser salvaguardada com esforços criativos à medida dos perigos que a ameaçam."



Em 2024, a ideia de uma Europa unida e democrática está presa por fios cada vez mais frágeis. Há muito que as ameaças têm sido ignoradas. Começando pela Lituânia, que alertou para a ameaça da Rússia em 2014, passando pelas palavras dirigidas à Finlândia que tem a maior fronteira terrestre da NATO com o território russo e que já disse estar na posse de "armas e equipamento militar armazenados na Noruega — e poderão fazê-lo igualmente na Suécia." Neste momento, é impossível falar em Europa sem referir a guerra na Ucrânia e a escalada do conflito naquela região. É impossível não nos lembrarmos das ameaças que constantemente são proferidas, seja em tom mais direto ou em tom mais irónico.  


Os EUA, já vieram também colocar em consideração, a possibilidade de usarem a Escandinávia como depósito de armas, "numa resposta clara à possibilidade de agressão russa contra um destes países do norte da Europa." E é por isto que não podemos descansar. É por isto que não podemos enfiar a cabeça na areia e ignorar o que se passa nas fronteiras que fazem parte do território europeu. A ideia de proteção mútua entre os países integradores da União Europeia, faz também com que, se um for ameaçado, os outros se coloquem também na sua pele e se sintam atacados, por meio de atos ou palavras. As palavras... essas que podem ter mais poder que um míssil e causar uma maior devastação, mas que tantas vezes são apenas palavras...


Esta semana, no discurso da tomada de posse de Putin, este referiu que estava aberto a dialogar com o ocidente de forma "sincera" - acrescentando as seguintes palavras: "veremos se continuam a travar o desenvolvimento do nosso país e a exercer pressão sobre o nosso país ou se procuram formas de cooperar connosco”. Um diálogo com cheirinho a ameaça...


Em 2024, são esses esforços criativos que estão a faltar. A guerra entrou pela porta da Eupopa, mas ainda não passou mais adiante por influência de vários fatores políticos. Espero, muito sinceramente, que as eleições europeias não nos venham a trazer nenhuma surpresa desagradável.


Fontes:


https://european-union.europa.eu/principles-countries-history/symbols/europe-day_pt


https://infoeuropa.mne.gov.pt/Nyron/Library/Catalog/winlibimg.aspx?doc=35178&img=2661


https://expresso.pt/internacional/russia/2024-05-07-putin-toma-posse-pela-quinta-vez-e-garante-que-russia-nao-recusa-dialogo-com-ocidente-ccdd4edf


https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/2024-05-06-putin-ja-puxa-dos-galoes-nucleares-vizinhos-armados-ate-aos-dentes-e-um-verao-que-cheira-a-nato-803-dias-em-guerra-9e6792a6


 


 

08/05/2024

Cheias atingem o Brasil - destruição a níveis quase nunca vistos

Os fenómenos atmosféricos extremos podem causar grandes catástrofes naturais e humanitárias. No Brasil, as cheias que afetam o Rio Grande do Sul, já levaram mais de 100 vidas humanas e fizeram cerca de 150 mil desalojados. Muitas pessoas ainda estão nos pisos superiores das suas habitações ou nos telhados, enquanto aguardam por alguém que as venha buscar. A falta de água potável é agora um dos principais problemas, a que em breve se começarão a juntar outros, como a fome e a propagação de doenças.


Os sobreviventes estão "desesperados em busca de alimentos e suprimentos básicos. As equipas de resgate têm corrido para tentar retirar as pessoas que ficaram presas." As estradas e as pontes ficaram destruídas ou submersas e é de barco que se consegue agora avançar. A lama cobre tudo, destruiu casas, carros, escolas... 


Na cidade de Porto Alegre, "as ruas do centro da cidade ficaram submersas depois de o rio Guaíba ter galgado as margens com um nível recorde de água." também aqui os moradores sentem já os efeitos da falta de produtos básicos e de combustível. A água está já a ser racionada, com preferência dada aos hospitais e centros que recebem desalojados. Por razões de segurança, a eletricidade foi cortada. Os voos foram cancelados devido à água que está acumulada na pista.


Os danos vão além "da destruição de infra-estruturas críticas." As inundações provocadas pelas chuvas torrenciais, "deixaram os campos de cereais submersos e mataram o gado, interrompendo a colheita de soja e parando o trabalho em várias fábricas de carne."


Segundo nos conta Giovana Girardi, no seu blog, estas cheias estão dentro daquilo que já seria esperado em função dos estudos que têm vindo a ser feitos. "O Rio Grande do Sul, pela sua localização geográfica, é particularmente sensível aos fenómenos naturais El Niño e La Niña. Daí que é relativamente comum a alternância de secas e chuvas intensas por lá. Mas o aquecimento global vem piorando isso. Assim como o  desmatamento." As leis têm de proteger os cidadãos, a habitação e as culturas, que são o ganha-pão da maioria da população daquelas áreas.


O rio é fonte de riqueza mas tem de ser cuidado e as construções devem respeitar o espaço que a natureza precisa para se expandir. As cheias, são culturalmente, em muitos povos, vistos como uma benção, mas quando as populações são atingidas desta forma, não terá também havido falta de planeamento?


 


Fontes:


https://www.publico.pt/2024/05/08/azul/noticia/comer-ha-tres-dias-cheias-brasil-somam-150000-desalojados-100-mortes-2089647


https://apublica.org/2024/05/tragedia-do-rio-grande-do-sul-era-mais-do-que-anunciada-mas-alerta-foi-ignorado/


https://apublica.org/2024/05/maioria-de-deputados-do-rio-grande-do-sul-apoia-projetos-que-podem-agravar-crise-climatica/


 

06/05/2024

Segunda-feira...

Hoje tive de ir a Lisboa e, depois de uma noite mal dormida - ainda ia culpar o meu sporting, mas foi mesmo por pura ansiedade - lá fui.


A viagem até foi rápida, mas estacionar é que foi a grande dor de cabeça! Acabei por optar por um daqueles estacionamentos subterrâneos que nos estragam logo o dia só de olhar para os preços, mas enfim, entre isso e arriscar ser multada... pareceu-me melhor o dito cujo. Para começar, o local onde o IPR ainda se encontra ao fim de tantos anos, é tudo menos o melhor. É que na impossibilidade de estacionar ali perto, lá temos de fazer grandes caminhadas a pé, por entre calçadas esburacadas e estaleiros de obras porta sim, porta sim.


Um ano depois lá estava eu e a conversa parecia um déja-vu.


Lá consegui que a médica, entre as infelizes expressões de "isso é normal", "isso é só muscular" e "isso é da sua doença", fizesse o favor de avaliar as minhas queixas... à saída, trazia já o papel para marcar uma eco, que ficou marcada para uma vaga em setembro (dois anos depois de eu me ter começado a queixar da anca). Enfim, se ando a coxear há tanto tempo, mais uns meses não irão fazer diferença, pois não? Os joelhos é que já se vão queixando de compensarem o peso e o andar mais desengonçado mas desses trato depois. Lá trouxe mais do mesmo em medicação... não deve haver muito por onde escolher, nem opções a tentar, ou então dá muito trabalho ajudar um pouco nessa parte. 


O que ainda me lixa, é que ao fim de tantos anos de ouvir tantas coisas, ainda me conseguem fazer correr as lágrimas. Mas já passou, amanhã é outro dia.


E pronto, desculpem lá, mas hoje precisava de desabafar um pouco.

03/05/2024

Manifestações estudantis pró-Palestina

Os movimentos organizados de estudantes repetem-se nos EUA, Canadá, México e Austrália e espalham-se também por alguns países da Europa, nomeadamente, França e Alemanha. Nas universidades americanas, os protestos começaram logo depois de Israel ter atacado a Palestina, depois do ataque do Hamas a Israel que ocorreu a sete de outubro do ano passado,


Os protestos ganharam um novo fôlego nos últimos dias e houve já milhares de detenções, mas já desde 17 de abril, que esta "vaga de protestos a favor de Gaza" se tem intensificado. Os estudantes montaram mesmo auênticos acampamentos junto aos campus universitários. Fala-se já em mais de dois mil detidos. Quando estes protestos levam a atos de invasão de propriedade, vandalismo e destruição de património, não podem, segundo afirmou Biden, ser considerados atos pacíficos. Em várias universidades foram já anunciadas aulas em sistem híbrido.


Na passada terça-feira, um grupo de "manifestantes pró-palestinianos" que estavam "barricados na prestigiada Universidade de Columbia, epicentro do movimento de protesto estudantil, foram expulsos" e os acampamentos desmantelados. Contraditoriamente, os EUA têm fornecido apoio humanitário para a Palestina ao mesmo tempo que, atribuem milhões de euros a Israel.


"Na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), dezenas de estudantes foram detidos, quando "dezenas de polícias com equipamento antimotim avançaram sobre uma multidão de manifestantes." A polícia conseguiu remover barricadas e começou mesmo a "desmantelar acampamentos fortificados." Na UCLA, "centenas de pessoas, entre alunos e ativistas, desafiaram a ordem de dispersão e formaram correntes humanas, enquanto a polícia disparava granadas de atordoamento sobre eles."


Na sua maioria, os protestos têm sido pacíficos, defendendo sobretudo os direitos humanos na Faixa de Gaza e o fim do apoio dado pelo governo dos EUA a Israel. O que está em causa são os milhões de euros que ainda na semana passada foram aprovados pelo "Senado" através de um projeto lei que prevê a atribuição de "cerca de 24,3 mil milhões de euros para Israel e 9,4 mil milhões em assistência humanitária a Gaza." Dá que pensar... Acrescente-se ainda o veto feito pelos EUA à adesão plena da Palestina à ONU.


Em França, muitos estudantes também se juntaram aos protestos. "Pelo menos 23 estabelecimentos de ensino já foram bloqueados, em França." Desde ontem que a polícia francesa tem estado a tentar "retirar várias dezenas de ativistas pró-palestinianos que ocupavam as instalações da escola "Sciences Po" (Instituto de Estudos Políticos de Paris), que se encontra encerrada devido à situação de tensão. "O Governo francês" prometeu que iria "reagir com total firmeza aos bloqueios" e pediu aos reitores das universidades que se mantenham neutros e "não tomem qualquer posição." 


Os confrontos com a polícia têm vindo a aumentar. As universidades que têm sido ocupadas e bloqueadas, têm sido estrategicamente escolhidas, "para garantirem que a mensagem é repercutida a nível nacional e internacional." Uma das escolhidas, foi a "Sciences Po" uma universidade com polos espalhados pela França e onde as ações levadas a "cabo pelos estudantes" têm reivindicado o "apoio a Gaza." Apesar dos movimentos serem pacíficos, há sempre confrontos e, não obstante muitos dos participantes serem até judeus, houve já relatos de frases anti-semitas e discursos de ódio. 


Os protestos estenderam-se também a algumas universidades inglesas. "Segundo o The Guardian, novos acampamentos de estudantes espalharam-se por várias universidades do Reino Unido, em Manchester, Sheffield, Bristol e Newcastle." Perante as acusações de anti-semitismo, um dos estudantes presentes no acampamento que foi montado na "Universidade de Sheffield," referiu que “alguns dos activistas mais dedicados são estudantes judeus”.


Na Alemanha, a polícia também teve de intervir, "para retirar manifestantes pró-palestinianos reunidos em frente à Universidade Humboldt de Berlim, no centro da capital." Na Suíça, cerca de "uma centena de estudantes pró-palestinianos ocuparam ao fim da tarde de quinta-feira o hall de entrada do edifício Geopolis da Universidade de Lausanne (UNIL)."


No que respeita ao Canadá, foram várias as cidades que se associaram a estes movimentos pró-palestinianos, como aconteceu por exemplo na universidade McGill, em Montreal, onde o primeiro e maior acampamento da região, com cerca de setenta tendas, começou a ser construído a 27 de abril e, progressivamente, foi aumentando de dimensão. "As centenas de manifestantes reforçaram o seu acampamento nos últimos dias devido à ameaça de desmantelamento pela polícia," afirmando-se determinados a "ocupar o local durante o tempo que for necessário, até que a McGill corte todos os laços financeiros e académicos com Israel." Muitos dos manifestantes que ali se encontram podem nem sequer fazer parte da comunidade estudantil. Em Toronto, foi instalado um acampamento com cerca de meia centena de tendas.


Na Austrália, os estudantes das universidades de Sydney, Melbourne, Brisbane e Perth juntaram-se também aos protestos dos seus congéneres americanos e europeus. Em Sydney, a situação tornou-se mais tensa quando, centenas de manifestantes pró-palestinianos e pró-israelitas se encontraram frente a frente durante o dia de hoje. "Apesar de algumas trocas de palavras tensas, os dois encontros mantiveram-se pacíficos e a polícia não interveio. Os ativistas pró-palestinianos estão acampados há dez dias num relvado em frente ao vasto edifício gótico da Universidade de Sydney, um bastião da academia australiana."


No Egito, ou outros países árabes, estas manifestações estudantis não se fazem notar, muito por receio aquilo que as forças apoiantes do governo possam vir a fazer, No Egito, "os protestos públicos foram proibidos por decreto presidencial já que as autoridades temem que as manifestações contra Israel possam mais tarde virar-se contra o governo do Cairo, liderado por Abdel Fattah al-Sisi."


Em Portugal, as coisas aparentemente estão calmas, apesar de no passado dia 17 de outubro, na data em que se assinalavam os 55 anos sobre a "Crise Académica de 1969," se ter registou-se um pedido de palavra para se falar sobre a situação na Palestina. O Presidente da República Portuguesa deu voz aos estudantes que, representados pr uma porta-voz (Joana Coelho), defenderam "o reconhecimento do Estado da Palestina independente" e um cessar-fogo "imediato e permanente". Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou nessa ocasião, aquilo que já tem dito de outras vezes, que "Portugal sempre defendeu o direito da Palestina" a ter a sua  autodeterminação como um "Estado independente".


Fontes:


https://eco.sapo.pt/2024/05/03/protestos-estudantis-pro-palestina-alargam-se-dos-eua-ate-a-europa-e-australia/


https://expresso.pt/internacional/eua/2024-05-03-mais-de-dois-mil-manifestantes-pro-palestina-detidos-em-universidades-americanas-confrontos-com-a-policia-estao-a-aumentar-dd882f1b


https://www.publico.pt/2024/05/03/mundo/noticia/onda-protestos-estudantis-palestina-espalhase-varios-pontos-mundo-2089097


https://www.publico.pt/2024/04/17/p3/noticia/estudantes-coimbra-pediram-palavra-falar-palestina-marcelo-deu-2087369


https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/manifestacoes-pro-palestina-nao-chegam-as-universidades-arabes


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-05-03-video-centenas-de-alunos-bloqueiam-universidades-de-franca-em-protestos-pro-palestina-1f0b45de


 

01/05/2024

Libertos do campo da morte lenta... 50 anos depois, o povo continua a sair à rua

Há 50 anos, os presos do Tarrafal, foram libertados.


Neste campo, os presos viam morrer os companheiros - 36 dos cerca de 600 que lá passaram, morreram. 32 eram de nacionalidade portuguesa, 2 eram guineense e 2 eram angolanos. A maioria foi torturada, não havia cuidados médicos e ficavam isolados do mundo. O único médico que por lá passou, nãos lhes prestava cuidados - "estava lá só para passar certidões de óbito".


O campo, localizado "na aldeia de Chão Bom, no Concelho de Tarrafal, na ilha de Santiago" em Cabo Verde, abriu em 1936, "durante um processo de reorganização do sistema prisional do Estado Novo, com o objetivo de encarcerar presos políticos e sociais," sobretudo aqueles que se opunham ao regime fascista. 


Esta "localização foi escolhida de forma estratégica, tanto por ser perfeita para que os testemunhos não viessem a público, com principal objetivo de aniquilar física e psicologicamente os opositores portugueses e africanos à ditadura Salazarista, isolando-os do resto mundo em condições desumanas de cativeiro, maus tratos e insalubridade." Muitos eram deixados a morrer de forma "natural", ou seja, completamente deixados ao abandono sem qualquer tratamento, por exemplo, contra a tuberculose que ali se instalava facilmente.


Em 1956 fecha portas, mas volta a reabrir em 1962, com o nome de "Campo de Trabalho de Chão Bom." Nesta fase, o campo destinava-se "a encarcerar anticolonialistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, altura em que morreram dois angolanos e dois guineenses." A 1 de maio de 1974, o campo foi encerrado e posteriormente passou a museu. Doenças, subnutrição, torturas, igual "àqueles de Hitler na Alemanha". 


Hoje, além de se celebrar a passagem do 50 anos, sobre o encerramento deste terrível campo de concentração, assinala-se também a passagem de mais um Dia do Trabalhador. O 1º de Maio é celebrado em vários países e, tem por base, a greve que decorreu neste mesmo dia, mas em 1886, em Chicago. Os trabalhadores gravistas, pretendiam exigir melhores condições de trabalho, sobretudo "a redução da jornada de trabalho diária," das habituais dezassete horas, para oito horas diárias.


Poderia aqui descrever muitos episódios e factos históricos que fui descobrindo nas minhas pesquisas (sabem que eu adoro História...) mas tornaria este post muito extenso. Deixo aqui apenas um pequeno excerto:



"Em 1833, oficialmente, o horário de trabalho das crianças foi reduzido para as 48 horas semanais." "Em 1844, pela primeira vez, é estabelecida a semana de trabalho de 69 horas, com um limite máximo de 12 horas diárias."



 Após anos de luta, em 1886, dá-se o "Massacre de Chicago":



"80000 trabalhadores a abandonarem o trabalho e a irem para a manifestação. Com o governo a mobilizar mais de 1000 polícias para vigiar e intimidar os trabalhadores. (...)Os trabalhadores despedidos não desistem e no dia 2 de maio algumas centenas realizam um comício em frente à fábrica que os tinha despedido. É chamada novamente a polícia que investe sobre os trabalhadores e começa a bater para os dispersar, provocando várias mortes e causando dezenas de feridos."


"Os trabalhadores voltam à carga e é realizado um segundo comício para protestar contra a brutalidade policial, (...)Quando restavam cerca de 200 trabalhadores, eis que explodiu no meio dos polícias uma bomba matando um deles e ferindo muitos outros. Foi o caos, com os polícias a dispararem sobre a multidão em fuga, ficando as ruas cobertas de sangue, mortos e feridos."


"Nos dias que se seguiram, centenas de dirigentes e trabalhadores foram presos. Houve um mega-julgamento no mesmo ano de 1886, tendo sido condenados à morte por enforcamento sete sindicalistas. Alguns foram condenados a prisão perpétua e outros quatro dirigentes sindicais foram executados a 11 de novembro de 1887, pelas 11.30."



Pouco tempo depois o governo assume perante a opinião púbica que estes sindicalistas estariam inocentes.


No ano de 1889, o "Congresso Operário Internacional, reunido em Paris," decreta então esta data como o "Dia Internacional dos Trabalhadores."


Em Portugal, esta data é celebrada desde 1890, numa época em que a monarquia dava as suas últimas cartadas. "Nas comemorações do 1.º de maio em Portugal, em 1890, a manifestação em Lisboa reclamou do município «o estabelecimento das 8 horas diárias e a regulamentação do trabalho de menores». No Porto, a comemoração aconteceu no Monte Aventino, atraindo milhares de trabalhadores."


O Estado Novo veio acabar com esta comemoração. "Só a partir de maio de 1974," depois da Revolução, "é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, que passou a ser feriado. Nesta data," estima-se que tenham estado 500 mil pessoas na manifestação do Dia do Trabalhador de 1974," só na capital.


5o anos depois, o povo continua a celebrar esta data!


 1º de Maio em Portugal


Em Moçambique, também "durante o período colonial," estavam proibidas quaisquer celebrações do "Dia do Trabalhador, em virtude da natureza repressiva do regime colonial português. No entanto, houve manifestações de trabalhadores moçambicanos, em particular em Lourenço Marques (atual Maputo), contra o modo de relações laborais existente naquele período."


Fontes:


https://observador.pt/2024/05/01/portugal-cabo-verde-guine-bissau-e-angola-assinalam-libertacao-do-tarrafal/


https://rdpafrica.rtp.pt/noticias-africa/50-anos-sobre-a-libertacao-dos-presos-politicos-do-campo-do-tarrafal/


https://www.jornaldeangola.ao/ao/noticias/angola-nos-50-anos-da-libertacao-dos-presos-do-tarrafal/


https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Trabalhador


https://observador.pt/opiniao/historia-concisa-do-1-o-de-maio-dia-do-trabalhador/


 


 

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 Quando as vespas se sentem incomodadas, atacam.  São capazes até de matar, se estiver em causa o seu ninho. Uma vespa, é mais pequena que a...